Busca: jorge villalobos

Opinião

Sugestão de pauta

De Jorge Ulises Guerra Villalobos:
jorgeJá tratei, neste espaço, sobre o tema da igualdade do voto nas eleições para Reitor da Universidade Estadual de Maringá, (Informativo UEM nº 1063/2013) argumentando: “quem pode o mais, evidente que pode o menos”. Ou seja, se o voto é igualitário para presidente da República, por que não podemos ser iguais no voto para reitor da UEM? Desta vez, o tema é uma reflexão relacionada com as eleições para reitor da nossa Instituição. Já há alguns meses tenho ouvido, de inúmeras pessoas, dentro do câmpus sede, indagações do tipo: “você sabia que fulano é candidato?”; ou “está sabendo que o candidato a reitor é beltrano e o vice é sicrano?“. Volta e meia ainda aparecem nomes de pessoas que já foram reitores, vice-reitores, diretores de centro, pró-reitores ou candidatos em alguma das eleições passadas. Vislumbro nesse intenso indicar de nomes que o tema da eleição poderia estar centrado em qual é o melhor ou o “menos melhor”. Mas, entendo que esse não devia ser o ponto central da questão, uma vez que há inúmeras situações que deviam estar sendo debatidas.Continue lendo ›

Opinião

Liberdade, Liberdade! Abre as asas sobre nós…

asasPor Jorge Ulises Guerra Villalobos:
...e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz. (Imperatriz Leopoldinense, Rio de Janeiro, 1989).
Essa letra citava o refrão do hino da Proclamação da República (1889). Dizem que é o melhor samba de todos os tempos do carnaval carioca. Acredito nisso, uma vez que além de celebrar os 100 anos da República também era o samba campeão do primeiro carnaval, nos primeiros meses, da Constituição Cidadã de 1988.
Passaram-se 25 anos desde o dia 5 de outubro de 1988, data na qual um colega e amigo, o professor Tadeu França da Universidade Estadual de Maringá, teve a honra de estar presente, participar ativamente e assinar a nova Carta Constitucional, que marcou o retorno da democracia ao Brasil, após a ditadura militar (1964–1985).
Todavia há que lembrar as conquistas trazidas no campo dos direitos políticos, como é o direito ao voto facultativo para os analfabetos, hoje 9,8% da população, para os jovens entre 16 e 18 anos de idade, e para os maiores de 70 anos de idade.Continue lendo ›

Geral

Maringaense representou contra Feliciano

Partiu de Maringá, em abril passado, uma representação contra o deputado federal Marcos Feliciano (PSC-SP), acusado de postura homofóbica e racista. A representação foi apresentada junto ao Ministério Público Federal em Maringá pelo professor Jorge Ulisses Guerra Villalobos, da Universidade Estadual de Maringá. Em resumo, o documento protocolizado no dia 22 de abril pede a retratação do parlamentar diante de “sua opinião anacrônica, ofensiva aos direitos humanos e à dignidade da pessoa humana”. Uma correspondência foi encaminhada ao também deputado federal Jean Wyllys de Matos Santos (PSol-RJ), solicitando que seu gabinete acompanhe a tramitação do processo, encaminhado no início do mês ao procurador geral Roberto Monteiro Gurgel Santos.

Gente

Juramento

villalobos
O professor (e, agora, advogado) Jorge Vilallobos, no último dia 8, após faazer o juramento na sede da OAB de Maringá. Sua inscrição é 65659; no Dia da Mulher,  ele recebeu o documento das mãos da mulher, a advogada Vanda Cardoso. Aqui, as fotos da cerimônia.

Geral

MPF investiga armazenagem de inseticida

Embalagens
De Carlos Ohara, na Gazeta do Povo:
A Procuradoria da República em Maringá abriu inquérito civil público para apurar a utilização e os procedimentos de armazenagem do inseticida “Fyfanon ULV”, estocado no pátio de uma área da Secretaria Estadual de Saúde naquela cidade, na região Norte do estado. As embalagens estavam no local há vários meses e foram removidas ontem, após a Gazeta do Povo entrar em contato na tarde de quinta-feira com o superintendente de Vigilância em Saúde do Paraná, Sezifredo Paz, para falar sobre o assunto. Continue lendo ›

Cidades

Um cemitério na Bacia do Pirapó


A foto acima foi feita há cerca de duas semanas em lotes localizados na bacia do rio Pirapó, em Apucarana, onde se constroi o Cemitério Portal do Céu, empreendimento da família do vereador Mauro Bertoli (PTB), ex-presidente daquele Legislativo. O rio nasce no meio da cidade e abastece a Cidade Alta e Maringá. A liberação dada pelo IAP para a obra provocou revolta da população, em 2008, já que o Instituto Ambiental do Paraná não submeteu o fato à consulta popular. Um relatório feito na época pelo professor Jorge Ulises Guerra Villalobos, da UEM, destacava que as características construtivas da obra, “realizada essencialmente no subsolo, em área de alta vulnerabilidade das águas subterrâneas”, reforçava o temor da localização em manancial de abastecimento. A própria Unidade Regional da Sanepar em Apucarana atestou em ofício que, no futuro, por fatores psicológicos, a qualidade da água poderá ser questionada.
No Estudo de Impacto Ambiental emitido, técnicos do órgão afirmaram que a “profundidade está relativamente adequada para a disposição dos jazigos”. A foto, porém, mostra que o jazigos estão implantados nas pedras (neossolo).

Maringá

Visita ao Parque do Ingá (1)

Estive no Parque do Ingá hoje pela manhã, a convite, para ver as mudanças que haviam sido realizadas e comentá-las ambientalmente. Havia também um outro convidado, colega e professor do Cesumar. Na entrada, um veículo chapa branca entrou rapidamente, e surpreendido foi salvo pelo típico salto de susto, que me levou para fora do alcance deste. Logo, já começando a caminhar, daquele mesmo veículo, do qual agora foi possível ver um emblema na lateral da porta do lado do motorista, um ocupante alcançou uma banana que portava e começou a deliciar-se.
Sabem aqueles fiapinhos que ficam grudados na banana quando começamos a tirar a casca e a gente não sabe bem o que fazer, comer ou depositar no lixo?, pois para o ocupante do carro, a solução foi simples: lançou-a lá pra frente. Livre dele, continua a comer a fruta, ainda assegurando-a cuidadosamente, com a casca, a qual descia na medida de cada mordida, porém a fruta acabou e a casca, assim como aquele fiapinho, sobrou na mão e impulsionado por ela, voou pra frente, indo a cair próximo de uma palmeira, na entrada do Parque. Provavelmente a blusa do ocupante do carro lhe garantia certa imunidade, afinal era verde.

Jorge G. Villalobos – Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Geografia

Maringá

Visita ao Parque do Ingá (2)

Próximos do lago e da casa de souvenir cor-de-rosa, os banheiros. Como se tratava também de ver o aspecto turístico, evidente que os banheiros entravam no roteiro, fomos conferir, e para isso levei a minha mão até a maçaneta e, ao girar esta, a porta não abria. Estava trancada. Confesso que as tentativas foram a de acessar o banheiro masculino, não tentamos no banheiro feminino. E nenhum do grupo fez questão de tentar. Más como a gente nasce curioso e continua, quisemos ver a parte dos fundos do prédio dos banheiros e qual foi a surpresa.
Alguém não havia resistido à falta de banheiro aberto para esvaziar a bexiga, e teve às pressas que correr para um ambiente no qual ninguém o veria. Pois foi uma surpresa encontrar uma autoridade, em pé, esvaziando a bexiga. Bem, que não era um cidadão comum, pois se esse estivesse em apuros e utilizasse do mesmo expediente e ainda fosse flagrado, certamente a autoridade lhe agraciaria com uma repreensão.

Jorge G. Villalobos – Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Geografia

Maringá

Visita ao Parque do Ingá (3)

Pois é. Quando, já saíamos do parque, depois de percorrer o mesmo, encontramos um grupo de jovens, que comendo batatas e outras coisas, dessas que fazem bastante barulho, principalmente, se saboreadas com a boca aberta, lhes perguntamos se  teriam cuidado em não dar  limentos para os animais, pois nenhum cartaz havia que orientasse em essa restrição; ao que ouvimos como resposta que “não dirimos”.
Fique pensando, depois de ouvir a frase, no meio das gargalhadas dos que assistiram a resposta, se não era melhor que esse jovem voltasse para a sala de aulas e fizesse  leituras, estudos ou coisas do tipo que acostumam acontecer nesse lugares. Melhor proveito teria que ir ao parque.

Jorge G. Villalobos – Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Geografia

Opinião

Código florestal debaixo do martelo e da foice

Vale entender que a discussão substancial do Código Florestal não trata de propriedade rural, grande ou pequena. Ele  trata de território como espaço de gestão de bens e sua função socio-ambiental, ou seja, são recursos ambientais que implicam de forma direta à sadia qualidade de vida do povo brasileiro. Uma vez que esses bens ambientais formam Biomas que são espaços físicos do território que incluem fauna, flora e suas interações entre si e o ambiente físico: solo, água e ar, abrangendo inúmeros estados da federação. O povo brasileiro é dono de uma das biodiversidades mais ricas do mundo. Porém, do bioma de Mata Atlântica somente restam 7% do total. Isso significa que perdemos até agora território, qualidade de vida e segurança ambiental, uma vez que não é somente o desmatamento que destrói, pois também são os agrotóxicos dos quais hoje somos campeões mundiais de produção e consumo. Perdemos com tudo isto um aspecto substancial da Soberania uma vez que se atinge a durabilidade e qualidade do espaço nacional.
Politicamente incorreto o deputado federal por São Paulo Aldo Rebelo, do PC do B, relator do Código, que certamente bem conhece a teoria marxista e poderia lembrar que Marx escreveu na ideologia alemã “aquilo que os indivíduos são depende das condições materiais da sua produção”. Assim, deveria entender-se que a Terra não é um simples suporte produtivo, uma vez que ela é base da existência material do ser humano e de sua dignidade. Por tanto, equivocados  estão aqueles que de forma míope insistem em continuar destruindo aquilo que não lhes pertence, mas do qual são somente fieis depositários para as presentes e futuras gerações.

Dr. Jorge Ulises Guerra Villalobos
Universidade Estadual de Maringá

Opinião

Algo se moveu, porém, continuamos sem entender!

De Jorge  Ulisses Guerra Villalobos:

Terminei de ler um texto de Clóvis Rossi (“Algo se move, mas o que é?”, sábado 26 de março de 2011, Folha de S. Paulo), gosto do estilo dele que é direto e sempre provocativo, no sentido de despertar no leitor algo novo a respeito de temas educacionais. Certamente uma questão no centro do debate quando falamos de desenvolvimento. O artigo que comento trata das modificações sociais que têm sua causa imediata nas atitudes dos jovens da denominada “geração economicamente frustrada”. Essa geração é aquela nascida em meados dos anos 80 e que hoje com os estudos superiores concluídos busca no mercado de trabalho emprego e não estágio. Que, aliás, também deseja uma moradia para deixar a casa dos pais, e montar o cantinho, porém a moradia está cara, o transporte caro e o combustível cada vez com mais água para manter uns preços relativamente acessíveis. Continue lendo ›

Opinião

Rezar?

Certo é que para alguns a ação de rezar é uma via espiritual que objetiva principalmente reencontrar Deus, ideia essa que se inspira na possibilidade de acesso ao conhecimento vindo diretamente de uma entidade superior. Essa Luz Divina ingressaria, por Graça, na nossa mente, esclarecendo os pensamentos e ações, para que inspirados, assim, pelo bom pensar e agir, continuemos a tarefa. Esse parece ser também o entendimento de Akino. Uma vez que ele disse “rezar” para que seja iluminado certo político. Sendo que esse pedido, realizado pelo crítico social, não o faz para si mesmo, o que demonstra, não somente a boa vontade desse ilustre cidadão, como também seu espírito cristão e republicano, uma vez que ele deseja que outro que tem o dever, receba uma bênção, para cumprir suas obrigações. Vale lembrar que o caminho escolhido pelo vereador já foi disciplinado no seu rumo, e que para esse agir o político jurou pessoalmente o seguinte: “Prometo cumprir a Constituição Federal, a Constituição do Estado e a Lei Orgânica do Município, observar as leis, cumprir o mandato que me foi confiad9o, trabalhando sempre pelo progresso do município e bem-estar de seu povo”.
Assim, meu estimado Akino, entendo que não é questão de rezar ou pedir. É tempo de demandar por quebra de decoro.

Jorge Guerra Villalobos

Má-ringá

Quando um cachorro descido do apartamento…

– Ah bebe!

Pois é, “ah bebe” foram as palavras que ouvi nesta sexta-feira, ao final da tarde, quando um cachorro descido do apartamento com a sua responsável  parou na calçada da rua Santos Dumont e a senhora, que controlava a coleira, deixou a vontade o animal, para que este, num rápido movimento de quadril deposita-se no passeio uma massa processada de alimentos com alto teor de gorduras, de cor marrom escura,  a qual  contrastou imediatamente com o cinza das baldosas.  Enquanto isso, outro cão de cor preta estacionava-se lateralmente na mureta da vitrine da loja e esvaziava seu nervosismo de tantos cheiros desafiadores. Vida de cão em apartamento deve ser difícil, pois os únicos momentos de relax parecem ser as saídas ao passeio público, seja ao final da tarde ou nas primeiras horas da manhã.  Cuidar de um animal, amá-lo como se fosse uma pessoa, um bebe, como dizia a senhora, está entre os fatos ultra modernos na nossa sociedade, porém me parece absolutamente medieval ver as calçadas utilizadas pelos animais como área de descarga das fezes e mijos. Sei que existe norma municipal disciplinando a obrigação da coleta dos resíduos deixados pelos animais, porém, raras são as ocasiões em que isso acontece. A regra continua a ser “ah bebe”…

Jorge Guerra Villalobos

Opinião

O caso Mayara

O caso é uma situação associada, no mundo forense, a um processo. No cotidiano caso é algo relacionado com situações extraconjugais, ou um namoro, assim sem muitos compromissos. Como pode ser um fato comum da vida, ou especial depende de uma valoração. Posto isto a pergunta é: quando nasce um caso? Parece-nos que tal questão está vinculada quando há um rumo diferente daquele que é considerado como “normal”. Este preâmbulo é para contextualizar o texto do jornalista Fernando de Barros e Silva, publicado na Folha de São Paulo, nesta terça-feira. Nele o autor trata do caso Mayara e crítica o meio pelo qual a OAB de Pernambuco decidiu reagir quando da manifestação pública da estudante de direito, a qual se utilizou de um discurso no Twitter  para instigar o homicídio, sustentando o referido jornalista que “Incomoda-me, de um lado que a primeira reação seja ir a justiça para punir a jovem”. Entendo que o ir até a justiça não resulta de uma decisão impensada, pois o processo judicial é um caminho difícil, longo e não sempre resulta naquilo que se busca. Porém é um caminho civilizado, adequado quando todas as outras formas de dialogo social foram superadas e quebradas.

Ou seja, quando a capacidade dos cidadãos mostrou-se ineficiente para resolver o conflito, pois consideramos que uma sociedade não é um amontoado de indivíduos que correm todos os dias para algum lugar, sendo, pois algo bem mais complexo. Por essa razão é necessário observar que a ida até a justiça por parte da OAB, indica que todos os outros meios sociais de “civilizar” começando pela Família, seguindo pelos valores religiosos, continuando pela escola, e avançando na Universidade, parecem ter fracassado. Veja que se trata de estudante de terceiro grau e aluna de um curso que começa desde o primeiro dia comentando, estudando e debatendo Kelsen e sua pirâmide em cuja cúspide está a Constituição. Lembrando que a nossa Lei Maior manda no seu Artigo 1º que a República Federativa do Brasil tem como fundamentos, dentre outros, a cidadania  e a dignidade da pessoa humana. O problema não está em ir até a justiça para buscar punir, a questão está em que todos os freios e contrapesos sociais pacíficos fracassaram neste caso.

Jorge Ulises Guerra Villalobos

Opinião

Declaração

Neste dias de intenso questionamento a respeito das opções, posições, pensamentos, opiniões e crenças, digo que:
1.- Sou a favor da descriminalização do aborto.
2.- Sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
3.- Sou a favor das pesquisas utilizando células tronco.
4.- Sou a favor da inseminação artificial.
5.- Sou a favor da vasectomia.
6.- Sou a favor da adoção entre pessoas do mesmo sexo.
7.- Sou a favor da criminalização da homofobia.
8.- Sou a favor da liberdade religiosa.

Jorge Ulises Guerra Villalobos, cidadão brasileiro

Maringá

Independência ou morte


As palmeiras da avenida XV de novembro desta vez suportaram a estrutura metálica, para dar qualidade ao som do evento da independência. Em dezembro são  as mesmas palmeiras que suportam as mangueirinhas de natal e não tenham dúvidas que em outra data serviram para malhar Judas. Assim por diante. Até serem cortadas para dar passo á ampliação da avenida. O retrocesso não pode parar.

Jorge G. Villalobos