CNJ condena juíza substituta de Moro a 2 anos de afastamento de suas funções

Gabriela Hardt teria participado de conluio para desviar R$ 2,5 bilhões recuperados da Lava Jato à fundação privada que seria gerida por integrantes da própria força-tarefa
Na CNN Brasil, Gabriela Boechat e Fernanda Fonseca informam que o Conselho Nacional de Justiça decidiu hoje afastar a juíza Gabriela Hardt de suas funções. A magistrada atuou como substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato.
Por maioria, os conselheiros fixaram a duração da punição em 2 anos, conforme o voto do relator. Parte do colegiado defendia que a magistrada permanecesse afastada por um ano. Durante a disponibilidade, a juíza continuará recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço.
Segundo a reportagem, a punição foi aplicada no julgamento do processo administrativo disciplinar que apurou a participação da magistrada na tentativa de criação de uma fundação privada com cerca de R$ 2,5 bilhões recuperados pela Lava Jato.
Segundo as investigações, a 13ª Vara Federal de Curitiba classificou a Petrobras como “vítima” dos crimes investigados para justificar o repasse de recursos de acordos de leniência e de colaboração premiada à fundação, que seria administrada por integrantes da própria força-tarefa da Lava Jato.
Foto: Divulgação
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