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Suspeição da suspeição

Vejam o que o insuspeito secretário Milton Ravagnani escreveu em seu blog: “Já havia escrito que não duvidava que o ministro Dias Toffoli pudesse voltar das vistas naquele caso em que o PT tenta derrubar o registro de Roberto Pupin no tapetão com um voto acompanhando o relator. Quem acompanha essas linhas deve se lembrar. Bem, o ministro não foi tão objetivo assim. Preferiu a via do impedimento que, convenhamos, faz muito sentido, posto ter sido ele o advogado petista contra o registro de Geraldo Alckmin no TSE e, posteriormente no STF, sobre a mesma matéria. Ah, só para constar, a tese por ele esposada foi vencida nos dois colegiados. E hoje é jurisprudência em favor de Pupin. Muito justo e ético, portanto, que se abstenha de votar.
Já para os alucinados que ainda acreditavam num voto vista Ultra Super Mega Power capaz de mudar o entendimento dos demais membros da Corte, o desalento deve ter sido grave. Devem estar procurando uma parede para bater a cabeça até agora. Não há motivo jurídico algum para que o voto de Marco Aurélio não seja acompanhado pelo restante do colegiado e os argumentos já foram expostos à exaustão neste espaço. Mas, para quem acredita que jacaré é tronco, tudo vale para escapar do afogamento.”
Meu comentário (Akino): Falando em suspeição, o secretário deveria se considerar suspeito em opinar. Deu certo a pressão sobre o ministro para que ele se julgasse impedido, mas não há garantias que os outros cinco não possam seguir a jurisprudência, em pelo menos três casos julgados, referente às eleições 2012. Não conte vitoria antes, caro secretário. Não pense que o ministro Castro Meira tenha se deixado levar pelo título de ‘hóspede oficial’ do município. Se o ministro Henrique Neves for coerente com o que disse no julgamento de Simões, o placar pode ser 5 a 1 contra Pupin. Na pior das hipóteses, considerando o absurdo da incoerência de Henrique e Neves e que tenham dado certo os agrados da Castro Meira, aposto num 3 a 3, aí não sei como fica.
Akino Maringá, colaborador

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