Opinião

‘Somos todos Lula’

De Elio Gaspasri, hoje na Folha de S. Paulo:

No domingo de Carnaval, os repórteres Vera Rosa e Ricardo Galhardo revelaram que, durante uma reunião com Lula, dirigentes do PT sugeriram a criação de uma rede de apoio a Nosso Guia com o slogan “Somos Todos Lula”.
Seria algo como o famoso “Je suis Charlie”, criado depois do ataque terrorista à redação do Charlie Hebdo. Seria, mas jamais será.Continue lendo ›

Spotlight

spotlight

De Luiz Felipe Pondé, na Folha de São Paulo:

O mundo é mais complicado do que pensa nossa vã crítica social. Até ela, nossa vã crítica social, é parte dos processos de acomodação de vícios inconfessáveis.
A moral pública funciona por repressão e hipocrisia: a primeira silencia, a segunda sorri em eventos sociais e de caridade.Continue lendo ›

A República de Atibaia

atibaia

Morreu Dr. Celso Daniel mais as 25 testemunhas, desde quem serviu o potinho de manteiga naquele jantar com o “Sr. Sombra”, até o flanelinha da quadra da pizzaria, por romper uma linha que não constava dos manuais de verbetes petistas…as funções do baixo clero, em aplaudir uma governança populista (e foi) e as funções da Quadrilhocracia que estava firmando tentáculos em todo o território nacional e seu alto clero de experts em finanças – e no desvio delas, de seus gatunocratas dolarizados ao estilo bem apropriado que assistimos todos os dias no plim-plim, pedindo beatificações, declarações de santidade, porém continuam o vilipêndio como se nada esteja acontecendo.Continue lendo ›

Torneiras secas, retrato da incompetência

vidas secas

De José Luiz Boromelo:

Considerada como uma obra-prima da literatura, “Vidas secas”, de Graciliano Ramos retrata sob uma visão crítica, as dificuldades do sertanejo nordestino ante o clima árido, que impõe sofrimentos diários na busca pelo precioso líquido, vital para a manutenção da vida.
Guardadas as devidas proporções de espaço e tempo, a população da Cidade Canção vivenciou, por alguns dias, a realidade daqueles que padecem por anos a fio sem ter a quem recorrer nos momentos de maior necessidade. Continue lendo ›

Um dos últimos de uma geração

walber

Ao comentar a morte de Ferrari Junior, o empresário Walber Guimarães Junior (foto), que em 1992 disputou a Prefeitura de Maringá, disse que ele foi um dos últimos representantes da geração de políticos que se não elegeram porque eram ricos nem ficaram ricos porque se elegeram.
“Ferrari Junior, parceiro, amigo e “dobradinha” do meu pai, Walber Guimarães, desconheceu em sua carreira política as palavras traição e negociata, que atualmente frequentam cada capítulo das histórias políticas contemporâneas”, escreveu.Continue lendo ›

A culpa é nossa?

Sanepar

Leitora lamenta ter ouvido hoje, de um funcionário da Sanepar, que os consumidores aumentaram em 30% o consumo e por causa disso estão fazendo rodízio.
“Ora nunca fui tão ofendida pois além de tudo o tal representante estava com cara de riso enquanto falava. Gente nenhum engenheiro precisaria fazer nem conta. Veja bem, as caixas estão vazias, desta forma, quando a água consegue subir até ela, obviamente vai encher e não só repor um pouco (como acontece normalmente quando temos fornecimento normal). Continue lendo ›

Falta de gentileza

Ilustração

Renato Pereira conta que estava na semana passada no Laboratório São Camilo da rua Santos Dumont, em Maringá, para fazer uma coleta de sangue. “Um pouco à minha frente estava uma senhora. Quando chegou no local de distribuição das senhas, a atendente perguntou se ela era prioridade. Esta senhora não respondeu prontamente se era ou não prioridade. Ela hesitou por um momento, e depois disse que sim, que era prioridade, com um ligeiro ar de quem conseguiu levar vantagem.Continue lendo ›

Todos os limites ultrapassados

Torneira

De Anderson Alarcon:

Apesar de lucrar (e muito) com o negócio da água em Maringá, a cidade está há dias sem água, por ausência de investimentos, preparação e plano de contingência, que a empresa deveria ter para esse caso absolutamente previsível (cheia de rio/enchentes), e não tinha (não tem). Bastou uma chuva torrencial contínua, para desativar o (único!??) equipamento-mestre responsável pelo abastecimento da cidade. Imaginem fosse um tsunami.
É muito lucro para nada de investimento.Continue lendo ›

O descaso com a população de Maringá

O sofrimento, a angústia e o desespero continuam. A água que está chegando não dá para nada. Lamentável, muito lamentável. Esse é o resultado do uso e exploração do rio Pirapó durante décadas. A falta de proteção das nascentes, o desrespeito com as matas ciliares, o uso exagerado de agrotóxicos e os resíduos industriais assassinam o rio.
As fortes chuvas torrenciais do início de janeiro transformaram o Pirapó e outros rios da região em mares de lama. Continue lendo ›

A quem interessa este domínio?

A qual grupo político interessa este domínio e abuso da Sanepar?, pergunta Junior Trossini.
“Sarandi já acordou faz tempo, até quando vocês ser humilhados, roubados por preços abusivos, por contratações e negócios obscuros, até quando Maringá vai ficar com uma rede de captação arcaica de mais de décadas atrás, onde a cidade cresceu drasticamente e os investimentos no setor não, até quando? Para favorecer quem?Continue lendo ›

Semana de prejuízo e humilhação

Captação Pirapó

De Homero Marchese:

Na noite de segunda-feira, o abastecimento de água para Maringá foi interrompido, depois que o rio Pirapó subiu dez metros e literalmente afundou a estação de captação da Sanepar. Quinze por cento das residências da cidade são atendidas por poços artesianos e foram as únicas não atingidas.
Desde então, o maringaense se vira como pode para tomar banho, ir ao banheiro, lavar louça e roupa e trabalhar. As pessoas usam baldes para as tarefas mais comezinhas e vão a casa de familiares (obrigado, mãe), clubes e outros lugares para se banhar.Continue lendo ›

População desrespeitada

torneira

Do leitor Joel Cavalcante:

Dia 16/1, 8h30, Jardim Alvorada, proximidades da Pedro Taques, e da estação de tratamento ainda sem água! Desde de segunda-feira, um caos! É inadmissível que uma cidade com a infraestrutura de Maringá, apontada em muitos levantamentos como um dos melhores índices de qualidade do país de vida do país, passar por uma escassez de água de tantos dias que castiga sua população.
Vejam só, estamos falando de água, um bem tão primordial à manutenção da vida, à dignidade humana, um bem mercantilizado e gerenciado irresponsavelmente por uma empresa como a Sanepar.Continue lendo ›

Maringá não merece

Propaganda

De leitor, reproduzindo uma percepção que começa a se consolidar em boa parte dos maringaenses:

– Na propaganda tudo é perfeito, mas chegou a hora de mudar… Maringá não merece falta de água, alagamentos devido ao entupimento dos bueiros, árvores condenadas e tanto buraco nas vias… É hora de mudar!!!

Só vale a verdade

Ilustração

De José Luiz Boromelo:

“Concepção clara de uma realidade, princípio certo e verdadeiro, juízo ou proposição que não se pode negar racionalmente, conformidade do que se diz com o que se sente ou se pensa”. Estas e outras definições se referem ao termo “verdade”, conforme preconiza o dicionário da Língua Portuguesa. Ocultar a verdade é fato comum na infância e início da adolescência, quando ainda não se consolidou por completo o caráter do ser humano. Mas os homens públicos desse País (incluem-se nesse rol algumas representantes do sexo feminino) se utilizam desse expediente com frequência, num vale-tudo coloquial em que os “rounds” se sucedem, expondo a total falta de percepção acerca da relevância da função que exercem.Continue lendo ›

Vinagre nas festas

De Luiz Geraldo Mazza, hoje na Folha de Londrina:

Era só que faltava: vinho acre, vinagre, nas festas. O tzar financeiro acusou os demais poderes de não serem solidários ao esforço do Executivo vivendo em oásis de tranquilidade. Isso, aliás, ficou bem claro quando à exceção do Executivo todos – Judiciário, Legislativo, Ministério Público e Tribunal de Contas – se recusaram ao sacrifício e deram a seus componentes os 8% e pouco da inflação acumulada.
Cabia ao governador (e não a seu secretário) o papel de uma convocação que acabou não fazendo pela austeridade e negociando, via diálogo, a partilha de esforços dos demais poderes, o que não fez e agora com as declarações explosivas de Mauro Ricardo Costa de que outros agem na compulsão da prodigalidade a crise está instalada. Continue lendo ›

Sombra com chapéu alheio

Nota Paraná

Ilustríssimo Senhor Secretário de Estado da Fazenda do Paraná:
Venho por meio deste, expor à Sua Senhoria minhas impressões sobre o Programa Nota Paraná, oficialmente uma medida implementada visando promover e estimular a cidadania fiscal (leia-se aumento na arrecadação de impostos). Imagino que (em minha leiga e míope percepção), como titular da pasta que ora responde, é de sua atribuição a elaboração/manutenção/gerenciamento do referido programa. O que fica evidente no momento em que se verifica o saldo correspondente às notas apresentadas é que a veiculação do programa na grande mídia deliberadamente ocultou dos possíveis futuros participantes, detalhes por demais relevantes. Continue lendo ›

Algumas horas para sermos mais humanos

Fotos produzidas pelo Senado

Como piada fosse, hoje bem cedinho, um quase vizinho me perguntou donde eu morava, e falou da casa dele…o bloqueio do WhatsApp fez meu prezado conhecido levantar a face e ele descobriu, quase um ano depois, que eu existo. Não, ele não me desconhecia, apenas não sabia ele qual minha forma humana.
No Facebook, a quantidade de babacas colocando a culpa do bloqueio de zap-zap no já fúnebre governo do PT é imensa, mas essa imensidão ainda é pequena porque parte dos zapzapdependentes sabe que estamos sendo enterrados por uma crise de valores éticos, morais e que nossos governantes colocaram em jogo o Estado Democrático de Direito e com ele, nossas liberdades e prerrogativas individuais.Continue lendo ›

Um ‘texto raso, sem conteúdo’

marcia fruet

Da primeira-dama de Curitiba, Márcia Fruet (foto), presidente da Fundação de Ação Social de Curitiba, rebatendo artigo “escrito” pela deputada estadual Maria Victória (PP), na qual apoia o pai e dono de Maringá, Ricardo Barros (PP), no corte do Bolsa Família (afinal, ensinaram ela a pescar na Suíça):

“Escrevi um textão, na esperança de que essa moça pudesse entender a importância da complementação condicionada de renda, da permanência das crianças na escola, da possibilidade de acesso aos programas de profissionalização, como o Pronatec, da dignidade de escolher o que comer e não aceitar, sem opção, uma cesta básica. Mas, depois deste texto raso, sem conteúdo, sem argumento, recheado de lugares-comuns, estou convencida de que seriam palavras jogadas ao vento. Ou seja: a indignação venceu minha esperança!”. Saiba mais.

Sobre o impeachment

Do maringaense Ágide Meneguette, presidente da Faep, em reportagem da Gazeta do Povo:

– A decisão de impeachment é algo que cabe ao Congresso. O que é importante é que as instituições brasileiras voltem a exercer seu papel e recuperem sua credibilidade.

Sinop x Maringá

sinop

A reestruturação da avenida Brasil em Maringá (abandonada, depois que a prefeitura finalmente se deu conta de que estava tudo errado, embora aí já fosse tarde demais), é, segundo Ambrósio Brambilla, “das coisas mais absurdas que a administração Pupin fez em Maringá”, pois tirou o estacionamento central e atrapalhou o comércio local.
Cidade idealizada e construída por maringaenses, Sinop, no Mato Grosso, fez um projeto semelhante, “mas enquanto Maringá colocou cimentos no entorno da via para ciclistas, lá foi feito diferente, e olha que por lá o movimento de carros na cidade é bem menor”.Continue lendo ›

Para que servem os políticos?

De José Luiz Boromelo:

politicosNum ritual que se repete anualmente há mais de 500 anos, o monarca participa da cerimônia de abertura do ano legislativo no parlamento britânico, em Londres.
Essa carga de simbolismo demonstra um estreitamento dos laços de coesão e independência entre os poderes, fazendo com que a governabilidade seja colocada em primeiro plano dentre as prioridades dos representantes do povo. Nos países asiáticos é fato comum o político tomar medidas extremas quando flagrado em alguma traquinagem no exercício do cargo, chegando a atentar contra a própria vida ante a exposição pública de acontecimentos desabonadores.Continue lendo ›

Sobre cuspir no prato em que se come e ser leal e ético

Por Aparecida de Fatima Peres:

Aparecida de Fatima PeresBasta surgir em meio ao confortável corporativismo das instituições públicas uma voz solicitando apuração de possíveis irregularidades (grife-se o adjetivo possíveis) para surgirem outras tantas vozes acusando o “inconformado” de antiético por cuspir no prato em que come, já que tal instituição paga o salário do ingrato.
Três questões, no mínimo, estão imbricadas na estreiteza de visão dos reacionários corporativistas: (1) desconhecimento de que o erário público é quem paga o salário do funcionário público e não a instituição a que ele serve, pois ela é mantida pelo Estado; (2) desconhecimento dos deveres do funcionário público diante de possíveis irregularidades que podem macular a instituição a que está vinculado; (3) desconhecimento de que existe uma diferença gritante entre o funcionário público ser leal à instituição a que serve e ele estar de acordo com o que ocorre nela, independentemente de as ocorrências serem regularidades ou possíveis irregularidades. Continue lendo ›

Sarandi, populoso e pobre

Sarandi

Por Allan Marcio:

Em 2015 estaremos gastando o maior volume Financeiro do Orçamento Municipal, algo próximo a R$ 120 milhões.
Poderia ser mais? Sim poderia ser praticamente o dobro, se houvesse um mínimo de reformas tributárias, urbanas e sociais pela cidade de forma planejada e participativa. Continue lendo ›

“Partidos sem fundos”

Folha

Um dos editoriais da Folha de S. Paulo desta segunda-feira, “Partidos sem fundos”, cita o deputado federal Ricardo Barros (PP), autor da proposta que triplica o Fundo Partidário.
“Ricardo Barros decerto não vê contradição em apoiar o aumento de verbas para os partidos e defender, ao mesmo tempo, corte de R$ 10 bilhões no programa Bolsa Família, o que prejudicaria cerca de 23 milhões de pessoas. Continue lendo ›

Uma ‘proposta infame’

Do deputado distrital Chico Vigilante, líder do Bloco PT/PRB:

O PMDB ao contrário do que afirma sempre atuou como oposição, sempre trabalhou com aliados de outros partidos contra o governo de Dilma e contra o país, obedecendo a tese do quanto pior, melhor.
Um aliado do PMDB neste viés do retrocesso, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) deveria ou sair do partido ou pedir à direção da agremiação para retirar do nome Partido Popular, a expressão popular, após sua proposta infame como relator do Orçamento de 2016, na Comissão de Orçamento da Câmara Federal, de cortar R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família. Continue lendo ›

“Saúde não é mercadoria”

O Coren/PR enviou a seguinte nota, a propósito de postagem feita por aqui:

saude“Em relação ao artigo “Saúde não é mercadoria”, de Paulo Vidigal, publicado no último dia 19 em seu conceituado blog, o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren/PR), tem a informar que o órgão, cuja finalidade é disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão da Enfermagem no Estado, soma esforços com outras entidades que representam a categoria em defesa dos direitos dos profissionais/trabalhadores para que possam desempenhar suas funções com segurança, livre de eventos adversos para prestar à sociedade serviços de Enfermagem cada vez melhores. Continue lendo ›

Saúde não é mercadoria

Por Paulo Vidigal:

saudeA Administração Municipal impôs uma forma de compensação de carga horária que é prejudicial aos profissionais de saúde que trabalham nas UPAs, Hospital Municipal. Por consequência, também prejudicial à população que necessita desse serviço. Antes, as horas que excediam a carga horária eram pagas no salário. Mas com a mudança imposta pela Administração os trabalhadores são obrigados ao invés de receber essas horas retirá-las em folga. O argumento usado pela Administração é a redução de gastos. Continue lendo ›

Maringá e a necessidade de revisão do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

Por Fábio Alcure:

lixoA sociedade maringaense vem esperando há anos da administração pública municipal uma solução para a questão do lixo, especialmente em termos de coleta seletiva e reciclagem. Embora desde 2005 o município esteja condenado judicialmente – em processo relativo a ação civil pública ajuizada pela Promotoria do Meio Ambiente – a implantar a coleta seletiva em todo o território municipal e a dar condições adequadas de trabalho aos catadores de materiais recicláveis, os gestores municipais que se sucederam desde então permanecem descumprindo tais obrigações. Continue lendo ›

Um modelo a ser questionado

De João Vitor Cruzoletto:

conselhotutelarSinceramente não gosto desse tom de campanha eleitoral para Conselho Tutelar.  Me parece que incorre nos mesmos erros que as candidaturas convencionais para vereadores, deputados, presidentes. Não sei, algo me soa muito estranho quando vejo a foto dos candidatos nos carros. Me parece ser um trampolim para algo maior dentro da política. Sem contar alianças políticas que se forjam nesse contexto. Acredito, essa é a minha leitura, que o cargo de conselheiro tutelar é muito mais técnico que político.Continue lendo ›