Brasil

O casal arquivador

De Claudio Dantas Sequeira e Izabelle Torres, na revista IstoÉ:
O procurador da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, a subprocuradora Cláudia Sampaio, engavetaram nos últimos quatro anos processos contra pelo menos 30 políticos. Um dos beneficiados foi o senador Roberto Reuião. Excesso de poder na mão dos dois é questionado na Procuradoria. Leia mais.

Ordem de desacreditar Roberto Gurgel é de Lula

De Cláudio Humberto:
O ex-presidente Lula ficou muito irritado com o aparente recuo de setores do PT da orientação que ele deu: convocar a qualquer custo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na CPI mista do Cachoeira. A informação é de um senador do PT. A estratégia é atacar Gurgel até o julgamento da quadrilha do mensalão, no Supremo Tribunal Federal: é o procurador quem fará a acusação.

Deputado quer ouvir presidente do BNDES

O deputado federal Fernando Francischini (PSDB), juntamente com o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), encaminhou requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Câmara dos Deputados, convidando o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, para prestar esclarecimentos sobre a compra da construtora Delta, de Fernando Cavendish, pela J&F Participações, que controla o frigorífico JBS, o maior do mundo. “O que eu quero saber do presidente do BNDES é se há risco de dinheiro público ser usado para comprar empreiteira metida com o crime organizado”, explicou o deputado, se referindo à participação do BNDES na sociedade com a holding J&F. A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle é presidida pelo deputado maringaense Edmar Arruda (PSC).

Protógenes tentou contato com esquema de Cachoeira

O delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques constrangeu o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) no fim da sessão secreta da CPI do Cachoeira, que durou mais de sete horas, informa o Estadão. Em meio a questionamentos de Protógenes sobre o envolvimento de setores da mídia com a organização criminosa, o delegado o rebateu, citando a proximidade do parlamentar com o araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, braço-direito de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Continue lendo ›

Entre grades

De Cláudio Humberto:
Líder do PSDB, o senador Alvaro Dias (PR) reclama das medidas restritivas para ter acesso aos inquéritos da CPI mista de Cachoeira: “Parece que estamos indo visitar Cachoeira na cadeia”, compara.

Delta também financiou a campanha de Dilma

De Cláudio Humberto:
É longo o braço da Delta nas campanha eleitorais. Segundo registra a Justiça Eleitoral, a empresa de Fernando Cavendish doou oficialmente R$ 1,150 milhão à campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, em 2010. E se transformou na empresa que mais recebeu recursos para tocar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estima-se que esses valores podem ter chegado a R$ 4 bilhões.

Ditadura tinha fornos crematórios

De Cláudio Humberto:
O livro “Memórias de uma guerra suja” (Top Books, Rio), dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, vai mudar versões consolidadas de fatos da História recente, e dará relevância definitiva à Comissão da Verdade, no Congresso. Nele, há revelações bombásticas, como a existência, até hoje desconhecida, de fornos crematórios onde o regime militar dava sumiço a presos políticos mortos sob tortura ou em tiroteio. Um deles funcionava em uma usina de Campos município do norte fluminense.

Brinquedo novo

Da coluna Radar, da Veja:
Ratinho resolveu trocar de jatinho. Vendeu o seu antigo King Air B200 por 2 milhões de dólares à dupla sertaneja Bruno & Marrone e, de quebra, comprou um novinho em folha da Embraer, avaliado pelo dobro do preço.

Cachoeira e a CPI

De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Zíper aberto – O empresário do jogo Carlinhos Cachoeira afirmou não apenas à mulher, Andressa Mendonça, mas também a advogados e a amigos que o visitam que “está louco” para falar.
Eu te conheço – Um de seus interlocutores diz ter entendido que Cachoeira quer, antes de mais nada, passar “recados” a seus críticos. Mas sem, a princípio, revelações bombásticas e comprometedoras.
De outros carnavais – O mesmo interlocutor afirma que Cachoeira caiu na gargalhada ao ver a lista de parlamentares que fazem parte da CPI que o investigará. Afirmou estar curioso para saber as perguntas que alguns integrantes, que conhece, farão no dia em que ele for depor na comissão.

Mídia

O assassinato do jornalista Décio Sá no Maranhã mostra que no Brasil impera uma espécie de bangue-bangue sem ética. Sim, porque o bangue-bangue praticado no velho oeste americano pelo menos cultiva alguma ética. Por exemplo, não se podia matar o outro pelas costa, como ocorreu com Décio. Ele mantinha um blog parecido com o do Rigon em Maringá. Sempre fazendo o contraponto e mostrando que o outro lado existe. E por falar em assassinato de jornalista, a quantas andam as investigações da morte do radialista Carvalho Júnior, em Foz do Iguaçu?
Donizete Oliveira

Roda Viva

O economista Paul Singer, secretário Nacional de Economia Solidária, foi o entrevistado do programa ‘Roda Viva’ da TV Cultura de São Paulo, na última segunda. Ele falou, entre outras coisas, sobre a Felicidade Interna Bruta (FIB), adotada pelo Butão. Singer disse achar interessante o FIB e, quem sabe, pode se tonar norma para outros países substituindo o Produto Interno Bruto (PIB).
Donizete Oliveira

Prevenção contra a corrupção

Sepúlvela Pertence e Edmar Arruda
Em audiência pública realizada ontem, com a presença do presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, ministro Sepúlveda Pertence, o presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal, deputado Edmar Arruda (PSC) defendeu o uso de ações preventivas pelos órgãos do Estado responsáveis pelo combate à corrupção. Para ele, “é necessário que o aparato estatal pare de agir somente diante dos escândalos revelados pela mídia e passe a conduzir as ações de forma preventiva. Precisamos que o Estado retome o protagonismo nessas discussões”. O ministro Sepúlveda Pertence falou sobre o trabalho da Comissão de Ética da Presidência da República e admitiu que há assuntos pendentes, aguardando a manifestação de alguns membros do governo.

Lente embaçada

De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Os óculos ficaram em segundo lugar na lista de produtos mais apreendidos pela Receita em 2011, atrás apenas de CDs e DVDs. O número de itens confiscados subiu 120%: de 8,6 milhões em 2010 para 19 milhões. O Ministério da Justiça envia hoje à feira Expo Abióptica, em SP, representante para discutir o problema com o setor.

Angolano mediou doação de Cachoeira a Lula

De Cláudio Humberto:
Ex-assessor e amigo do peito de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda do governo passado, Rogério Buratti, que pode ser convocado à CPI do Cachoeira, apontou o angolano Roberto Kurzweil como intermediário da suposta doação de R$ 1 milhão à campanha presidencial em 2002, sob o compromisso de o presidente legalizar os bingos. O doador, disse Buratti, foi o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Lula fura fila no Sírio Libanês

De Cláudio Humberto:
Lula encontra todos os dias pelas 9h, no hospital Sírio Libanês, quase os mesmos pacientes em tratamento contra câncer ou fonoaudiologia, como ele. Todos os dias, a mesma desfeita: com ajuda de seguranças, ele fura a fila do elevador que leva doentes à radioterapia e outros setores. Após inúmeros dias fazendo a mesma coisa, esta semana um paciente reclamou. Ele fez que não ouviu, e furou a fila novamente.
Simpatia – Encantador, o ex-presidente Lula sempre cumprimenta os pacientes quando chega ao hospital, mas não abre a mão de furar a fila.

Estranho

De Jânio de Freitas, na Folha de S. Paulo:
A solução dada à injustificável prisão de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em penitenciária de segurança máxima no Rio Grande do Norte, sob isolamento total, mantém o injustificável. Transferido para Brasília, foi posto em uma cela com outros 22 presos.
Como lembrou o senador Pedro Simon, Carlos Cachoeira, em tais condições e com tantas pessoas em situação problemática por sua causa, pode ser assassinado na prisão sem dificuldade. Não há como admitir que o tratamento dado a Carlos Cachoeira não seja deliberado.

Da enfermaria para a UTI

De Josias de Souza, em seu blog:
Saiu mais uma pesquisa do Datafolha. Tomada pela fachada, faz reluzir o já sabido: a popularidade do governo Dilma sobe. Foi de 59% em janeiro para 64% agora. Tomada pelo miolo, acende uma luz no fim do túnel da oposição. Luz vermelha. (…) Nos últimos tempos, a oposição mata o tempo perguntando a si mesma –e não respondendo— que diabo, afinal, está fazendo neste mundo. Considerando-se os dados da sondagem, a resposta é nada. Frequenta a cena como visita. Quem tenta dar-lhe ouvidos ou escuta o silêncio ou não entende o que ouve. (…) O Plano Real é sonho velho. A estabilidade econômica foi como que apropriada por Lula. Ou a oposição coloca de pé uma utopia nova ou vai continuar arrastando a bola de ferro que torna os seus candidatos os mais cotados para fazer de um petista o próximo presidente da República.
Leia mais.

Rumo ao sul

De Cláudio Humberto:
Delegado da PF, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) vai convocar o ex-governador Roberto Requião, que acusou o governador do Paraná, Beto Richa, de contatos com Cachoeira. Richa nega.

Corrupção: crime contra a sociedade

De Leonardo Boff:
Segundo a Transparência Internacional, o Brasil comparece como um dos países mais corruptos do mundo. Sobre 91 analisados, ocupa o 69% lugar. Aqui ela é histórica, foi naturalizada, vale dizer, considerada com um dado natural, é atacada só posteriormente quando já ocorreu e tiver atingido muitos milhões de reais e goza de ampla impunidade. Os dados são estarrecedores: segundo a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), anualmente, ela representa 84.5 bilhões de reais. Leia mais.

Suposta doação de Cachoeira a Lula arrepia o PT

De Cláudio Humberto:
Fantasmas da história recente andam assombrando lideranças do PT que veem na CPI do Cachoeira a chance de vingança dos adversários. É o caso da revelação à CPI dos Bingos, em 2004, feita por Rogério Buratti, amigo e ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci: uma suposta doação de R$ 1 milhão do bicheiro Carlinhos Cachoeira à campanha de Lula, através de empresas de jogo do Rio e São Paulo.

Querem apagar os crimes do mensalão

De Daniel Pereira e Hugo Marques, na Veja desta semana:
Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las. O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado. A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo STF da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão. Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”. Leia mais.

Um alento no STF

Nas páginas amarelas da revista Veja desta semana, o ministro Ayres Britto, que vai assumir o STF no próximo dia 19, disse que sua prioridade será o combate à corrupção e que é preciso fazer valer a Constituição, que prevê que atos de improbidade importarão em perda da função pública, indisponibilidade dos bens, suspensão dos direitos políticos e ressarcimento ao erário. “É pela corrupção que falta dinheiro para programas sociais de primeira grandeza como a moradia, o transporte, a assistência à infância e à adolescência”, afirmou.
A declaração é um alento. O caso da Tenda dos Milagres, ocorrido em 1992, que lesou os cofres municipais de Maringá em valor nunca dimensionado, ainda aguarda a execução da sentença de condenação dos envolvidos – o principal deles, o atual secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, Ricardo Barros (PP).

Projeto aprovado

Vandré Fernando informa, em seu blog, que o senador Álvaro Dias entrou em contato para informar que o PLS 278/2009 [que prevê concessão de direitos trabalhistas a conselheiros tutelares] foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Direitos Humanos do Senado vai à Câmara dos Deputados. “Parabéns conselheiros tutelares por estarem sendo reconhecidos. Obrigado, senador Álvaro Dias”, acrescentou.

Conselho de amigo

De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Amigo – Lula telefonou para Eike Batista para se solidarizar com ele pelo acidente que envolveu Thor, filho do empresário, e um ciclista que morreu depois do choque.
Amigo 2 – Lula aconselhou Eike a amparar a família da vítima. E a não mais discutir o caso pelo Twitter, como o empresário vinha fazendo dias depois da tragédia.

Até médico ‘surtou’

De Cláudio Humberto:
Ministros, presidentes de estatais, governadores: ninguém escapa da fúria da presidenta, nem mesmo quem cuida do bem mais precioso – a saúde. Cansado das humilhações diante de assessores, um médico que acompanha Dilma teve um esgotamento nervoso e pediu “baixa” do cargo na Presidência. Militar, ele teria também teria pedido baixa da Marinha, temendo “perseguição”, e não quer seu nome divulgado.
Luluzinhas – Ao contrário da era Lula, Dilma tem um staff feminino até no avião presidencial. Agora duas médicas a acompanham full time.

Projeto prevê cadastramento de torcedor

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na semana passada o projeto de lei do deputado federal Ratinho Junior (PSC) que estabelece que os torcedores e frequentadores dos estádios e demais locais de realização de eventos esportivos, com capacidade para mais de 20 mil pessoas, deverão ser cadastrados para monitoramento e eventual utilização em possíveis inquéritos policiais. De acordo com a proposta, os torcedores e frequentadores deverão ser cadastrados no ato da aquisição dos ingressos mediante apresentação de documento oficial e comprovante de endereço. Continue lendo ›

Projeto obriga divulgação de telefones úteis

O deputado federal Edmar Arruda (PSC) apresentou esta semana projeto de lei que obriga os veículos de comunicação social a divulgar números de telefone de utilidade pública. A obrigação atingiria os veículos “independentemente da sua periodicidade e do suporte tecnológico de que se utilizam”. Em local de destaque e fácil acesso, eles deverão telefones de serviços públicos de emergência, delegacias especializadas no atendimento à mulher, disque-denúncia, secretarias estaduais de direitos humanos, conselhos tutelares, entre outros.
“Além dos serviços públicos de emergência tradicionalmente considerados (polícia civil, polícia militar, polícia rodoviária, defesa civil, corpo de bombeiros e salva-vidas), devem ser incluídos nesse rol os serviços destinados a denúncias e à proteção de minorias em situação de risco, tais como mulheres, crianças e idosos. Continue lendo ›

Calote collorido

De Izabelle Torres, na IstoÉ desta semana:
Aos 47 anos, Rosane Malta é uma mulher decidida a reconstruir a própria vida. Desde que se separou do ex-presidente Fernando Collor, a primeira-dama do impeachment vive uma verdadeira saga. Em busca de uma pensão alimentícia determinada pela Justiça e do direito de dividir com Collor parte do patrimônio milionário acumulado durante o casamento, Rosane moveu, em 2008, duas ações contra o ex-marido. Mas a partir daí começou a provar o gosto amargo de ser adversária do poderoso senador por Alagoas. Advogados abandonaram seu processo sem maiores explicações, magistrados protelaram o desfecho do caso e depois se declararam impedidos de prosseguir com o trabalho e agora o Tribunal de Justiça demora a indicar um substituto para a juíza Nirvana Coelho, a última a desistir da ação. O drama vivido pela ex-primeira-dama é um retrato da influência política na terra dos marechais. “Aqui acontecem coisas muito estranhas, difíceis de acreditar. O Fernando controla tudo de uma forma assustadora. E ninguém tem coragem de enfrentá-lo”, diz Rosane. Leia mais.

O legislador e o fora da lei

De Marcelo Rocha, Murilo Ramos e Andrei Meireles, na revista Época desta semana:
Qual é o papel de um líder? Conseguir que outros o sigam. Inspirar seus subordinados por meio de suas próprias ações. Servir de exemplo para as futuras conquistas de um corpo coletivo. O senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás, liderava seu partido no Senado Federal. Suas palavras e atitudes, apoiadas num passado de credibilidade no mundo jurídico e como secretário da Segurança Pública de seu Estado, eram respeitadas na cena política nacional. Não mais. Documentos e escutas telefônicas revelados nas últimas semanas mostram que, em vez de representar seus mais de 2 milhões de eleitores, Demóstenes se concentrou em defender os interesses de um único cidadão brasileiro: o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Demóstenes fez lobby para Cachoeira no Congresso Nacional, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na Infraero, empresa responsável pela infraestrutura dos aeroportos do país. Leia mais.

Um ano da tragédia

A tragédia causada pelo tsunami que devastou a região nordeste do Japão completou um ano dia 11 de março. Luiz Nishimori (PSDB) registrou seu apoio às vítimas da catástrofe e enalteceu a capacidade do país em se reerguer. A notícia foi destacada ontem pela Rádio Câmara na Voz do Brasil.

Ela estava furiosa

De Cláudio Humberto:
O governador é aliado da presidenta Dilma, mas acha que ela precisa mudar ou perderá apoio dos aliados, da classe política e até do eleitor. Ele estava no Planalto, dia desses, quando houve uma cena bizarra: Dilma machucou o pé após um violento pontapé na porta de aço do elevador. Queria ir ao gabinete da ministra Gleisi Hoffmann, mas o elevador não se encontrava à sua espera, como deveria. “Ela estava com raiva. Pior: furiosa”, conta o governador, que teme ser identificado.
Estava ocupada – Dilma se irritou porque Gleisi não atendia ao telefone. Nem poderia: ela estava reunida com um importante embaixador estrangeiro.
Pavio curto – Impaciente, Dilma saiu para um pequeno corredor, atrás do gabinete, mas seu elevador privativo não estava no 3º andar. Ela explodiu de ira.
Andar de cima – O gabinete de Dilma fica no 3º e o de Gleisi no 4º andar do Planalto. O elevador privativo liga os quatro andares à garagem, no subsolo.

Requião e Dilma

Do senador Roberto Requião (PMDB), que, acreditem, está em alta para 2014, no Twitter:
– Dilma que tem discurso progressista acena para o “mercado” e para o capital vadio com a privatização da previdência.

Pego na blitz

Em plena campanha pela criminalização de quem é pego dirigindo embriagado, o técnico da seleção brasileira de futebol, Mano Menezes, foi pego durante blitz da Lei Seca, se recusou a fazer o teste do bafômetro, perdeu a habilitação e foi multado. Leia mais.

O promotor suspeito

Em Franca (SP) o pau está torando entre juízes e um promotor, que é acusado de enviar para si mesmo uma carta anônima contendo denúncias contra um magistrado. O caso aconteceu em novembro passado e um vídeo da agência dos Correios mostra que o promotor esteve no local no mesmo dia em que a carta foi postada – e no mesmo guichê. Ele rebate, diz que foi tratar do CPF de seus filhos, mas a coisa está ganhando grande dimensão, como registrou o Portal GCN.

Ficha Limpa no Judiciário

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, confirmou hoje  sua participação na 144ª sessão ordinária do Conselho Nacional de Justiça, que será realizada às 9h30 da próxima segunda-feira, em Brasília. A pauta de votações, com 126 itens, inclui ato normativo que propõe a edição de resolução proibindo a ocupação de função de confiança ou de cargo em comissão, no poder Judiciário, por pessoas que tenham sido condenadas por atos hoje tipificados como causa de inelegibilidade. Dessa forma, seriam aplicadas, no Judiciário, restrições equivalentes às previstas na Lei Complementar 135/2010 – conhecida como Lei da Ficha Limpa.