Bença, mãe
De padre Orivaldo Robles:
Ainda me surpreendo a calcular, no café da manhã, a hora melhor de sair para vê-la. Foi a rotina dos meus últimos doze anos, pelo menos. Devagar, vou-me acostumando com a idéia de que já não há necessidade. Estou aprendendo a viver sem ela. Eram diárias e, infelizmente, curtas as visitas. Como, no seu tempo, dom Murilo reconhecia, os padres de Maringá trabalham muito. Pouco mais, pouco menos, andam todos sobrecarregados. Quem menos aproveita a nossa companhia são justamente os de casa. Nenhum dos meus expressou, é bem verdade, sequer uma vez, a mais leve queixa. A começar pelo pai, falecido há 28 anos. Mas bem que eles gostariam de me ver a seu lado por mais tempo. Na íntegra.
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