Orei ao Grande Arquiteto do Universo pedindo um cadinho de sabedoria para enfrentar os caras-pálidas e, naquela noite eu tive um sonho e na manhã seguinte eu cumpri com o que depreendi do sonho…era segunda-feira, dia de comprar as caixinhas de bijujas (cada caixa tinha 30 embalagens de goma) e na distribuidora, para fazer certo eu comprei 10 caixas (x 30 gominhas) e no que sonhei, para cada desaforo recebido, xingamento, oferta de grana pra que eu comprasse drogas e outras besteiras eu marcaria um X na caixa de papelão e iria orar por todos os que puderam me prestigiar, comprando uma goma…conforme eu ouvia asneiras eu marcava um x e assim se foi até a sexta feira, na volta da Mesquita donde fui cumprir meus agradecimentos a Alláh e renovar a minha submissão e prostração à Ele, eu vendi a última bijuja da derradeira caixa…havia vendido 300 gominhas e levado um monte de desaforos (e percebam que “véio, gordo, manco, não entrava na lista”)
Naquela hora abençoada, Alláh me deu uma lição que além de compartilhá-la como agora faço, de levar por todos os dias de minha vida; cada caixa tinha 6 X= total de 60 passa fora ou desaforo, num universo de 300 gominhas, que eu havia vendido, e com o dinheiro eu me alimentei e me mediquei.
A Lição
Pobre de mim Gabriel, que fui infiel aos Ensinos de Deus, pois chorei pela destemperança de 60 pessoas que me “magoaram” e jamais havia observado as 240 pessoas que compraram as gominhas com “um sorriso no rosto e até logo ou, Deus te abençoe, Jesus te ama, o sr. nos é um exemplo de luta, ei véio, tu é daqueles que acredita mesmo em Deus….”
Quantos de nós já procurou uma autarquia ou órgão de prestação de serviços, ou posto de Saúde ou a Polícia Miltar ou a Polícia Civil, sem bajulações, no ato cidadão de reconhecer bons serviços prestados?
Quantas reportagens já vimos, eu e você, que me dá a honra e alegria de ler minhas coisinhas (vocês todos recebem minhas diárias orações) de pessoas que não cedem o banco no coletivo…mas e os que, e são maioria, que se levantam ao se aproximar um mais velho?
Hoje amo ser chamado de maluco por andar nas ruas cumprimentando conhecidos estranhos ou estranhos que desejo fazê-los conhecidos.
Eu uso muletas de antebraço e sei, “hoje” da imensa parte da gente de nós, que ajudam em todos os sentidos, sem nada pedir em troca e ainda me presenteiam com um sorriso, que aos poucos aprendi a ter também na face e a repartir com todos (vocês).
A maior parte das gentes é de boa índole e a outra parte conta que é…portanto, oremos para todos, desde que sejam de boa vontade!! E que suas atitudes façam reserva moral para tanto!
Obrigado pela atenção!
Gabriel Esperidião Neto, Velho Gagá