josé luiz boromelo

Opinião

Pela porta dos fundos

dilma

Por José Luiz Boromelo:

O Senado Federal aprovou nessa madrugada por 55 votos a 22, parecer favorável ao prosseguimento do processo de impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff. A sessão, que durou mais de 20 horas, nem de longe lembrou aquela do fatídico dia 17 de abril na Câmara os Deputados, dando a entender que a lição foi assimilada pelos senadores.
A presidente foi notificada sobre a decisão e deverá deixar imediatamente o cargo, para que, em até 180 dias, possa se defender das acusações a ela imputadas. Continue lendo ›

Opinião

Meu mundo caiu

ilustra

Por José Luiz Boromelo:

Meu mundo caiu. O desespero tomou conta, não sei mais o que fazer. Procuro pensar numa saída, mas a letargia da mente não permite nada além de sensações espasmódicas de impotência, de perplexidade e de revolta.
Como alguém pode carregar um coração tão duro em seu peito a ponto de cometer esse tipo de atrocidade? Como deixar 100 milhões de fiéis seguidores ao léu, sem ao menos demonstrar uma pontinha sequer de arrependimento?Continue lendo ›

Opinião

À deriva

senado

Por José Luiz Boromelo:

O tempo fechou na sessão da comissão de impeachment do Senado. Dois senadores bateram boca e quase foram às vias de fato, não fosse a pronta intervenção dos presentes.
O senador Lindbergh Farias (PT/RJ) chamou o colega Ronaldo Caiado (DEM/GO) de mentiroso, por conta de uma suposta publicação na imprensa de que o Palácio do Planalto estaria apagando dados e arquivos do governo federal para dificultar um possível governo de Michel Temer. Caiado chamou Lindbergh para repetir “lá fora”, numa clara menção de que as diferenças seriam resolvidas mesmo na base da violência. O barraco ignorou a transmissão ao vivo, mostrando a verdadeira face de nossos parlamentares.Continue lendo ›

Opinião

Os imperdoáveis

ilustra

Por José Luiz Boromelo:

O País inteiro assistiu incrédulo, ao vivo e em cores uma das maiores demonstrações de incivilidade protagonizada por nossos representantes da Câmara Federal.
Na sessão de votação da admissibilidade para o prosseguimento do impeachment da presidente da República, os deputados federais mostraram o que são, na verdade: um bando de indisciplinados, mal educados e totalmente descompromissados com as responsabilidades a eles atribuídas.Continue lendo ›

Opinião

O momento não é propício para manifestações

ilustra

Por José Luiz Boromelo:

Diferentes entidades se movimentam para o protesto do próximo domingo, inclusive com o chamamento distribuído nas redes sociais.
Justamente no momento em que o País atravessa uma das maiores dificuldades da história recente (incluindo nesse rol as crises econômica, política e institucional), iniciativas como essa só alimentam a animosidade e o antagonismo entre os simpatizantes e aqueles que discordam da equipe do governo atual. Continue lendo ›

Opinião

Torneiras secas, retrato da incompetência

vidas secas

De José Luiz Boromelo:

Considerada como uma obra-prima da literatura, “Vidas secas”, de Graciliano Ramos retrata sob uma visão crítica, as dificuldades do sertanejo nordestino ante o clima árido, que impõe sofrimentos diários na busca pelo precioso líquido, vital para a manutenção da vida.
Guardadas as devidas proporções de espaço e tempo, a população da Cidade Canção vivenciou, por alguns dias, a realidade daqueles que padecem por anos a fio sem ter a quem recorrer nos momentos de maior necessidade. Continue lendo ›

Texto

Cada um no seu quadrado

Corujas

Aquela balada conhecida repete sucessivamente o mesmo aviso. Mas na falta de um quadrado, qualquer coisa serve para delimitar territórios. As corujas que o digam. O palanque de cerca foi mais que suficiente para colocar cada um no seu espaço, simetricamente demarcado pelo bicho homem. Do alto de seus privilegiados postos de observação, as aves patrulham o terreno em busca de algum eventual petisco que se aventure por aquelas imediações. Afinal, manducar é palavra de ordem quando já se atingiu a maioridade animal. A lei da natureza impõe suas regras: é cada um para si, mas sempre respeitando o “quadrado” alheio.
Texto e foto: José Luiz Boromelo

Opinião

Só vale a verdade

Ilustração

De José Luiz Boromelo:

“Concepção clara de uma realidade, princípio certo e verdadeiro, juízo ou proposição que não se pode negar racionalmente, conformidade do que se diz com o que se sente ou se pensa”. Estas e outras definições se referem ao termo “verdade”, conforme preconiza o dicionário da Língua Portuguesa. Ocultar a verdade é fato comum na infância e início da adolescência, quando ainda não se consolidou por completo o caráter do ser humano. Mas os homens públicos desse País (incluem-se nesse rol algumas representantes do sexo feminino) se utilizam desse expediente com frequência, num vale-tudo coloquial em que os “rounds” se sucedem, expondo a total falta de percepção acerca da relevância da função que exercem.Continue lendo ›

Texto

Presentes da natureza

Natureza

O fim de tarde desse Natal foi marcado por cenários naturais inesquecíveis. Junto com o calor veio a chuva, molhando a vegetação e emoldurando a paisagem em tela ao ar livre, com direito a arco-íris. Um presente e tanto para aqueles que curtem as maravilhas da natureza, com sua infinidade de cores, formas e aromas. São ocasiões propícias para se eternizar através das lentes, porque o momento de cada registro é único. E a recompensa pela dedicação e paciência vem acompanhada de belas surpresas. Para quem gosta, é um prato cheio.
(Foto e texto: José Luiz Boromelo)

Opinião

Sombra com chapéu alheio

Nota Paraná

Ilustríssimo Senhor Secretário de Estado da Fazenda do Paraná:
Venho por meio deste, expor à Sua Senhoria minhas impressões sobre o Programa Nota Paraná, oficialmente uma medida implementada visando promover e estimular a cidadania fiscal (leia-se aumento na arrecadação de impostos). Imagino que (em minha leiga e míope percepção), como titular da pasta que ora responde, é de sua atribuição a elaboração/manutenção/gerenciamento do referido programa. O que fica evidente no momento em que se verifica o saldo correspondente às notas apresentadas é que a veiculação do programa na grande mídia deliberadamente ocultou dos possíveis futuros participantes, detalhes por demais relevantes. Continue lendo ›

Texto

Esperando na janela

Gato

Vida de felino caipira é um marasmo que dá sono. As atividades se resumem em garantir o almoço diário, incluindo no cardápio variado alguns empenados desavisados e outras iguarias disponíveis no meio rural. Também não se pode deixar de lado a preocupação com a aparência, mantendo a pelagem livre dos parasitas contumazes, pois afinal, existe a possibilidade de, a qualquer momento, aparecer uma companheira para aventuras bem mais interessantes. E sem perder a pose, o bichano resolveu esperar na janela. Do alto de sua costumeira indolência, sossegado, dono de seu próprio nariz, vê a vida passar. Sem pressa alguma. Isso que é tranquilidade!
José Luiz Boromelo

Opinião

Para que servem os políticos?

De José Luiz Boromelo:

politicosNum ritual que se repete anualmente há mais de 500 anos, o monarca participa da cerimônia de abertura do ano legislativo no parlamento britânico, em Londres.
Essa carga de simbolismo demonstra um estreitamento dos laços de coesão e independência entre os poderes, fazendo com que a governabilidade seja colocada em primeiro plano dentre as prioridades dos representantes do povo. Nos países asiáticos é fato comum o político tomar medidas extremas quando flagrado em alguma traquinagem no exercício do cargo, chegando a atentar contra a própria vida ante a exposição pública de acontecimentos desabonadores.Continue lendo ›

Crônica

Um pouco mais de paciência

De José Luiz Boromelo:
brigaNessa época atribulada em que as pessoas vivem correndo de um lado para o outro, a falta de paciência é a face mais visível de um novo conceito de vida moderna. No ambiente doméstico casais vivem às turras por deixarem o diálogo e a paciência de lado. Os filhos carecem de paciência para superar a fase quase sempre instável da adolescência. Os namorados brigam por qualquer coisa, por mais ínfima que seja. No trânsito a coisa é pior ainda. Sempre apressados, motoristas, ciclistas e pedestres travam uma batalha diária por um espaço cada vez mais raro em nossas vias públicas, muitas vezes chegando a atitudes extremas sem qualquer justificativa para seus atos. Continue lendo ›

Texto

Sossego animal

Bichano

Em plena segunda-feira o felino se aquece tranquilo ao sol da manhã. Esparramado sobre o carro, não está nem aí para as preocupações de início de semana do bicho homem, como o saldo da conta bancária no vermelho, o pagamento dos boletos em atraso, o serviço prometido para a semana passada (e não entregue), a aporrinhação costumeira do chefe eternamente mal humorado, a torcida diária para que o mês termine logo. Como esse tipo de inquietação definitivamente não o atinge, nada mais prazeroso do que aproveitar o clima ameno e de camarote vip, ver a banda passar. Isso sim que é vida boa. Que inveja do bichano!
(Foto e Texto: José Carlos Boromelo)

Geral

Presente da natureza

Presente da natureza
A natureza nos brinda diariamente com cenários inesquecíveis. O sol aparece tímido, dissipando lentamente a neblina densa da manhã, emoldurando imagens fantásticas, um presente divino àqueles que têm tempo e sensibilidade para apreciá-las. O espetáculo termina quando o astro-rei finalmente resolve impor sua superioridade, aquecendo a terra e expulsando de vez a magia em forma de umidade. Valeu a pena levantar um pouco mais cedo. E como!
José Luiz Boromelo
Presente da natureza

Geral

Dose dupla

Dose dupla
Manter vigilância constante é necessário, porque os amigos do alheio estão por toda parte. Em dose dupla melhor ainda, aliando a fidelidade territorialista do cão com a pantomina escandalosa da coruja. A convivência pacífica mostra que cada qual possui interesses distintos na relação, em que o respeito pelo espaço alheio é rigorosamente obedecido. Um exemplo de civilidade cada vez mais raro no ser humano…
José Luiz Boromelo

Opinião

De São Paulo a Paris

De José Luiz Boromelo:
aguaEm viagem à capital francesa, uma conhecida apresentadora da televisão brasileira sentiu na pele as contingências da cidade-luz, onde o cidadão se viu impelido a mudar de comportamento para superar as adversidades locais. A hospedagem num dos mais conceituados hotéis europeus proporcionou, além do luxo e do conforto, uma inesquecível aula de cidadania. Eis que no desfrute de um demorado banho, o fornecimento de água foi subitamente interrompido. Sua cota disponível havia se esgotado e o jeito foi improvisar, removendo a espuma das fragrâncias aromáticas parisienses com água mineral. Se no Velho Mundo a coisa funciona como deveria, no Brasil ainda não se chegou a um consenso quando o assunto é a valorização dos recursos naturais. É inaceitável a constatação de que o desperdício de água da estação de tratamento ao consumidor final se aproxime de vergonhosos 40%, por conta de vazamentos e outros problemas nas redes de distribuição. Em Tóquio essa perda é de 7%. Continue lendo ›

Opinião

Goela abaixo

De José Luiz Boromelo:
horário de verãoTeve início no dia 19 desse mês a 39ª edição do horário brasileiro de verão. Originalmente implantada na década de 1930, essa medida polêmica passou a ser adotada sistematicamente a partir de 1985, quando o sistema nacional de energia apresentou sinais de esgotamento. Por conta da interferência arbitrária do Estado no ritmo normal de vida do cidadão, todo ano os brasileiros (essa edição abrange 10 estados e o Distrito Federal) são chamados compulsoriamente a alterar os hábitos cotidianos, girando para frente (a contragosto) os ponteiros do relógio. O decreto governamental não tem o poder de convencer, muito menos de cotizar a população para a economia de energia elétrica, supostamente um instrumento eficiente para evitar a sobrecarga no consumo nos horários de pico, diminuindo assim o risco dos indesejáveis apagões ocorridos num passado recente. Segundo o secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia Ildo Grüdtner, a economia prevista nessa temporada é de R$ 278 milhões, com redução esperada de 4,5% na demanda em todo o País no horário de maior consumo.Continue lendo ›

Opinião

Sem sinal

De José Luiz Boromelo:
AnatelDe acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de linhas ativas de telefonia celular no País ultrapassou os 277 milhões, com um acréscimo de 1,26 milhão no oitavo mês desse ano. As linhas pré-pagas são maioria (76,73%) e as pós-pagas representam 23,27 do total. A densidade de celulares atingiu a marca de 136,7 para cada grupo de 100 habitantes e a maior densidade está no Distrito Federal, com 218,7 linhas para cada grupo de 100 pessoas. Entre as maiores operadoras no mercado brasileiro se destacam a Vivo na liderança com 28,85% de participação seguida da TIM com 27,05%, da Claro com 25,01% e da Oi com 18,56%, de um total de oito empresas do ramo. Os números superlativos mostram que o Brasil ainda é um mercado promissor, com a expectativa de crescimento em ascendência constante, justificando os volumosos investimentos estrangeiros no setor. Na onda da versatilidade móvel os fabricantes de aparelhos celulares nunca lucraram tanto. Continue lendo ›

Vídeo

Felicidade animal

O sabíá canta por que é feliz ou é feliz por que canta? As duas alternativas seriam uma boa resposta. Essa alegria haveria de demonstrar também o ser humano, cada vez mais atarefado com as atribulações da vida moderna. E em vez de nos depararmos diariamente com gente carrancuda e apressada, que bom seria encontrar as pessoas como esse nosso amigo aí: de bem com a vida. Porque quem canta, seus males espanta…
(José Luiz Boromelo)

Opinião

Compromisso com a democracia

De José Luiz Boromelo:
Urna eletrônicaNo dia 5 de outubro o eleitor tem o maior dos compromissos com a democracia ao eleger seus representantes. É o momento esperado pelo cidadão para externar suas vontades, desejos e expectativas direcionadas àqueles contemplados com uma extraordinária instituição de poder e que determina os rumos dos acontecimentos na vida de uma sociedade. O voto é o inalienável direito e o imprescindível dever cívico que cada um deve exercer com toda a propriedade, alicerçado em convicções pessoais e estratificado durante o período de propaganda eleitoral gratuita. É a oportunidade para analisar quais candidaturas oferecem subsídios razoavelmente suficientes para que o eleitor escolha (com o discernimento necessário) aqueles que haverão de representá-lo pelos próximos quatro anos.Continue lendo ›

Opinião

Imoralidade

De José Luiz Boromelo:
recesso-dentroVolta e meia o contribuinte paranaense toma conhecimento das estripulias de seus representantes no legislativo estadual. A última notícia sobre os nobres deputados vem comprovar o que todos sabem, mas fingem ignorar pela dificuldade natural em se fiscalizar aquela instituição, que originalmente teria como função principal a defesa dos interesses da população. Conforme a assessoria de imprensa da Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP), as sessões plenárias serão suspensas a partir do dia 23 de setembro e só retornam após o primeiro turno das eleições. A justificativa oficial para essa iniciativa chega a ser comovente para os ouvidos mais sensíveis: “… para que os candidatos possam dar prioridades às campanhas e também porque não há pautas urgentes para serem votadas”. Complementa a nota que dos 54 deputados, 46 tentam se reeleger e outros quatro são candidatos a deputado federal. Continue lendo ›