Opinião

Gente que nos faz falta

De padre Orivaldo Robles:

Tive na infância, há mais de 50 anos, dois colegas, irmãos, tão desiguais como a água e o vinho. O mais novo era uma criatura maravilhosa. Todos dele se aproximavam com gosto. O mais velho era intragável, de convivência difícil. Podia-se procurar com lâmpada que não se achava, entre os companheiros de estudo, um que dele gostasse.
Por algum tempo, perseguiu-me a idéia de descobrir o motivo que o tornava tão antipático. Criança que era, não sabia avaliar bem os acontecimentos e as pessoas. Demorou um pouco. Afinal, descobri: era egoísta, um monumento de orgulho. Na íntegra.

“Somos todos insossos”

Do leitor, dirigindo-se a Akino Maringá:

Você tem razão em se indignar com os 1.100.000 narizes de palhaço que o executivo e a câmara municipal (em letras minúsculas mesmo) estão distribuindo para a população maringaense. E não são só eles que estão ajudando nessa distribuição não. Sou particularmente a favor de que uma feira como a do Empreendedor seja sediada em nosso município. Creio ser importante o município se destacar e se firmar como um pólo de negócios no Paraná. E sediar essa feira auxilia nesse sentido. Concordo também com o município em patrocinar, mas dentro de limites aceitáveis. Por exemplo: ceder o espaço, dar alguma infraestrutura e aportar algum recurso para campanhas publicitárias e até para custeio. Mas 1,1 milhão? E ainda, destes, 450 mil para custear caravanas de outras regiões? Bah… Sinceramente: me sinto insultado com isso. E começo a pensar que nós maringaenses somos todos ou apáticos, insossos, vendidos, uns “merdas” mesmo ou somos de tal maneira manipulados (conscientemente) que nem ligamos para o fato desse dinheiro sair do nosso bolso, pagar viagem de contribuintes de outros municípios e estados, enquanto aqui temos uma porção de prioridades que poderiam ser atendidas com ele. Continue lendo ›

“Nós pagamos, e não é nada barato”

De leitor, aproveitando a polêmica do R$ 1,1 milhão do contribuinte maringaense para um evento do poderoso Sebrae:

– O Sebrae faz parte do sistema “S” de arrecadação de impostos, ou seja, parte dos impostos devidos aos cofres públicos ficam com o sistema “S” para que administrem com o objetivo de preparar mão de obra para seu próprio consumo. Entendo melhor seria dizer que essa grana toda “deve” treinar (Sebrae, Senac, Senai, Senar) empregados para suas empresas. Entendo que a contrapartida “deveria” ser gratuita, mas não sei o que diz a lei, mas sei que o contribuite que necessitar a dita contrapartida tem que pagar os serviços, pelos quais as empresas já “recolheram” e nós pagamos, e não é nada barato. Essa questão não é bandeira de defesa de nenhum candidato. Estranho né!!!

Só a política…

De leitor:

Nas eleições passadas, Osmar e Requião eram adversários. Hoje, fazem comícios de mãos dadas. Álvaro Dias prometeu não subir no palanque para não “prejudicar” seu irmão Osmar. Mas o vemos diariamente na TV pedindo votos para Beto Richa, adversário de seu irmão.
Ricardo Barros era líder do governo, na Câmara. Hoje, apóia o candidato da oposição, Beto Richa, e, consequentemente, José Serra. Só a política para nos brindar com coisas tão belas assim.

Mais atual do que nunca

Maringá não possui uma política de massas. Possui até então uma política elitizada. A política ainda não chegou às ruas e locais de trabalho. É ainda um elemento das elites organizadas em partidos. É fato que se trata da lógica dominante da política brasileira. Mas em Maringá é ainda mais acentuada. Daí porque existem ações solidárias e iniciativas de controle social. Mas não são populares, não estão enraizadas nos bairros mais carentes. Daí porque Maringá renegar Sarandi. Tantas vezes ouvi que muitas empresas situadas em Sarandi cravam seus endereços como sendo de Maringá, por puro preconceito. (…)
Enfim, o desafio de Maringá é se tornar um todo, um município, um espaço público. Tornando-se espaço público é possível dar mais um passo: construir um projeto para Maringá. Na íntegra.

O texto acima é de artigo de Rudá Ricci, vejam só, de 2008.

Dilma 1,99 Rousseff

De Diogo Mainardi:

Dilma Rousseff era uma apaniguada do PDT. Quando saiu do PDT, ela virou uma apaniguada do PT. Desde seu primeiro trabalho, trinta anos atrás, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff sempre foi assalariada do setor estatal. E no setor estatal ela sempre foi apadrinhada por alguém. O PT loteou o estado. Nesse ponto, Dilma Rousseff é a mais petista dos petistas. Porque durante sua carreira todos os cargos que ela ocupou foram indicados por alguma autoridade partidária. Dilma Rousseff é o Agaciel Maia dos Pampas. Ambos pertencem à mesma categoria profissional. Tiveram até cargos análogos. Agaciel Maia, apaniguado de José Sarney, foi nomeado diretor-geral do Senado. Dilma Rousseff, apaniguada de Carlos Araújo, foi nomeada diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Além de ser um dos mandatários da esquerda gaúcha, Carlos Araújo era também o marido de Dilma Rousseff, garantindo esse gostinho pitoresco de Velha República cartorial e nepotista. Na íntegra.

Débora

Do padre Orivaldo Robles:

Débora tem quatro anos. Vem à missa com a mãe, todos os dias. Carrega um cachorrinho de pelúcia marrom, de patinhas brancas. Dele não deve separar-se por nada. É agosto, alguns dias ainda faz frio, está escuro às sete da manhã. Mas ela não falta. Levanta às seis, como um operário para a jornada de trabalho. Depois da mamadeira e antes da escolinha, pega seu cãozinho e acompanha a mãe à igreja. Entre centenas de adultos é a única criança na Catedral nessa hora. Na íntegra.

Local errado para blitz

Do leitor:

Ontem aconteceu uma “blitz” nas saídas do Cesumar. Nada contra a operação, pois fui parado e tudo estava regular, passei normalmente. Mais minha observação é: É muito fácil pra eles pararem estudantes e pessoas que estão indo trabalhar, mas dúvido que eles façam o mesmo nas portas das boates, aonde a probabilidade de causas de acidentes são maiores, pois se essa blitz foi instituida com está definição de evitar mortes, eles deveriam se preocupar mais em parar quem coloca mais em risco a população, que são pessoas embriagadas. Agora é um absurdo prender uma moto que não está irregular, igual de um amigo meu, mais pelo fato de ter alterado o escape original, sendo que o que ele colocou está dentro das permissões da lei. Acredito que só uma multa já resolveria, mais parece que a intenção da polícia está mais voltada a assustar e botar pressão nas pessoas do que resolver definitivamente o ponto chave da operação. Minha opinião.

Desenvolvimento é qualidade

De leitor, sobre o Censo em Maringá:

Se Maringá cresce pouco, Sarandi deve compensar com um estouro das projeções de inchaço, pois o custo de vida em Maringá expulsa os pobres pra lá. Sem escola, creche, hospital, emprego, etc. Sarandi tem que gastar a maior parte do seu orçamento em educaçao e saúde de base. Não sei como andam Cascavel, Ponta Grossa ou Londrina em IDH, mas acho que as comparações de perspectiva do crescimento deveria se concentrar sobre estes indices. Desenvolvimento é principalmente qualidade. Comparar o Indice de Desenvolvimento Humano por setor censitario e por cidade é um bom começo.

“Quem vota em corrupto é, também, corrupto”

Trecho do artigo semanal de dom jaime Luiz Coelho (o site de arquidiocese está fora do ar):

– Examinar a vida dos candidatos e, se corruptos, não se igualar a eles, neles votando: quem vota em corrupto é, também, corrupto. Chegou a hora de examinar bem a ficha suja dos candidatos e votar nos que, realmente, têm a ficha limpa.

Criamos cidadãos apolíticos

Do boletim Migalhas:

A política este ano está de doer o estômago. A candidata governista, que o presidente confessa ter conhecido há pouco mais de um lustro, deve levar no primeiro turno. Isso se dá, sobretudo, pelo mérito do indicador, pela ótima propaganda comercial, recheada de efeitos especiais, e por um jogo de câmera de fazer inveja a Hollywood. Na falta de discussões mais aprofundadas, o que vale, então, é o cenário. A oposição, perdida pelas circunstâncias, vazia e com discurso amorfo, dificilmente conseguirá mostrar reação. Na terceira via, um discurso frívolo, com flores, mas sem raiz. Nesse ambiente, sem ideias debatidas, sem uma oposição – seja qual for o lado – consistente, perigamos criar no futuro cidadãos apolíticos. Isso não é um bom sinal. Somos, pois, como outro dia disse Aristóteles, “animais políticos”. E se ficarmos sem o adjetivo…

Ah, se observassem…

Trecho de comentário de leitor, sobre o Observatório Social de Maringá:

[É] a maior piada já contada em Maringá. Se observassem o prefeitim não teria sido condenado duas vezes[são mais]  por improbidade… se observassem não haveria atraso de oito meses na entrega do kit-escolar… se observassem não haveria licitações viciadas… se observassem veriam o enriquecimento ilícito dos assessores e secretários do prefeitim… se observassem a educação e o esporte não teriam “fichas sujas” como secretários… se observassem veriam o esquemão do acervo da TV Cultura e do evento de 1,1 milhão sem licitação… se observassem veriam as quase 5 mil crianças na filha de espera das creches… se observassem veriam a demora nas consultas especializadas… se observassem veriam a falta de funcionários nos postos de saúde e escolas e creches…. se observassem veriam a violência no trânsito… se observassem veriam o excesso de cargos de confiança que não contribuem em nada com o crescimento e desenvolvimento da cidade.

Que está com quem?

Às vezes, a campanha política deixa a gente confusa. Esses dias, se não me falha a memória Osmar Dias elogiou Edmar Arruda na TV. Hoje, andando pela avenida Brasil, em Maringá, vi um microonibus com propaganda de Beto Richa e Edmar Arruda. Num restaurante do centro, cabos eleitorais exibiam camisetas com adesivo de Edmar e Sidney Telles, federal e estadual respectivamente. No microonibus, havia também propaganda de Edmar e Durval Amaral (estadual e federal). Desse jeito, não dá pra entender quem está com quem? Espera-se que um dia o Brasil leve a sério a questão partidária.

Donizete Oliveira, jornalista e professor

Tolerância zero é para todos?

De leitor:

Todos concordam que o transito em Maringá anda violento e que precisa mesmo de ações para dar maior segurança a todos, mas não sei se todos ainda concordam com essa operação conjunta intitulada “tolerância zero”. Blitz na hora do rush causa congestionamentos e gera mais transtornos do que melhorias; enquanto na avenida Guaiapó trabalhadores enfrentavam 4 km de congestionamento na volta pra casa por conta de uma blitz, avenidas importantes de Maringá, estavam servindo de palco para carreatas de políticos, que naquele momento complicavam ainda mais, o já pesado trânsito de Maringá, caixas de som com jingles muito acima do volume permitido, pessoas em cima de caçambas de camionetes, com os braços e alguns até com o corpo inteiro fora do veículo…
O que de fato acontece? A tolerância é zero para todos da cidade, menos para políticos e seus partidários?! Por que a polícia ignora esses abusos? Tal como eu ou você que está lendo essa mensagem, os participantes dessas carreatas políticas também são parte do transito! Não podemos ter ações policiais com um peso e duas medidas!

Por um campo limpo

De Maria Iraclézia de Araújo, presidente da Sociedade Rural de Maringá:

É gratificante para o setor agrícola ver que o Brasil lidera o ranking dos países que possuem sistemas de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Dados da central de recolhimento mostram que 95% das embalagens vazias de agrotóxicos são devolvidas para as centrais para que sejam recicladas e transformadas em objetos. Hoje são mais de 100 centrais em todo país, e uma delas funciona em Maringá desde 2009, inaugurada no Dia Nacional do Campo Limpo, comemorado em 18 de agosto. Continue lendo ›

Pum… pum… pum…

Do leitor:

Como ex-prefeito de Maringá, Ricardo Barros, o ficha-suja, responde a várias ações judiciais, tendo sido condenado em duas instâncias por improbidade administrativa, o que legalmente o impediria de tomar posse caso seja eleito como senador, uma hipótese muuiiito remota. Na condição de deputado federal, Ricardo Barros exerceu seu mandato de uma forma muito intere$$sada. Ou intere$$ante, o que dá na mesma.
Nos meios políticos, Ricardo é conhecido como “leitão-vesgo” (mama numa teta e já está de olho na outra). Até o  jingle de sua capanha ao Senado parece não cheirar bem. Ao insistir na memorização de seu número – 111 -, o som musical que parece chegar aos ouvidos é… pum… pum… pum… Que coisa mais mal cheirosa desde a origem!

A tolerância e o pandemônio

Do leitor:

Essa tal de [Operação] Tolerância Zero é a coisa mais ridícula que eu já vi, pois as mortes no trânsito continuam e os assaltos aumentaram, porque um bando de gente se une em um só lugar para ficar prendendo carro com extintor vencido. Hoje eles desfilaram pela cidade com um guincho cheinho de motos, e ainda rebocando um fusca velho. Aí vem a babaquice sem tamanho, por que pra quê quatro motos da Setran escoltando um guincho com as sirenes ligadas e o maior pandemônio? Até parecia que eles haviam prendido o maior bandido do mundo. Só por Deus…

E a família, como vai?

Do padre Orivaldo Robles:

Minha entrada no mundo dos adultos deu-se, como para a maioria dos meninos da minha idade, pela mão de meu pai. Via de regra, na nossa infância, a mãe quase não aparecia além da porta da cozinha. Ficava restrita aos afazeres domésticos, às atividades que lhe conferiam o título de dona de casa. Era seu cargo e sua área de atuação. Mais que dona era, na verdade, a empregada de casa. Casa que era também o seu reino: lá dentro, nada escapava ao seu comando. Cabia ao pai cuidar da ligação do lar com a realidade exterior. Através dele, abria-se para os filhos a possibilidade de romperem os limites do círculo familiar e experimentar a aventura de descobrir o mundo.
Na íntegra.

O diálogo é caminho para a verdade

Do padre Sidney Fabril:

A maioria dos problemas poderia ser resolvida se as partes implicadas estivessem abertas ao diálogo. Quantos conflitos familiares, sociais, políticos, religiosos poderiam ser solucionados se houvesse abertura ao diálogo. Isso porque ninguém é dono da verdade. A verdade vai aparecendo na troca de experiências, no convívio, na abertura das relações. Ninguém é somente bom como ninguém é somente mau. É possível aprender grandes lições até com nossos adversários e inimigos. Na íntegra.

Câmara de Maringá sem acessibilidade

Parece mentira, mas infelizmente o prédio da Câmara Municipal de Maringá não oferece as mínimas condições de acessibilidade. Estive falando com o presidente, vereador Mário Massao Hossokawa, segundo ele a atual legislatura não tem nenhum interesse em prover as instalações acessíveis. Na verdade, o vereador foi muito infeliz de proceder tal afirmação, pois ninguém sabe o dia de amanhã. Entre as inúmeras falta de acessibilidade podemos citar a rampa de acesso aos gabinetes, totalmente fora da ABNT 9050: um pobre mortal usando cadeira de rodas sem o auxílio de outra pessoa não consegue subir. Sanitários sem a menor condições de uso, piso sem indicações táteis. Segundo o vereador a câmara poderá mudar de endereço, mas não precisou a data. O que poderia servir de exemplo é omisso. Dinheiro para proceder às reformas para dar total acessibilidade o poder Legislativo tem. R$ 3,540 milhões que o Legislativo devolveu ao Executivo, no fim do ano passado, deveriam ser aplicados no prédio da câmara; é muito fácil dizer aos quatros cantos que a câmara economizou esse dinheiro. Depois que infelizmente a casa do presidente foi assaltada ele agora sugere que o prefeito Silvio Barros II invista em segurança os R$ 3,540 milhões, se o bom senso for acima dos interesses políticos 10% do valor podem ser aplicados em acessibilidade no prédio da câmara e que todas as pessoas com mobilidade reduzida agradecem.

Vicente Lugoboni é jornalista – lugoboni@gmail.com

A grande farsa

Do capitão José Geraldo Pimentel:

A próxima eleição presidencial será um evento de cartas marcadas. Os altos índices nas pesquisas eleitorais não são indicação do favoritismo da candidata Dilma Rousseff; ela, simplesmente, é o fantoche do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva. Qualquer outro candidato indicado por ele, estaria com os mesmos índices de preferência do eleitorado. O presidente Lula conseguiu angariar simpatia, cooptando  as massas menos favorecidas com o artifício da Bolsa Família, o seu programa de inclusão social. O pessoal ignorante, preguiçoso, não trocaria esse auxílio por emprego nenhum de carteira assinada – Carteira assinada não é sinal de garantia no emprego.Na íntegra.

Compra-se um pai

Do padre Orivaldo Robles:

Muitos talvez conheçam a história que, faz tempo e não me lembro onde, li sobre um garotinho de orfanato. Quando aparecia uma visita, ele corria-lhe ao encontro com papéis recortados em forma de cédulas, e os oferecia, pedindo: “Tó meu dinheiro, compra um pai pra mim”. A cena, mesmo imaginada, comove pela inocência e dor do pedido. Calcule-se o espanto do embasbacado visitante. Surpreendeu-me o pedido por um pai. Acostumamo-nos à idéia de que filho sente mais a ausência da mãe. Talvez o orfanato fosse dirigido por religiosas que, muitas vezes, oferecem amor mais completo que mãe biológica. Esta, quem sabe, não fizesse tanta falta à criança. Na íntegra.

Como vai a sua família?

Maringá, 06 de agosto de 2010

Do padre Sidney Fabril:

Duvido que haja alguém ou algo que forme melhor uma pessoa feliz, sadia, equilibrada, em processo de harmonização, do que uma família que vive bem, com amor e paz. Deus é família. As três pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo formam a Família que é o nosso Deus, a Santíssima Trindade. Como foi essa Família que nos criou à sua imagem e semelhança, nos fez também família. É claro que a família perfeita é só a divina. Já as nossas famílias têm problemas, tristezas, sofrimentos, frustrações e desajustes. Mas ela pode ser melhor! Na íntegra.

Você convive com um psicopata?

De Luiz Flávio Gomes:

Logo que o rumoroso caso “Bruno” ganhou força midiática – julho de 2010 – começaram a afirmar de que ele seria um psicopata, caso tivesse feito tudo que foi divulgado. Seria mesmo? Quem é o psicopata? Como ele se comporta? Como ele se relaciona com as pessoas? Você – por acaso – convive com um psicopata? Como funciona a cabeça dele? Nem todo psicopata é deliquente assim como nem todo delinquente é psicopata (Cleckley). De qualquer maneira, parece certo que a psicopatia se apresenta como uma das “produtivas fábricas” que integram nossa “Holding Brasil de violência e delinquência”. Na íntegra.

Só bate no filho quem tem preguiça de educar

De Marcelo Migliaccio:

O governo federal apresentou projeto de lei que proíbe pais de castigarem fisicamente os filhos. Palmada, beliscão, puxão de orelha e outras idiotices que quem tem preguiça de conversar usa para enquadrar crianças. Bato palmas de pé para o projeto. Se eu der um tapa em você na rua, você pode me processar. Por que então você tem direito de agredir seu filho? Na íntegra.

Casar na Igreja

Do padre Júlio Antônio da Silva:

A união amorosa entre um homem e uma mulher, para nós católicos, chama-se sacramento do matrimônio. Para a Igreja, sacramento é um gesto visível que transmite algo invisível. Ou melhor, é um sinal sensível e eficaz que garante a graça de Deus, em Jesus Cristo, na vida da gente. Se o sinal visível transmite uma realidade invisível, isso significa que o visível não é tudo. É apenas um indicativo do invisível. No matrimônio, é o amor oblativo entre um homem e uma mulher que marca e visualiza o sacramento. A Bíblia lembra que esse amor entre o esposo e a esposa deve ser semelhante ao amor que existe entre Jesus Cristo e a Igreja (Cf. Ef 5, 25-33). Cristo, por um amor apaixonado e apaixonante, entregou sua vida pela salvação total de todos e de todas, indicando que amor pra ser amor deve ser doação provada e comprovada até as últimas conseqüências, sem segundos interesses ou intenções: “Não existe amor maior do que dar a vida…” (Jo 15,13). Na íntegra.

Da beira do rio para a caixa de fósforo

De Felipe Spack:

Uma excelente reportagem da jornalista Paola Carriel publicada na Gazeta do Povo de hoje dá uma noção bastante precisa do que é racional e do que é irracional na questão habitacional curitibana. Segundo a reportagem, desde 2007 a Cohab de Curitiba reassentou cerca de 1,8 mil famílias que moravam nas beiras dos rios da capital. As famílias viviam um duplo problema: em primeiro lugar, tinham levantado suas casas em áreas pertencentes a terceiros, e por isso moravam irregularmente; em segundo lugar, tinham escolhido justamente as áreas de maior fragilidade ambiental para construir – aquelas localizadas a poucos metros da beira dos rios e córregos. Devido à sua fragilidade ambiental, a legislação brasileira proíbe a ocupação dessas áreas, consideradas de “preservação permanente”, com o intuito de resguardar tanto a saúde das famílias quanto a qualidade das águas. Na íntegra.

“É preciso oxigenar”

De Jair Jacoh:

Difícil entender o PMDB maringaense. O mesmo Crispim que se agarrou à presidência da JPMDB (juventude do PMDB), mesmo quando a idade já indicava que deveria passar o bastão a outro, foi guindado – e faz muito tempo – pelo grupo do ex-prefeito Said à presidência local do PMDB. E o que aconteceu? O PMDB que era muito forte em Maringá e região foi murchando e há tempos tem dificuldades para eleger um mísero vereador. Nada de candidaturas viáveis a prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador. Não vale citar o Odílio que é sozinho, uma marca forte e se elegeria por qualquer partido – aliás como já ocorreu.
O PMDB maringaense se apequena quando as ações partidárias miram apenas o interesse pessoal de alguns que insistem em manter-se fiéis aos que lhe dão cargos de confiança. É preciso oxigenar. A ação do Crispim foi importantíssima no momento em que dava sustentação a Said nos bairros, porém o tempo passou e este modelo há tempos dá sinais claros de exaustão.

Pecados no trânsito

Do padre Julinho:

Nossa cidade cresce assustadoramente. Já era o tempo em que tínhamos espaços garantidos para caminharmos e circularmos tranquilamente. Dentre os grandes e novos desafios para nossa engenharia urbana está o trânsito. No quadro acelerado do crescimento urbano, Maringá não seria diferente dos grandes e médios centros urbanos. O aumento de veículos automotores está em proporção ao aumento populacional da cidade. Aqui, falam de um veículo para cada 1.8 habitante. A circulação com veículos motorizados nos dá maior rapidez na execução de nossos trabalhos e passeios. Eles encurtam distâncias. Porém, em alguns casos, dão aos condutores uma sensação de autosuficiência e de domínio sobre os outros.  Aumentando a auto suficiência, pode-se correr no risco de cada um querer bater recordes de velocidade. Assim, experimenta-se o gostinho de dominar tudo e todos, inclusive o espaço que é destinado para todos. Aqui morre o perigo: Quantas imprudências! Quantas insanidades! Quantos descuidos! Quantos acidentes! Basta recordar números divulgados na imprensa: Em 2009, foram 58 os óbitos causados por acidentes de trânsito. Em 2010, até o dia 21 de julho, já somam 66 vítimas fatais, sem contar outros acidentes de pequenas montas. Que coisa estarrecedora! Na íntegra.

Parem de culpar a Deus pela morte

Do padre Sidney Fabril:
Fico impressionado com a imagem que algumas pessoas fazem de Deus, principalmente em relação à morte. Como é comum ouvir pessoas nos velórios tentando consolar os familiares da pessoa falecida com frases do tipo: “Você tem que se conformar porque Deus quis assim!” ou “Se Deus quis assim, o que é que a gente vai fazer?”. Uma vez fui consolar uma moça que havia perdido a mãe e a irmã num acidente e lhe disse: “Confie em Deus”, “Segure na mão de Deus e Ele vai lhe dar forças”, ao que ela me respondeu: “Não me fale de Deus, Ele não me interessa; Ele matou as duas pessoas que eu mais amava e eu não quero saber Dele”. Logo concluí que alguém havia dito para ela uma daquelas frases acima. Na íntegra.