Donizete Oliveira
O fazedor de fornos e fogões de barro
Tempestade e bonança se revezam no pote
Do estilingue e a arapuca à câmera fotográfica
“Não olhe para cima”; “não tome vacina”
Natal com guaraná, macarrão, carne e vassoura de guanxuma
Dentes, a dor que azucrinava nossa vida
A roça, o império e os sentidos de seus labirintos
Tampinhas que valiam ouro
A meningite e a vacina, medos que a gente tinha…
A velha máquina de costura
A vida na roça era um constante fazer
Renato, Raul e uma pedra no nariz do árbitro
Nossos miseráveis
Gente que pode
Um romance da terra crua
Rebelde, comedida e sem bandeiras
A primeira professora na escolinha da roça
Eu preso por alguns instantes
Daninhas que não eram tão danosas

Um bêbado diplomado
‘Zé Arvi’, meu pai

A promessa

O frio trazia geada, mas também alegria
Uma geada que mudou nossas vidas
Candidato bexiga

Há quem diga que discurso político não dá voto. Dá, sim! Depende do discurso. Se bem feito produz empatia com o eleitor. Tem candidatos que até falam bem, com desembaraço, mas apresentam pouco conteúdo. Não são incisivos em determinados assuntos.
Continue lendo ›Os bilhetinhos do Frank

Eu e Frank Silva em Mandaguari. Ele fora participar de uma sessão da Câmara de Vereadores, que lhe propusera uma homenagem. Após a praxe das formalidades, como era de seu feitio, proseou muito. Discorreu sobre cuba-livre, coquetel à base de rum, refrigerante de cola e limão. Falou de suas aventuras nos anos 60. Dos bailinhos românticos. Amigos. Namoradas. Enfim, dos tempos idos.
Continue lendo ›Vida sofrida, vida feliz!

Um sol vermelho. Eu o via assim. Quente. Sufocante. Eu descalço atrás do meu pai. Ao menos cinco quilômetros a gente andava até chegar à cidade. Que ficava numa espécie de colina. Imaginação, talvez. Mas a igreja católica, que é bonita, arredondada, eu a enxergava num lugar alto.
Falo de Califórnia, que fica ali na rodovia que leva a Curitiba. Uns 20 quilômetros de Apucarana.
O grito e as nossas independências

Por muitos anos, o grito de dom Pedro, às margens do Ipiranga, povoou meu imaginário. “Independência ou morte”, em 7 de setembro de 1822, era uma espécie de dístico que me soava familiar. Ouvi primeiro do meu pai, que contava causos do imperador, sempre com elogios rasgados ao monarca português.
Continue lendo ›Não somos nada, mas podemos ser tudo…

Vacina, vacina! Só se fala nisso. Desenfreada corrida por uma vacina contra a covid-19. Descoberta, e nossos problemas estarão resolvidos. Voltaremos à vida de antes. Continuaremos a maltratar a flora e a fauna. Como se fossem empecilhos ao dito progresso. O vírus que aí está não veio por acaso. Algo houve que o fez surgir de forma tão contundente.
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