Opinião

Eterno Leão das savanas da liberdade, da igualdade e da fraternidade

Do Velho Gagá:
Mestre Mandela, nos perdoe por não reconhecermos seu valor diante da existência humana, via nossa presidente da República Federativa do Brasil, ao não declarar luto oficial como determina a diplomacia ao homenagear os dignos. Estamos, por meio deles e com nossa passividade diante dos “eleitos “, criando nosso próprio e vergonhoso apartheid das bananas:
1) a Constituição Federal exige tratamento de igualdade a todos, seja por credo, cor da pele, raça, orientação sexual, política ou das ideias. Continue lendo ›

O conceito jurídico de meio ambiente

De Carolina Salles:
Em todo o planeta a cada dia o tema meio ambiente ganha maior espaço na mídia e nos debates políticos. É evidente que isso decorre do fato de que a cada dia, também, os problemas ambientais são maiores em quantidade e em potencialidade. De fato, o aquecimento global, o buraco na camada de ozônio, a escassez da água potável, a destruição das florestas são alguns dos problemas ambientais que colocam em risco a qualidade de vida e a vida do ser humano. Entretanto, na maioria das vezes a expressão meio ambiente tem sido utilizada de forma superficial pela mídia, deixando entender que meio ambiente é a mesma coisa que natureza ou recursos naturais. Isso faz com que a população confunda meio ambiente com a idéia romântica de coisas como a defesa das baleias ou a proteção de orquídeas raras, retirando do assunto toda a carga política ou ideológica. Na íntegra.

Cisco nos olhos dos outros é refresco

Do maringaense Lucas Fiorindo:
Um agente do (des)governo, pelo poder concedido a si, me impôs uma taxa de R$ 53,00, ou melhor, me multou neste valor. Motivo: Eu estava tomando uma brisa no rosto, ou seja, estava pilotando uma motocicleta com a viseira do capacete aberta. A justificativa é que o vento no rosto é um fator de risco à minha integridade física e, assim sendo, eles devem me educar pela punição financeira. Portanto, eu, homem adulto, brasileiro, cidadão em gozo de todas minhas faculdades, pagarei ao órgão em questão R$ 53,00, ganhos com muito esforço. Farei isso pela minha segurança e contra minha própria autonomia de poder abrir a entrada de ar num dia de 38º C. Continue lendo ›

Colonialismo na cultura

Por Pery de Canti:
colonialismoO mercado cultural com a sua singularidade de recursos financeiros advindos de políticas públicas e privadas, acompanha no decorrer dos últimos anos, a tramitação, discussão, realinhamento, aperfeiçoamento e fundamentalmente a implementação de um novo paradigma de fazer e realizar cultura, através do Procultura, e para tanto, levando-se em conta, as especificidades geográficas, mercadológicas e históricas de colonização (que se refletem nos polos industriais e financeiros do Brasil) distribuídos pelos cinco cantos deste país continental.
Notadamente que as riquezas alocadas em pilares das regiões Sudeste e Sul, vem acompanhada de uma questão antropológica, desenvolvimentista, fruto dos desbravamentos hispânicos colonialistas (sem contar nos portugueses, holandeses, ingleses…), reforçados por domínios eurocêntricos e a seguir, pela decisiva e participativa ação de fomento industrial estadunidense.Continue lendo ›

Lista incompleta

De José Luiz Boromelo:
corrupçãoA notícia foi manchete nos principais jornais pelo mundo afora. A prisão dos réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470, conhecida como Mensalão foi o desfecho de uma novela que se prolongou por seis longos anos. Ao contrário de alguns prognósticos mais pessimistas, o caso não terminou em pizza e veio reforçar o sentimento de justiça diante do clamor popular. Depois de todos os recursos possíveis exauridos só restou ao presidente da Corte Suprema decretar a prisão dos acusados para o início imediato do cumprimento da pena. Um dos condenados, aproveitando-se da dupla cidadania buscou refúgio na Itália manifestando em nota a intenção de apelar para um novo julgamento naquele país, onde deverá solicitar asilo político.Continue lendo ›

Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre a Mulher

Por Tania Tait:
TaniaTaitO Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre a Mulher, 25 de Novembro, busca mobilizar a sociedade, legisladores, instituições públicas e governos no mundo todo para por fim a esse tipo de violência. Em nosso país, dados fornecidos pela Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres indicam que o Disque 180 registrou 2,7 milhões de atendimentos de 2006 a 2012. Desse total, 329,5 mil (14%) eram relatos de violência contra a mulher enquadrados na lei. Os dados revelam que em 66% dos casos os filhos presenciam as agressões contra as mães. Os companheiros e cônjuges continuam sendo os principais agressores (70% das denúncias neste ano). Se forem considerados outros tipos de relacionamento afetivo (ex-marido, ex-namorado e ex-companheiro), o percentual sobe para 89%.Continue lendo ›

Supremo Tapetão Federal

Do colunista Ricardo Melo, da Folha de S. Paulo:
meloNum país onde Paulo Maluf e Brilhante Ustra estão soltos, até um cego percebe que as coisas estão fora de lugar. Derrotada nas eleições, a classe dominante brasileira usou o estratagema habitual: foi remexer nos compêndios do “Direito” até encontrar casuísmos capazes de preencher as ideias que lhe faltam nos palanques. Como se diz no esporte, recorreu ao tapetão. O casuísmo da moda, o domínio do fato, caiu como uma luva. A critério de juízes, por intermédio dele é possível provar tudo, ou provar nada. O recurso é também o abrigo dos covardes. No caso do mensalão, serviu para condenar José Dirceu, embora não houvesse uma única evidência material quanto à sua participação cabal em delitos. A base da acusação: como um chefe da Casa Civil desconhecia o que estava acontecendo?Continue lendo ›

Perdoa-nos, pequeno Joaquim

Do Velho Gagá:
joaquimO Brasil todo sabe hoje que o amor de mãe não falou mais alto em sua defesa. Consta nas investigações que na noite de seu desaparecimento, por volta de meia noite, seu padrasto, que reiterou isto no Fantástico deste domingo, saiu para dar mais um “tiro” (comprar pó). Seu padrasto reagiu assim, ao ouvir a notícia de que encontraram teu cadáver:
– “Pô… maravilha… Vamo ligá pro nosso advogado….” (deboche gravado no mesmo programa que citei)
Seu grande amigo e pai biológico nunca foi avisado por tua mãe do comportamento de seu “ham…ham… padrasto”. Mas falhamos todos, enquanto sociedade que dizemos ser ou fazer parte.Continue lendo ›

O país do desperdício

De José Luiz Boromelo:
desperdicioO Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos, com um excedente de 25% do que consome. De toda essa produção, grande parte é desperdiçada. Enquanto milhões de pessoas sofrem de desnutrição provocada pela ingestão insuficiente de alimentos o país persiste em acumular prejuízos imensos com um comportamento injustificável. No topo da lista estão os hortifrutigranjeiros, naturalmente mais suscetíveis aos efeitos dos maus tratos impostos por uma cultura relapsa e de difícil erradicação. Hoje, um terço do que é produzido no campo não chega à mesa do consumidor. Nessa cadeia perniciosa 10% dos alimentos perdem-se ainda na colheita e outros 50% durante o transporte e manuseio. Nas Centrais de Abastecimento 30% dos produtos são descartados. Nos supermercados e residências 10% são jogados fora. Segundo dados da Embrapa, 26,3 milhões de toneladas de alimentos ao ano tem como destino certo o lixo. Diariamente, desperdiçamos mais de 39 mil toneladas, quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de brasileiros com as três refeições básicas: café da manhã, almoço e jantar.Continue lendo ›

Síndrome do marido traído

cartão-vermelhoProjetos assim são acintosos e sublinham o nível de percepção do legislador em relação à cidade em que vive. Nesse caso específico revela algum tipo de interesse não exatamente visível, mas facilmente dedutível. Recentemente, um outro projeto, de autoria do ex-militar Edson Luiz, também remete ao imaginário popular do marido traído, que tira o sofá da sala como reação ao corno recebido. O vereador quer punir o comerciante em cujo comércio se registrar algum delito digno de intervenção policial em escala repetida. Ameaça o coitado até com perda de alvará. É mais ou menos assim: na falta de policiais para dar conta da criminalidade, vamos punir o cidadão, aquele sujeito que tem um pequeno comércio, que faz das tripas coração para mantê-lo e dar de comer à família, à custa de muito trabalho e altos impostos, que se submete ao cumprimento de um surpreendente ritual burocrático para continuar funcionando. Mas não importa para o vereador: se o Zé Pinguinha, ao final do dia, exagerar na dose e arrumar confusão, então a culpa é do botequeiro. É preciso acabar com a síndrome do marido traído e começar a pensar a segurança de forma estratégica e não com olhos de quem enxerga tão perto – pior: os olhos de um ex-militar, com experiência no ramo, deveria ter visão de longo alcance (qualquer alusão ao Lyon do Thundercats é mera coincidência), e não amiudar dessa forma, na busca de solução fácil e ineficiente. Sinceramente, esperava bem mais de um ex-colega de farda.
Edivaldo Magro

Desenvolvimento comprometido

Por Enio Verri:
02/04 - Sessão plenáriaA Assembleia Legislativa aprovou no último dia 30 um projeto de lei do Poder Executivo que irá comprometer o desenvolvimento social e econômico do Paraná pelas próximas décadas. Trata-se do projeto que retira da Secretaria do Planejamento as atribuições mais importantes, como a elaboração dos Planos Plurianuais (PPAs), Leis de Diretrizes Orçamentárias, orçamentos anuais da administração direta e indireta e das estatais e o acompanhamento da execução fiscal e as delega para a Secretaria da Fazenda.
Dentro da gestão estadual, o Planejamento tem o papel de promover o equilíbrio social e processos de produção cada vez mais competitivos e menos excludentes. Continue lendo ›

Em defesa das eleições para diretores das escolas municipais

De Ivana Veraldo:
A gestão democrática do ensino público foi consagrada no inciso VI do artigo 206 da Constituição Federal e reafirmado pelo inciso VIII do artigo 30 da LDB/96. O Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação – projeto do governo federal que faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação, PDE – propõe a conjugação dos esforços da União, Estados e Municípios com as famílias para que seja implantada a gestão democrática nas escolas. Esse princípio parece ser, portanto, um consenso nacional! É defendido, inclusive, por campos ideológicos distintos: pelos neoliberais e pelos críticos da sociedade do mercado. Continue lendo ›

Conceito de ‘centro’ se redefine

A propósito da postagem sobre espaços comerciais vagos na avenida Brasil (à venda ou locação), também fiz levantamento há pouco tempo, concentrando-me num trecho menor da via e cheguei a conclusões semelhantes. Ainda que os números sugiram crise econômica, é importante ponderar sobre as razões dos vazios. Em minha observações, constatei um fato curioso: dos 12 espaços para locação no trecho, em sete deles as empresas tinham trocado a avenida pela periferia da cidade. O fenômeno merece reflexão, pois sugere que o centro já não é tão atrativo assim para alguns segmentos em função de obstáculos como falta de estacionamento e altos aluguéis. Mas é preciso acrescentar outro elemento a esse debate: o conceito de ‘centro’ se redefine nas metrópoles e se desloca, criando oportunidades na periferia. Não por acaso alguns bairros da cidade exibem um comércio forte e diversificado. A professora Ana Lúcia pode acrescentar reflexões importantes sobre o tema.
Edivaldo Magro

Não foi dessa vez

De José Luiz Boromelo:
voto

As esperanças do povo brasileiro no estabelecimento da verdadeira democracia caíram por terra. Mais uma vez o cidadão foi usurpado em suas aspirações mais elementares por conta de interesses nada louváveis de uma classe que manipula o poder e dita regras conforme suas conveniências. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou por 16 votos a seis a proposta de emenda à Constituição que tornava facultativo o voto no País. Dessa forma o eleitor é intimado a comparecer às urnas e o faz (muitas vezes contra sua vontade) apenas para fugir de sanções previstas em lei. Isso (em tese) justificaria os elevados números de votos brancos ou nulos uma vez que o desinteresse é evidente, com resultados diferentes dos apontados pelas pesquisas de opinião pública. A tendência do eleitor quando contrariado é votar no primeiro nome que lhe for sugerido ou direcionar o voto a desconhecidos, ou ainda aumentar a lista daqueles que resolveram aderir ao chamado “voto de protesto” elegendo figuras excêntricas e folclóricas, que nada têm a oferecer à sociedade no exercício daquela delicada missão.Continue lendo ›

Gás no Paraná

Por Amauri Escudero Martins:
Gov. Beto Richa recebe Amauri EscuderoA Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fará, ao fim de novembro, o leilão da 12ª Rodada de Licitações de 240 blocos de exploração e produção de petróleo e gás em sete bacias sedimentares localizadas em vários estados, entre eles o Paraná. Serão 130 blocos em bacias maduras, como a do Recôncavo Baiano e Sergipe-Alagoas, e 110 em áreas de novas fronteiras nas bacias do Acre, Parnaíba, Parecis, São Francisco e Paraná.
Na Bacia Sedimentar Paraná, serão leiloados 19 blocos de exploração e produção de petróleo, gás convencional e não convencional, sendo 14 no Paraná e cinco em São Paulo. É importante ressaltar que a Bacia Paraná vai do Uruguai até o Mato Grosso, passando por oito estados brasileiros.Continue lendo ›

A respeito dos cães de São Roque

Do professor Gilberto Pavanelli:
BeagleA respeito do resgate dos cães em São Roque, fato que já havia ocorrido em Maringá há algum tempo (UEM), gostaria de me manifestar. Acho tudo isso uma hipocrisia. Se o ser humano, pelo menos a maioria, não se alimentasse de animais até que o protesto seria razoável. Dizem até que em São Roque após o rapto dos cães o pessoal foi comemorar o feito em uma churrascaria, onde foram servidos vitela, galeto ao primo canto, sashimi de salmão, patê de ganso, picanha mal passada, filé de cavalo, asinhas de frango, entre outros. Nunca vi ninguém tentar impedir um rodeio em Barretos e nem na Exposição de Maringá onde os bois são tratados com desumanidade inconcebível. O projeto para utilizar animais em experimentos é rigorosamente fiscalizado pelos conselhos de éticas das universidades e institutos de pesquisas. Não há ainda possibilidades de se desenvolver vários medicamentos sem antes testá-los em animais. Nenhum cientista faz isso com prazer, mas sim motivado pela necessidade de se desenvolver medicamentos para cura de doenças que atacam a espécie humana. Continue lendo ›

Uma mudança que nada mudou

De Paulo Vidigal:
“A mudança continua”. Esse foi o slogan usado pela atual administração nas ultimas eleições. Devido os últimos acontecimentos é interessante refletir sobre o significado da palavra “mudança”. Do latim “mutare” é sinônimo de “alterar, modificar, transformar, trocar de lugar”. Porém, não diferente das gestões em que o atual prefeito era vice, é impossível dizer que essa mudança exista. (…) Em resumo, na realidade não aconteceu a “mudança” prometida porque o modelo de gestão é o mesmo. Precarização dos serviços públicos e privatizações. Alguns dizem “terceirização, parcerias”. Que nada mais é do que a entrega de serviços que deveriam ser realizados pela administração pública nas mãos da iniciativa privada, leia-se empresários. A finalidade da gestão pública, além de outras nobres, é prestar serviços públicos de qualidade e não servir para dar lucro a empresários. Na íntegra.

Caso Pupin

Getúlio Vargas em sua carta testamento alegou que as aves de rapina queriam seu sangue. Jânio Quadros em sua renúncia alegou forças ocultas. Quero ver agora o sr. Pupin, qual alegação: 1 ano já se passou e até agora nada! Ele sabe que não são forças ocultas, são forças vivas que estão atrasando a prefeitura a decolar.
J.S.Filho

A verdade sobre as Apaes

Por Gleisi Hoffmann:
gleisiAcredito que na vida pública temos condições de defender os interesses, as aspirações e os sonhos dos que mais precisam da proteção do Estado – uma missão tão relevante que dá sentido à vida de quem busca uma carreira política. Uma face sombria de participar do jogo político, no entanto, é conviver com a truculência verbal, a calúnia, a injúria e as invenções infamantes divulgadas sem qualquer comprovação e sem ter relação com os fatos e a realidade.
Foi o que ocorreu com uma nota caluniosa que um site da internet divulgou sobre minha relação com as Apaes, Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais.
Sou aliada histórica da entidade, tanto que a Federação das Apaes redigiu nota oficial confrontando o site e atestando minha condição de parceira de luta. O site, infelizmente, ignorou os argumentos inquestionáveis da Federação em minha defesa.Continue lendo ›

Capitanias hereditárias

De José Luiz Boromelo:
capitaniasAtualmente existem no Brasil nada menos que 32 partidos políticos. Esse espantoso número (que tende a aumentar ainda mais) sugere uma diversidade inimaginável de ideologias e doutrinas partidárias totalmente distintas. Interesses ocultos vagueiam sob as siglas que se proliferam sem critérios e acabam por confundir o eleitor. A multiplicidade de partidos políticos sem identidade nem representatividade alguma foi possível a partir de recente alteração jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, que garante aos recém-filiados (entre outras prerrogativas) o tempo correspondente no rádio e na televisão e os valores relativos ao Fundo Partidário. Nota-se que os novos partidos são uma forma de abrigar lideranças insatisfeitas e viabilizar projetos pessoais na disputa por poder e na realocação de interesses próprios. Não existem preocupações com programas, ideologias, pragmatismos ou coerências. Continue lendo ›

Liberdade, Liberdade! Abre as asas sobre nós…

asasPor Jorge Ulises Guerra Villalobos:
...e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz. (Imperatriz Leopoldinense, Rio de Janeiro, 1989).
Essa letra citava o refrão do hino da Proclamação da República (1889). Dizem que é o melhor samba de todos os tempos do carnaval carioca. Acredito nisso, uma vez que além de celebrar os 100 anos da República também era o samba campeão do primeiro carnaval, nos primeiros meses, da Constituição Cidadã de 1988.
Passaram-se 25 anos desde o dia 5 de outubro de 1988, data na qual um colega e amigo, o professor Tadeu França da Universidade Estadual de Maringá, teve a honra de estar presente, participar ativamente e assinar a nova Carta Constitucional, que marcou o retorno da democracia ao Brasil, após a ditadura militar (1964–1985).
Todavia há que lembrar as conquistas trazidas no campo dos direitos políticos, como é o direito ao voto facultativo para os analfabetos, hoje 9,8% da população, para os jovens entre 16 e 18 anos de idade, e para os maiores de 70 anos de idade.Continue lendo ›

A farsa do dia do professor

Do professor Gilberto Pavanelli:
Confesso que não me sinto bem no dia do professor. Todos nos parabenizam nesse dia, em especial os políticos, e depois acontece o que todos já estão cansados de saber: baixos salários, péssimas condições de trabalho, pais pensando que a escola é prá educar (fazer o papel que é deles) quando existe para instruir etc, etc, etc. Se fosse alguma “outoridade” acabava com essa farsa que é o dia do professor, já que estamos no Brasil e não no Japão…

Bullying linguístico

Do leitor:
bocaÉ consenso que a linguagem falada serve, dentre outras, para comunicar, transmitir sentimentos e ideias, mas quando tive a oportunidade de trabalhar na alfabetização de adultos, pude verificar que as palavras faladas também serviam como meio para distinguir uma forma culta da língua e outra que estava associada a um processo educacional, que refletia a carência de uma escola pública de qualidade. Assim, a fala das pessoas, intrinsecamente, revela uma história de exclusão social e cultural, que ainda continua no Brasil.
Nesse contexto, a campanha do “fala certo” ou “sinal do saber”, que está em diversos locais da cidade, merece uma reflexão, pois omite que a fala dita errada, é resultado de uma exclusão social e cultural. Ademais, a língua culta não é a única que pode ser falada pela população, principalmente quando as variações regionais, neste Brasil continental, são um patrimônio cultural. Portanto, é ofensiva uma campanha descontextualizada, de quem parece sofrer de gastura ao ouvir “meio-dia e meio” e não “meio-dia e meia”, além de incentivar o “bullying” linguístico.

Sugestões para economia pública

Leitor que ouviu a notícia de que as prefeituras da micro-região 9 (Amusep) adotarão meio expediente até o final do ano, visando a economia para fechar as contas e pagar em dia o funcionalismo, comenta e sugere: “A teta federal encolheu, solta menos leite no momento, portanto é chegada a hora de economizar, diminuir a farra com a grana do povo. Fica uma sugestão: demitam os CCs todos e promovam os de carreira tão solidários ao serviço público… fica mais barato; façam os quase 7 mil funcionários da nossa prefeitura desenvolver uma medida de produtividade, só aí vamos ter que demitir uns 40% do quadro, o que daria uma grande economia; melhorar os métodos de administração, racionalizar procecimentos geraria economia de retrabalho existente; criar uma auditoria eficiente para detectar fraudes nas licitações e subornos nas áreas todas, e muitas outras que a iniciativa privada poderia sugerir. Vamos economizar de maneira eficiente”.

Balão de ensaio

De José Sanches Filho:
balao ilustraBALÃO DE ENSAIO
(Atualizado) Ao ler O Diário do Norte do Paraná, edição de quinta-feira, 26 de setembro de 2013, primeira página, com o título: “Projeto de Lei do Executivo provocará aumento real no IPTU – e em alguns casos, poderá passar de 50%”, eu como publicitário analisei a manchete do jornal, e me lembrei da técnica: Balão de Ensaio. Então conclui que, a manchete de O Diário é para prevenir à população sobre o reajuste do IPTU que, de fato, ficará mais caro no ano que vem.
Porém, quando em janeiro de 2014, o contribuinte maringaense receber o carnê do IPTU e perceber que o aumento foi na ordem de 20 ou 25%, vai respirar aliviado porque não terá sido reajustado em 50% como anunciado em princípio.Continue lendo ›

Onde está o erro?

De José Luiz Boromelo:
transitoA Semana Nacional do Trânsito instituída pelo artigo 326 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é comemorada de 18 a 25 de setembro, enquanto que o artigo 75 recomenda que todos os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito promovam outras campanhas durante o ano no âmbito de sua circunscrição e de acordo com as peculiaridades locais. Especialmente nesse período as escolas mobilizam-se para incentivar as crianças e jovens a participar de atividades referentes ao trânsito. É uma forma de estimular positivamente os mais novos a reconhecerem desde a mais tenra idade, seus direitos e deveres no complexo universo de mobilidade urbana que todos estão inseridos. Espera-se que os ensinamentos transmitidos sejam assimilados e colocados em prática na vida adulta, resultando numa convivência pacífica entre os integrantes do sistema. Ocorre que as estatísticas mostram uma tendência de aumento considerável no número de acidentes e na gravidade das ocorrências. Proporção similar verifica-se nas autuações dos condutores infratores, um sinal evidente que as medidas coercitivas tornaram-se ineficazes para conter os abusos e impor a disciplina necessária.Continue lendo ›

Violência contra a mulher no Estado do Paraná

Por Tania Tait:
TaniaTaitO Paraná teve um triste destaque na última pesquisa sobre a violência contra a mulher, figurando na lista dos Estados brasileiros que mais vitimam suas mulheres. Ocupamos, também, a posição de mais violento entre os 3 estados do Sul do Brasil.
Na primeira década dos anos 2000, houve a melhoria no atendimento às mulheres vítimas de violência, no entanto, os casos de vítimas têm aumentado. Alguns atribuem esse aumento aos canais de atendimento existentes, outros atestam que a violência aumentou. O fato é que, independente do motivo, a violência contra a mulher continua trazendo dados alarmantes, mesmo com a existência da Lei Maria da Penha.
Um estudo recente, divulgado em 25/09/2013, concluiu que a Lei Maria da Penha, promulgada em 2006, não conseguiu reduzir a taxa de assassinatos de mulheres no Brasil. Os dados mostram que de 2001 a 2006, a taxa de mortalidade era de 5,28 por 100 mil mulheres. Depois da implantação da Lei, de 2007 a 2011, a taxa ficou em 5,22. Continue lendo ›

A morte em nome da bebedeira

lei secaEstamos numa hora peculiar, quando alguns pais acham bonito gastarem dinheiro com carrões, para, nos finais de semana, receberem seus filhos, tuquiados feito galos de rinha, e ainda exclamam: “esse aí é o macho alpha da família”. Quando é filha, bem daí é culpa das filhas da vizinha. Mas, e quando somos chamados para buscar o cadáver deles no IML, mortos por bebedeira própria ou assassinados por um(a) condutor(a) bêbado(a)? Dai é culpa da polícia, do prefeito, do delegado, etc (menos nossa… somos exemplares).
Quando não vemos que bebidas alcoólicas são apenas e também, drogas, porém lícitas. Cria-se uma cultura de apedeuta e ignorante, que “dar um tapa na macaca” é coisinha sem maldade, que beber é descontração para nossos atarefados bebês… são drogas. Leva a outras drogas.Continue lendo ›

Festas universitárias

Leitor considera que a morte de um jovem Universitário de 21, na madrugada de ontem, na Unicamp, reforça a necessidade de se achar medidas para gerenciar as festas universitárias. “Não as condeno, e muito pelo contrário. Eu adorava as festas na UEM durante a graduação. Na USP também. Era só o que tinhamos. Estudantes, em sua maioria, não tem condições de frequentar os bares mais badalados. Mais de 30% entra na UEM em condições de vulnerabilidade social (dados da CVU). A juventude clama por espaços. Se não os tiverem, elas criam. Só que esta criação sai em condições de “ilegalidade”. É fundamental que se proveja esta demanda. Achei muito oportuna a matéria do Sinteemar sobre o assunto, em edição recente de um periódico“.