saúde pública

Geral

Cena da saúde pública maringaense

Uma mulher grávida, de passagem por Maringá, na tarde de ontem, sentiu na pele o primeiro mundo da saúde pública local – aquele que aparece na revista Veja e na propaganda da gestão Pupin. Ao parar no terminal rodoviário, ela passou mal e começou a apresentar sangramento. Como não há posto médico na rodoviária, várias pessoas ligaram para o Samu, que, apesar da insistência, não pôde atender alegando que não havia viatura disponível. Sem saída, e recendo o agravamento do quadro, populares a levaram para o posto de saúde mais próximo – onde não havia enfermeira nem médico, somente duas auxiliares de enfermagem -, onde também não queriam atendê-la, o que aconteceu a muito custo.

Má-ringá

Criança de 4 meses morre na UPA Zona Sul

Israel e Sônia
O caso de Alhandra, 10 meses, que morreu no HU depois de passar pela UPA Zona Norte, não foi único em Maringá. Na manhã do último dia 13, aos 4 meses de idade, Luana Rafaela deu entrada na UPA Zona Sul, com tosse. Duas horas depois estava morta. Os pais – Israel dos Santos, 54, e Sonia das Dores Lima, 40 – não se conformam e também pedem justiça. Israel é catador de reciclável e Sonia, do lar. Humildes, sem Facebook nem mídia para divulgar sua dor, eles não receberam a visita do prefeito e procuram entender o que levou o HU a dar alta à criança, nascida de 8 meses, 15 dias depois de nascida, e não tiveram a satisfação das autoridades da área da saúde maringaense. Abaixo, a entrevista em que Sonia, que tem outros oito filhos e quatro netos, relata o caso e pede, como os pais de Alhandra, justiça.

Má-ringá

Quando a saúde será prioridade?

Andreza Semprebom Ferreira, mãe da pequena Alhandra, que pode ter sido vítima de negligência na UPA Zona Norte, contou no Facebook que recebeu a visita do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) e comentou com ele que a saúde pública está uma vergonha em Maringá. “Ele me respondeu não ser a saúde e sim os profissionais que nela trabalham. Então lhe disse: se eles estão sobrecarregados ou se não estão capacitados para exercerem a profissão ou função para qual foram escolhidos, por que ainda estão ali? Por que médicos com processos ainda continuam atendendo a população? São perguntas que toda a população quer resposta”. Andreza, que busca justiça para a morte de sua filha, lembrou que na campanha eleitoral disseram que a saúde seria prioridade neste governo, “mas eu lhes pergunto: a saúde só será prioridade quando morre uma criança de 10 meses por negligência em um órgão público? Continue lendo ›

Geral

Cena da saúde pública maringaense


Reportagem do programa de Antonio Marcos da Silva, na Rádio Atalaia, traz um pouco do quadro da saúde pública de Maringá, em especial o atendimento na UPA Zona Norte. A principal reclamação, inclusive de gente com sintomas de dengue, é a demora no atendimento – há casos de até seis horas.

Saúde

Sesa apresenta balanço na Alep

04/03 - Reunião da Comissão de Saúde Pública
O diretor geral da Secretaria de Estado da Saúde, Rene Santos, expôs boa parte do balanço do último quadrimestre de atuação da pasta à Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa, reunida na manhã de ontem, sob a presidência do deputado Dr. Batista (PMN). Santos representou o secretário Michelle Caputo Neto, que não pode comparecer ao evento. O deputado Wilson Quinteiro (PSB) também participou da reunião. Leia mais. Foto Sandro Nascimento/Alep

Má-ringá

Cena da saúde pública

Enquanto Carlos Roberto Pupin prepara o último lote de nomes para seu primeiro escalão, a saúde pública de Maringá continua no mesmo ritmo. Leitor informa que no posto de saúde do Jardim Alvorada só há um médico atendendo nesta segunda-feira – o vereador Manoel Álvares Sobrinho (PCdoB) -, para quem sobrou uma fila de cerca de 40 pessoas. Muitos pacientes estão sendo orientados a ir embora e voltar em outro dia.

Blog

A precária saúde pública de Maringá

Um leitor (Ednelson Cardoso, que foi candidato a vereador pelo DEM) passou pela situação hoje, no posto de saúde do Jardim Pinheiros, em Maringá. “Levei minha mãe para pegar uma receita para minha avó acamada (78 anos). Acredita que não tinha médico para assinar a bendita receita?, isso porque ela toma medicamento controlado, e devido ao estado não pode se deslocar até o posto. Outra indignação é que ela estava sendo assitida por um médico da saúde da familia que vinha em casa fazer uma consulta, isso já não se realiza faz três meses. Uma vergonha”, conta.
Em época de eleição, e de promessas de remédio em casa, casos em que há a falta de consideração pelo ser humano em Maringá são comuns. Uma outra leitora, por exemplo,conta que há alguns anos enviou a blogs e vereadores um e-mail desesperado, por causa de seu pai, de 61 anos, internado no HU, após ter fraturado a coluna e se encontrar há dias no corredor. “Tinha uma mãe com um tumor na cabeça que há pouco tempo tinha esperado 9 meses para sair pelo SUS um exame de ressonância. Era um quadro horrível que eu vivia. Continue lendo ›

Blog

A precária saúde pública de Maringá

Enquanto a comunidade maringaense assiste estarrecida os vereadores e o prefeito tentarem legalizar um suspeitíssimo parque industrial, numa rapidez jamais visto no processo político-administrativo local, pensando em fazer caixa, de outro acompanha o ser humano ser desvalorizado em seus momentos mais difíceis, o de luta para a manutenção da saúde. Há pelo menos quatro pacientes de Maringá internados em hospitais de Curitiba que estão aguardando o atendimento tartaruga dado pela Secretaria de Saúde, que enrola e não paga o tal TFD (tratamento fora de domicílio).
Há municípios que pagam até R$ 50,00 por paciente e mais R$ 50,00 por acompanhante, para que o tratamento de saúde possa ser feito em centro avançado, caso da capital. Mas Maringá paga míseros R$ 15,00 por paciente e R$ 15,00 por acompanhante. Duvido que o prefeito ou qualquer secretário viajariam para Curitiba e se manteriam com R$ 15,00 de diária, mas os doentes, sabe como é… Além de ser uma mixaria, a Secretaria de Saúde ainda atrasa o pagamento. O caso pode virar notícia nacional.

Saúde

Gripe A: vacinas indisponíveis

Leitora maringaense viveu nesta manhã uma situação que a fez refletir sobre capacidade do comando da saúde pública municipal. “Após a informação de que as vacinas [contra a gripe A] estariam disponíveis para todas as idades, fui até o Posto de Saúde da Zona 6, o mais próximo do meu trabalho, chegando lá às 7h. Recebi a informação que já não havia mais senhas, visto que o posto tinha recebido somente 80 doses das 6 mil divulgadas. Liguei para a minha mãe, já que ela tinha tempo disponível, pedi que ela fosse até a Secretaria de Saúde verificar a situação lá. Por volta das 7h30, havia centenas de pessoas numa fila; então ela foi buscar a informação de quantas doses estariam disponíveis. Uma enfermeira confirmou que havia sido distribuída uma pequena quantidade para cada posto, porém não sabia quantas doses haviam sobrado para a secretaria (como assim? É uma questão simples de matemática). Continue lendo ›

Maringá

Comercial mostra hospitais privados como sendo públicos


Na administração da propaganda, não se sabe onde começa a mentira e termina a realidade. Na mais recente cachoeira de publicidade desaguando nos órgãos de comunicação (alguém estranha a ausência de escândalos caseiros na mídia local?), leitor aponta mais uma malandragem herdada do prefeito licenciado Silvio Barros II (PP), e da qual certamente Pupin não compartilha: o comercial diz que “já somos exemplo em saúde”, aparece a frase “Investimento superior a 15% previsto em lei”, mas mostra a iniciativa privada nas rápidas imagens veiculadas: o comercial traz as fachadas do Pronto Atendimento da Unimed e a do Hospital Paraná, que sequer atende pelo SUS (só convênios e particular), que, não identificados – seria caso para o Conar? -, são mostrados como sendo parte da rede pública de saúde. A administração se diz um exemplo em saúde pública, mas prefere mostrar hospitais privados. Alguém por lá teme a Deus?
PS – Leitor aponta que também o Hospital Santa Rita aparece aos 22 segundos.

Geral

O retrato da saúde pública


Cartum publicado no Facebook por William Gentil, assessor do prefeito Silvio Barros II, desmistifica muita coisa e prova que a saúde pública só funciona na propaganda mesmo.
PS – Na internet, sensibilizados com a coragem do assessor do prefeito de Maringá, internautas estariam se preparando para criar a comunidade “Apoiamos William Gentil: a saúde de Maringá é uma m…”.