Opinião

Desespero da mão-de-obra

Ei você que ainda acostuma a dar esmolas nas ruas e sinais! A mensagem é a seguinte: “Temos vagas”, “Estamos contratando”. A construção civil passa por um momento de dificuldade encontrar trabalhadores da área, assim como outros setores de nossa região: costureiras, programadores de sistemas… O governo do Paraná tem um programa de diversos cursos em Maringá, pós médio – profissionalizante: técnico de edificações, técnico em segurança do trabalho, técnico em meio ambiente, técnico em química, técnico administrativo, magistério. São cursos gratuitos, com vale transporte e janta.
Como se não bastassem as variáveis – pessoas se qualificando (procurando ocupações melhores), mercado de trabalho aquecido –  a Aência do Trabalhador vai contra o principal objetivo de todos (empresa, governo, trabalhador). Após ter aberto vagas durante três vezes consecutivas e não aparecer nenhum candidato a se cadastrar nessas vagas, sem qualquer exigência de experiência, passando todos os dias de manhã e vendo centenas de trabalhador na fila aguardando a agência abrir na busca de oportunidade de emprego, fomos até a agência pedir espaço para oferecer vagas aos trabalhadores.
Não fomos autorizados a oferecer vagas devido a burocracia do sistema da agência, pois as vagas oferecidas devem passar pelo sistema. Onde o objetivo maior da agência do trabalhador, não é recolocar trabalhadores no mercado, muito menos auxiliar empresas na contratação e sim indicar as pessoas para que passem pelo sistema e atinjam metas estabelecidas para liberação de fundos do governo. É um desrespeito com a sociedade fazer com que o objetivo seja atingir meta do sistema e não recolocação de funcionários.

Fábio Alexandre
Coordenador de Recursos Humanos (8804-0703)

Vote no PT e eleja a oligarquia

De Felipe Rigon Spack, do Direto de Esquerda:

As eleições de 2010 marcam o momento em que, para eleger Dilma, a cúpula do Partido dos Trabalhadores terminou de sufocar o que restava da sua base militante. No Maranhão, a aliança do PT com Roseana Sarney foi imposta pela Direção Nacional através da cassação da decisão do Diretório Estadual, que era pelo apoio à candidatura de Flávio Dino (PC do B). Em Minas Gerais, a imposição foi menos gritante, mas no fim das contas Hélio Costa, direitista velho de guerra, abocanhou o apoio petista. No Paraná, o PT entregou seus vinte anos de militância “de porteira fechada”, como se diz: as alianças serão não apenas para as candidaturas majoritárias (ao Senado e ao Governo do Estado), mas também para as proporcionais (a deputado estadual). Isso significa que, ao votar na legenda 13, os eleitores petistas ajudarão a empoderar candidatos de direita, como Alexandre Curi e Stephanes Junior. Leia mais.

Doutor Said

Do padre Orivaldo Robles:

Há quarenta anos sou amigo do Bernardelli. E também do doutor Said. Sinto que a política lhes tenha criado problemas. E deles com outras pessoas. Política faz isso mesmo. Mas que direito tenho de julgar? Não passo de um pobre pecador. Prefiro lembrar o Said marido de dona Irma, mulher valente, a quem ele, conhecido turrão, acabava acedendo. Como na pretensão de candidatar-se, ainda uma vez, que ela não aceitou. Ele pediu-me ajuda para convencê-la. Só para justificar-se, imagino, perante os correligionários. Sabia, desde sempre, que seria inútil. Conhecia a mulher que escolhera para esposa.  Na íntegra.

Paixão

Derrel Homer Santee:

O amor erótico faz parte da vida. O Livro dos Cânticos está entre as literaturas mais eróticas do mundo! É uma canção exaltando os prazeres do amor físico. Registra o diálogo entre dois apaixonados, um se entregando ao outro! A tradução não consegue transmitir para a nossa cultura a riqueza erótica das imagens. Na cultura hebraica, as imagens transmitem os prazeres do cheiro, sabor, tato e orgasmo. É paixão pura, sem falar em noivado, casamento, família ou filhos… É êxtase só, sem amarras culturais ou religiosas. É o delírio da libertação, sem neuroses e preconceitos. Na íntegra.

Que crueldade é essa?

De Tania Tait:

Num dia muitos beijos e muito amor, noutro um esquartejamento da mulher.Vimos estarrecidos pela TV as notícias do sequestro e assassinato de Eliza Samudio pelo goleiro do Flamengo, o Bruno. O que leva uma pessoa a cometer um ato desse tipo? Impunidade? Sentir-se dono do mundo? Dono da alma e do corpo da mulher? O fim da violência contra a mulher tem sido uma luta constante dos movimentos organizados de mulheres. Grandes instrumentos de apoio às mulheres vítimas de violência foram criados como a Casa Abrigo, as Delegacias da Mulher, as Centrais de Atendimento e a Lei Maria da Penha. No entanto, nem todo esse aparato tem protegido as mulheres e as crianças de crueldade de homens que se sentem seus proprietários a ponto de disporem de suas vidas. Na íntegra.

Salvação, obra de amor

Do padre Orivaldo Robles:

Uma senhora pobremente vestida, com os pés metidos em surradas sandálias, chegava, todos os dias de visita, ao saguão de espera da penitenciária. Trazia, invariavelmente, nas mãos uma matula com uma torta de palmito e outras iguarias que sabia serem do agrado do filho preso. Sujeitava-se, embaraçada, sem saber para onde olhar, ao exame das policiais femininas, norma imprescindível, nem por isso, contudo, menos constrangedora para alguém de quarenta e cinco anos, que se despia só na presença do companheiro, ainda assim, no quarto, à meia-luz. Por vergonha e ignorância não tinha ido a um médico ginecologista até a essa idade. Aceitava também, com imenso pesar, evidentemente, que agentes penitenciários revirassem seus quitutes graciosamente dispostos, no vagaroso trabalho de investigar se porventura ela não tinha tido a idéia (imagine!) de introduzir uma arma ou droga nas dependências da prisão. Desfaziam toda a beleza do embrulho. Na íntegra.

As ofensas à Verdade

Do padre Sidney Fabril:

Jesus nos ensinou que devemos amar a verdade e nunca cansar de buscá-la porque ela nos torna livres: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Liberdade e verdade são inseparáveis. Que valores importantes são e como são necessários a cada pessoa, às famílias e à sociedade. A verdade tem sido ofendida o tempo todo, cresce a desconfiança em geral e as relações ficam cada vez mais afetadas. Vamos falar de algumas ofensas à verdade. Uma das ofensas à verdade é o falso testemunho. Acontece quando uma afirmação contrária à verdade é emitida publicamente diante de um tribunal. Quando se está sob juramento, trata-se de perjúrio. Isso assume uma gravidade particular e compromete gravemente o exercício da justiça. O falso testemunho e o perjúrio contribuem para condenar inocentes e inocentar culpados. Na íntegra.

Moeda de troco

Do leitor:
Com a candidatura do senador Osmar Dias ao governo do Estado, em oposição aos tucanos, resta a conclusão de que seu irmão, senador Álvaro Dias, “convocado” por Serra para ser seu vice na chapa presidencial, vinha sendo utilizado como moeda de troco – e não moeda de troca. Ou a cúpula nacional tucana achava que Álvaro seria capaz de carrear 7,5 milhões de votos (total dos eleitores paranaenses) em favor do intragável Serra?
Neste episódio, ficou demonstrado que a importância política de Álvaro Dias é mínima, quase nenhuma. E que Serra, apesar de seu conhecido caráter autoritário, terá que engolir um vice iaprovado pelo Demo, partido cujo único governador – José Roberto Arruda – foi cassado neste ano por… corrupção. Serra, antes da cassação, considerava Arruda seu vice ideal…
Em tempo: já que os tucanos consideram FHC um “grande estadista” por que não indicá-lo como vice e colocar ponto final no imbroglio?

Eleição para deputado e o PT

Faz tempo agora, quando eu escrevi neste blog sobre a falta de estratégia  do PT de Maringá e região quando o partido lança os candidatos a deputados estaduais e federais. Vou repetir brevemente. A minha opinião é que na nossa região de Maringá deve ter um candiato para deputado estadual – que  deve ser de Sarandi; e um candidato só  para deputado federal e que deve ser de Maringá. Pode ter outros candidatos para a eleição estadual ou federal vindo da aliança que está apoiando a Dilma, mas vindo do PT como PT deve ter um  só um candidato para a eleição estadual, e outro candidato para eleição federal.
É questão de numeros: Maringá e a micro-região tem bastante votos para eleger um deputado federal do PT – o que mais me interessa – mas não pode pulveralizar estes votos em mais de um candidato: caso contrário Maringá e a região, mais outra vez, ficam sem deputado federal – como ficamos até hoje!

Crítica e Autocrítica

O jeito paulista de fazer política

De Rudá Ricci:

Se o jeito mineiro de fazer política é o mais português e feminino de todo o país, o jeito paulista é o mais norte-americano e masculinizado. O desastre atual do modo serrista de conduzir a campanha e definir o nome de seu parceiro de chapa é a expressão mais acabada do político paulista. Como sou paulista migrante, que vive em Minas Gerais, tenho um olhar caolho sobre a política dos dois Estados. Com este olhar que mira um com parte da visão no outro, vou me arriscar a sugerir um decálogo do jeito paulista de fazer política. Devo perder alguns amigos, mas nunca me acusarão de perder a piada. Vamos ao decálogo: Na íntegra.

Ligações perigosas

Do padre Orivaldo Robles:

Recebo ligação telefônica às dezenove horas, quase noite. Uma sedosa voz feminina chama alguém com meu nome, residente na minha cidade, assinante do meu número de telefone. Não creio que haja outro com tais características. Ela quer falar comigo, não há dúvida. Identifica-se: é fulana de tal, do banco tal, que escolheu aquela inusitada hora e aquele jeito estranho para me oferecer uma proposta irrecusável de vantagem financeira. Vantagem, diga-se, não para a instituição bancária, mas para seu ignoto interlocutor, por acaso, o autor destas mal traçadas. E lá vem a conversinha, que tanta gente ouviu e continua a ouvir por esse Brasil afora. Na íntegra.

O sistema das drogas

Do padre Júlio Antônio da Silva:

As drogas tornaram-se um problema gravíssimo para nossos dias. Elas circulam como mercadorias num amplo e complexo sistema. Neste, há os produtores, intermediários e consumidores do produto. Por isso devemos dizer de um “sistema das drogas”.  O elemento mais visível desse sistema é o usuário. Porém, no mundo das drogas ilícitas, o elemento mais visado dentro do sistema é o traficante, por ser quem faz a mediação entre o produtor e o consumidor. Contudo, ainda não é ele que detém a posição mais forte na complexidade do sistema. É uma ingenuidade reduzir o sistema das drogas, como geralmente se faz, à sua parte visível: plantador/preparador/consumidor/traficante. Leia mais.

O papel dos dossiês na política

Por RUDÁ RICCI

1. A mídia como fim político
Em 1967, Guy Debord vaticina que havíamos mergulhado na sociedade do espetáculo. Uma sociedade marcada pela tirania da imagem e submissão ao império da mídia. A vida havia se tornado representação. Luiz Felipe Miguel, em artigo publicado na revista de sociologia política de Curitiba de 2004, retoma esta tese para reforçar que a mídia havia se tornado o principal instrumento de contato entre a elite política e o cidadão comum. Os discursos políticos rapidamente se despersonalizaram para ganhar contornos midiáticos. Em outras palavras, todo político fala para uma massa sedenta de ações épicas, de ataques demolidores, da reconstrução da arena onde cristãos deveriam ser devorados. Continue lendo ›

Memória escolar: cadernos de caligrafia

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A caligrafia era uma atividade usual nas escolas e servia para exercitar a mão na tarefa de produzir uma escrita homogênea, harmônica e elegante. Coleções famosas foram produzidas: Escrita Brasileira Professora Orminda Marques, publicada entre 1940 e 1960; Caligrafia Vertical de Francisco Vianna, publicada entre 1908 e 1989. Nos anos 20 foi introduzida no Brasil a técnica da caligrafia muscular, considerada mais adequada aos tempos modernos. O fato é que os cadernos de caligrafia serviam de instrumento eficaz de difusão de um padrão lingüístico, da boa letra e, ao mesmo tempo, do nacionalismo, exaltando heróis e datas comemorativas através dos exercícios repetitivos.

Ivana Veraldo

A Igreja não pode ignorar a política

Do padre Sidney Fabril:

Estamos em época de preparação para as eleições. Sempre surgem questões ligadas ao relacionamento da Igreja com a política. Trago as reflexões do Documento nº 40 da CNBB, cujo título é “Igreja: comunhão e missão na evangelização dos povos, no mundo do trabalho, da política e da cultura”. Penso que é muito clara e profunda a reflexão trazida pelos bispos nesse documento sobre a postura da Igreja no mundo da política. (…) A Igreja não pode ignorar a política, não apenas enquanto instrumento necessário de organização da vida social, mas sobretudo enquanto expressão de opções e valores que definem os destinos do povo e a concepção do homem. Nos últimos anos, a Igreja no Brasil tem-se preocupado mais explicitamente com a relação fé-política e tem incluído, nas suas Diretrizes Gerais da Ação Pastoral, uma atenção particular às transformações políticas da sociedade brasileira. Leia mais.

Duas irmãs

Do padre Orivaldo Robles:

No espaço de três dias, Maringá perdeu duas mulheres não famosas, mas de valor como poucas. Não aparecerá quem as substitua. Até porque chegaram aqui num tempo sem volta, os saudosos anos 50, de privações e desafios que tantos conheceram apenas de ouvir falar. Elas os provaram na pele. Sem reclamação, com vigor de heroínas. Se tivessem recusado vir, haveria hoje uma lacuna em nossa história. Na íntegra.

Será o fim do pesadelo?

A taxa de juros do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) diminuiu de 3,5% para 3,4% ao ano. A resolução vale tanto para novas contratações, quanto para o saldo devedor dos contratos já firmados. Ao longo do tempo as taxas de juros do Fies mudaram: de 9% ao ano para contratos assinados antes de 1/7/2006; de 6,5% e 3,5% (cursos de licenciatura) para contratos assinados depois de 1/7/2006 e antes de 26/8/2009; de 3,5% ao ano para contratos assinados depois de 26/8/2009 e antes da resolução atual. O prazo para quitação da dívida, que antes era de duas vezes o período do curso, passou a ser de três. Já o processo de seleção para o Fies, que antes era feito no início de cada semestre, passou a ser feito a qualquer momento do ano, em agências da Caixa Econômica ou do Banco Brasil. No ano de 2009, a CEF informou que a taxa de inadimplência do Fies era de aproximadamente 25%.

Ivana Veraldo

Mudanças do Fies. Será o fim do pesadelo?

A taxa de juros do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) diminuiu de 3,5% para 3,4% ao ano. A resolução vale tanto para novas contratações, quanto para o saldo devedor dos contratos já firmados. Ao longo do tempo as taxas de juros do Fies mudaram: de 9% ao ano para contratos assinados antes de 1/7/2006; de 6,5% e 3,5% (cursos de licenciatura) para contratos assinados depois de 1/7/2006 e antes de 26/8/2009; de 3,5% ao ano para contratos assinados depois de 26/8/2009 e antes da resolução atual. O prazo para quitação da dívida, que antes era de duas vezes o período do curso, passou a ser de três. Já o processo de seleção para o Fies, que antes era feito no início de cada semestre, passou a ser feito a qualquer momento do ano, em agências da Caixa Econômica ou do Banco Brasil. No ano de 2009, a CEF informou que a taxa de inadimplência do Fies era de aproximadamente 25%.

Ivana Veraldo

Memória escolar: os cadernos

O caderno é hoje um dos objetos mais comuns na vida cotidiana escolar. Surgiram nos Colégios Jesuítas europeus (séc. XVI) e nas escolas francesas cristãs de La Salle (séc. XVII). Inicialmente, constituíam-se numa espécie de livro branco, proposto em substituição ao texto impresso com grandes espaços, permitindo ao aluno anotar a explicação dada pelo professor. A partir do século XVIII os cadernos foram completamente incorporados e absorvidos pela educação pública européia. Nesse período, no Brasil, era a areia e, na melhor das hipóteses, a lousa, que serviam de suporte para a escrita escolar. Somente no final do século XIX e início do século XX, com a ampliação da alfabetização popular, é que o caderno passaria a ser utilizado na escola pública brasileira.

Ivana Veraldo

Memória escolar: as carteiras

As carteiras escolares utilizadas nas escolas públicas são fontes materiais importantíssimas para a contextualização das práticas adotadas pelas escolas. O mobiliário escolar sofreu grandes interferências dos avanços tecnológicos. Até boa parte do século XX a disposição do mobiliário em sala de aula era fixa e reforçava a autoridade patriarcal expressa na figura do professor. A flexibilização das relações dos indivíduos nas famílias e na sociedade inventou uma nova relação entre alunos e professores e o mobiliário escolar atual expressa essas mudanças. Hoje, privilegia-se a individualidade, a mobilidade e a versatilidade de arranjos na sala de aula. Os móveis ganharam em leveza, mas perderam em durabilidade. As carteiras são descartáveis!

Ivana Veraldo

O namoro global

Globalizaram tudo e me parece que agora é a vez do amor. Quem tem tempo para se doar, sentir ou amar? O negócio agora é o amor instantâneo, esse que tem anúncio em cada site de internet, que dura poucos dias e não dá trabalho, é só “seguir” ou “torpedear” o parceiro e está pronto, estamos namorando. Disponível em todas as mídias, com acesso fácil em áreas WiFi e divulgado a todos os cyber amigos. Pois é meus caros, o romance se foi, pegar na mão é coisa do passado, fidelidade é verbete esquecido no dicionário. Pare, seja careta! Amanhã presenteie quem você ama com algo de verdade, com carinho, com toque honesto, com os olhos de quem doa, e assim a lembrança comprada vai somente acompanhar o que realmente importa.

Edison Pilati Junior

Sisu: Sistema de Seleção Unificada

Nos últimos dias a mídia tem divulgado informações sobre as inscrições no Sisu, mas o programa continua desconhecido do grande público. Trata-se de um sistema informatizado, gerenciado pelo MEC, por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionam novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). O processo seletivo do Sisu a ser realizado em junho deste ano selecionará candidatos a vagas para ingresso no segundo semestre de 2010. O Sisu foi criado em 2010 e tem recebido críticas por ser instável e lento. Outras informações podem ser obtidas aqui.

Ivana Veraldo

Sobre a fragilidade dos laços afetivos

Logo chegará o Dia dos Namorados e a proximidade da data me faz lembrar de um livro que li recentemente: Amor Líquido (2004), do sociólogo Zygmunt Bauman. Embora seu objetivo seja o de analisar o impacto da internet sobre os laços afetivos ele nos ajuda a desmascarar a fluidez que rege as relações em geral. Predominam relacionamentos frágeis, descartáveis, frenéticos, frívolos, superficiais e pouco autênticos. Desapareceram as perspectivas de longo prazo e prevalecem os curtos laços, o “ficar com”. Sendo assim, pergunto o que vamos comemorar no dia dos namorados?

Ivana Veraldo

Fies tornou-se um pesadelo

O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), crédito educativo do governo federal destinado aos estudantes de baixa renda que passaram no vestibular de faculdades particulares transformou-se em um pesadelo. A crise levou o MEC a rever o programa criado, em 1999, pelo governo FHC e mantido na gestão do presidente Lula. A dívida acumulada com a Caixa Econômica Federal (CEF) no decorrer do curso cresce exponencialmente e se torna praticamente impagável após a formatura. As novas medidas estão sendo encaradas pelo MEC como a tábua de salvação para evitar o naufrágio do programa, mas estão longe de resolver o problema dos estudantes pobres. Apesar de amenizar os impactos negativos para os futuros financiamentos, as propostas não resolvem o problema dos estudantes que possuem contratos antigos. É um programa social que resolve o problema do acesso à educação pelos pobres, mas cria outro problema quando os endivida absurdamente.

Ivana Veraldo

Como construir 25 bibliotecas por dia?

Afirmei dia 28.05 que foi aprovada uma Lei que determina a instalação de bibliotecas em todas as escolas até 2020. De acordo com estudos realizados pelo movimento Todos pela Educação (com base em dados do Censo da Educação Básica) será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020 para que Municípios e Estados possam cumprir a nova lei. O déficit de bibliotecas no ensino fundamental é de 93 mil; na educação infantil, apenas 30% dos colégios têm acervo e no ensino médio o número de escolas sem biblioteca é de 3.471.

Ivana Veraldo

Profissões esquecidas: um ferreiro em Maringá

A técnica de trabalhar o ferro era promissora e necessária, porém, esta profissão foi se extinguindo com a modernidade. Os ferreiros manipulavam  o fole e a forja, moldavam o ferro, ferravam os cavalos e realizavam pequenos reparos nas carroças. Apesar de o trabalho do ferreiro já ter sido considerado extinto na década de 70, podemos observar que esse ofício  ainda permanece em algumas regiões do interior do Paraná. Em Maringá, lembro de um ferreiro que manteve sua oficina na avenida Paraná até a década de 80, no centro da cidade. É possível que ainda existam outros, pois cavalos e carroças ainda resistem. Onde estão os ferreiros de Maringá?

Ivana Veraldo

Memória escolar: o mimeógrafo a álcool

Pode ser espantoso, mas ainda há escolas que o usam, pois o xerox e o computador ainda não são utensílios totalmente democratizados nas escolas. O Mimeógrafo foi durante muito tempo a mais barata e eficiente forma de impressão para pequenas tiragens. Primeiro era preparada uma matriz, ou estêncil, que era enrolada no cilindro; colocava-se o álcool, introduzia-se o papel, girava-se a manivela e a cópia saía do outro lado do artefato: um impresso com indefectíveis letras roxas borradas. O cheiro que exalava das cópias é inesquecível. Mas, as páginas ficavam, em pouco tempo, ilegíveis.

Ivana Veraldo

Um ano sem Neidinha

Do padre Orivaldo Robles:

Desculpando o mau jeito da comparação, pessoas são como caminhões basculantes rodando por estradas de cascalho: quanto mais vazias, mais barulhentas. Algumas sentem invencível necessidade de chamar sobre si a atenção dos outros. Sofrem se não estão em evidência. Precisam de holofotes a iluminá-las sem parar. De outra forma, não aguentam o vazio de uma vida pouco mais que inútil. Outras, ao contrário, não fazem a menor questão de aparecer. Nem precisam. Sua simples presença é expressão de grandeza. Vivas, assinalam sua importância pelo bem que espalham. Quando morrem, ninguém as substitui.  Uma dessas deixou-nos há um ano. No dia 8 de junho passado, a casa do Pai recebeu Neide Luize, que todos chamávamos Neidinha. Cavou em nossa vida um buraco difícil de preencher. Leia mais.

Memória escolar: as medalhas de honra ao mérito

Já fiz referência aos castigos escolares em outra postagem. Mas, as escolas, além de praticar a punição, também colocavam em ação um conjunto variado de estratégias de premiação. Vale lembrar as famosas medalhas de honra ao mérito que representavam um incentivo dado aos alunos que obtivessem o melhor rendimento escolar. Essa prática foi muito comum nas décadas de 1960 e 1970. A meritocracia continua, porém, hoje os prêmios e os castigos são outros.

Ivana Veraldo

Apenas 56% de escolas estão conectadas à internet

O Brasil tem pouco mais da metade das escolas conectadas à internet, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Enquanto o país mantém 56% das escolas com acesso à rede, no Chile a cobertura chega a 75% e o Uruguai mantém 100% de cobertura de internet banda larga nas escolas. Nossa defasagem é enorme!

Ivana Veraldo