Blog

Filiação confusa

A situação eleitoral do prefeito de Ivatuba e presidente das Amusep, Vanderlei de Oliveira Santini (PSB), intriga os adversários. Ele preside o PSB em sua cidade, mas no sistema do TSE a filiação, feita em 2007, aparece uma vez como cancelada e outro como regular, embora as datas sejam as mesmas.
Se a filiação está confusa, sua situação para novas eleições, não: ele é atingido pela Ficha Limpa em pelo menos duas vezes, já que possui várias condenações com suspensão de direitos políticos no Tribunal de Justiça do Paraná.

Brasil

A maior grilagem acabou

De Lúcio Flávio Pinto, no site Cartas da Amazônia:
Nesta semana a subseção da justiça federal de Altamira, no Pará, vai receber os autos do processo sobre a maior grilagem de terras da história do Brasil, talvez do mundo. São quase 1.500 páginas de documentos, distribuídos em seis volumes, que provam a forma ilícita adotada por um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil contemporâneo para se apossar de uma área de 4,7 milhões de hectares no vale do rio Xingu.
Se a grilagem tivesse dado certo, Cecílio do Rego Almeida se tornaria dono de um território enorme o suficiente para equivaler ao 21º maior Estado do Brasil. Com seus rios, matas, minérios, solos e tudo mais, numa das regiões mais ricas em recursos naturais da Amazônia. O grileiro morreu em março de 2008, no Paraná, aos 78 anos, mas suas pretensões foram transmitidas aos herdeiros e sucessores .Leia mais.

Akino

Seria falta de decoro?

Li no blog do Luiz Fernando Cardoso e reproduzo: “As vereadoras Marly Silva (PPL) e Márcia Socreppa (PSDB) aproveitaram o Maringá Liquida, no último final de semana, para fazer compras. Foi o que sugeriu o vereador Mário Verri (PT), nesta terça-feira (28), durante a sessão ordinária da Câmara Municipal. “Deve ter sido muito bom [o Maringá Liquida], porque as vereadores Márcia e Marly estão com roupas iguais”, comentou Verri. “Devem ter aproveitado algum desconto”, emendou, arrancando risos dos presentes. Apesar do embaraço, as vereadoras levaram o episódio na esportiva. De bate-pronto ouvi uma assessora parlamentar comentar: “que deselegante” (…). Verri foi o autor da frase “Ourizona é um dos melhores municípios do País. Onde existe ouro e zona não há algo melhor”, que deixou indinados muitos moradores do município vizinho.”
Meu comentário: Seria falta de decoro, não fosse uma daquelas mancadas a que todos estamos sujeitos. Continue lendo ›

Akino

Concordo em parte

Li no do blog do bem informado Lauro Barbosa, e reproduzo: “O presidente do Observatório Social, Carlos Anselmo, defende a mera reposição da inflação para o subsídio dos vereadores, que passaria dos atuais R$ 6.679,40 para R$ 7.080,16 em 2013. Ele foi um dos participantes da reunião de ontem a noite, na Câmara, que discutiu o assunto. ”
Meu comentário: Concordo que é um bom subsídio e acrescentaria a obrigatoriedade do Vereador dar expediente de pelo menos 6 horas diárias na Câmara. R$ 7.080,00, com a obrigação de trabalhar apenas 6 horas semanais, contra 40, em média, do trabalhador comum, representa R$ 47.200,00, o que é um hipersalário. A grande maioria não faz jus. Vereador, numa cidade como Maringá, deveria ter formação superior, demonstrar conhecimentos mínimo de direito, administração, contabilidade, economia, e dedicação quase que exclusiva.
Akino Maringá, colaborador

Ivana Veraldo

Dilemas de mulher

Dias desses recebi no celular uma carinhosa mensagem escrita por um homem bonitão, com idade próxima a minha, trabalhador e honesto: “Ivana, gostei da sua peçoa, o que posso faser para meresser sua atensão? Se voçe me olhar, com sertesa serei mais felis”. Caramba, até agora estou tonta. Magoou!
Ivana Veraldo

Blog

Com a bênção de Ricardo, Pupin será candidato a prefeito

Agora que o capo Ricardo Barros voltou de mais uma viagem a Suíça e China, que desta vez durou 15 dias, a coisa começa a andar na administração maringaense – e no PP também. Na manhã deste domingo o Conselho Político (o outro nome de Ricardo) definiu que o vice-prefeito Carlos Roberto Pupin será o candidato a prefeito do partido; o médico Marco Antonio Rocha Loures só oficializou a desistência, enquanto Ulisses Maia foi convidado para ser candidato a vereador.
Especula-se que agora, mesmo sem a aguardada renúncia de Silvio II (dona Bernadete teria vetado o que era desejo do irmão mais novo), Pupin deve passar a ter mais poder dentro da administração.

Memória

A zona proibida de Maringá

Histórias e personagens marcaram trajetória da antiga zona de prostituição de Maringá, que funcionou na Vila Marumby entre as décadas de 50 e 70

Foto Hilário, zona
O escritor José Hilário volta à praça da Vila Marumby: recordações da antiga zona de Maringá

Texto Donizete Oliveira
Fotos Ivana Martins e Carlos Ronchin
donijornalismo@gmail.com

Nas décadas de 50 e 60, muitos libaneses vieram para o Brasil em busca de oportunidades que não encontravam no velho mundo. Propagava-se que aqui era a terra do novo mundo. A Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, colonizadora da região, fez propaganda em alguns países europeus sobre o eldorado que se abria no Norte e Noroeste do Paraná.
Alta, cabelos negros, lábios carnudos, charmosa e fino trato. Assim era Fátima, libanesa de Beirute. Com sua conversa atraente ganhava a simpatia de seus interlocutores. Atraída pela nova terra, embarcou num navio grego rumo ao Brasil.Continue lendo ›

Memória

Último bar resiste

Pioneiro Vila Mar, zona
O pioneiro Joaquim Caetano, cujo bar resiste ao tempo na Vila Marumby

O pioneiro Joaquim Caetano da Costa, 78, nasceu em Correntes, município de 17 mil habitantes no agreste pernambucano. Chegou a Maringá em 1953. Veio atraído pelo café, que na época tinha fama de fazer fortuna no Norte e Noroeste do Paraná. “A gente ouvia falar muitas coisas boas dessa região, então resolvi conhecer”.
Em 1969, ele se mudou para a Vila Marumby e instalou um bar que está até hoje no local, o Bar Nordestino. “Fiz minha vida aqui, na época corria muito dinheiro”, declara. Caetano vendia bebidas, salgadinhos e tinha uma percentagem no preço cobrado pelas mulheres que acertavam programas no seu bar.Continue lendo ›

Memória

Tinha até cadeia no local

Osvaldo Reis, zona
Osvaldo Reis diz que até cadeia existia no local

O escritor Osvaldo Reis, 62, guarda boas recordações da zona da Vila Marumby. Aos 15 anos, começou a frequentá-la. Sem o que fazer à noite, ia à zona. Não tinha dinheiro, mas diz que era boa pinta e sempre arrumava alguém para dormir com ele. “As mulheres gostavam de mim”, declara.
Ele afirma que sua lembrança mais marcante era da cadeia que existia no local. Embora nunca tenha ficado lá, Reis diz que era uma sala improvisada para prender pessoas envolvidas em pequenas confusões. “Alguns permaneciam até o dia seguinte, outros eram soltos duas, três horas depois”, conta.Continue lendo ›

Memória

Delegado cassou alvarás

Vereador, zona
O ex-vereador João Scramim mostra jornais que retrataram a polêmica causada pelo fim da zona

O então vereador João Waldecir Scramim, hoje com 71 anos, não foi o responsável pelo fim da zona de prostituição da Vila Marumby. Natural do interior do Estado de São Paulo, ele chegou a Maringá em 1951. Entre 1973 e 1976 foi vereador pela Arena.
Ele diz que a zona de prostituição impedia o crescimento da cidade pelo lado do cemitério e Avenida Cerro Azul. Maringá só crescia em direção ao Jardim Alvorada e à Vila Morangueira. Incentivado por moradores, apresentou um projeto de lei na Câmara propondo o fim da zona de meretrício na Vila Marumby. A proposta causou polêmica. Continue lendo ›

Memória

Fatores que determinaram o fim das zonas

Foto Eliane, zona
Psicóloga Eliane Maio aponta fatores que puseram fim às zonas de prostituição

A psicóloga Eliane Rose Maio, 51, diz que o fim das zonas de baixo meretrício, como eram conhecidas, deu-se por aumento das doenças sexualmente transmissíveis, emancipação da mulher e liberdade sexual.
Especialista em sexologia, doutora em educação e professora da UEM (Universidade Estadual de Maringá), ela afirma que o alto índice de doenças sexualmente transmissíveis começou a preocupar os homens. Diagnósticos de sífilis e gonorréia os deixavam expostos e causavam problemas na família.Continue lendo ›

Memória

Cantor começou na zona

Rebite
Rebite começou cantando nas boates da zona, na Vila Marumby

O sapateiro Wanderley Guilherme da Silva, 58, o Rebite, cantou por 10 anos nas boates da Vila Marumby. Ele e o conhecido cantor maringaense Nego Rosa animavam as noites do local na época da Jovem Guarda. Rebite começou a se apresentar nos programas da Rádio Cultura. Surgiu, então, a oportunidade de ganhar algum dinheiro cantando na zona.
Ele aceitou e não parou mais. Difícil era chegar ao local. Havia apenas uma estrada cercada pelo mato e um ônibus que ia até a Vila Marumby por volta das 22 horas. Para voltar, só de carona, se tivesse sorte de conseguir uma.
Nas quintas, sextas e sábados, o movimento nas boates era intenso. Vinha gente de toda a região. De vez em quando havia batidas policiais. “Eu ficava no meu canto, como era o cantor, eles não mexiam comigo”, lembra-se.Continue lendo ›

Memória

Violência afugentou clientes

Casas, zona
Bares da Vila Marumby, cujos alvarás foram cassados em 1976

O Diário do Norte do Paraná estampava na página dois em 16 de março de 1976: “O fim da zona do meretrício”. A matéria destacava: “O ambiente na Vila Marumby é de tristeza. Ontem terminou o prazo determinado pelo delegado de polícia para o fechamento dos bares e boates”.
A alegação do delegado para a cassação dos alvarás de boates e bares se deu porque o local passou a ser frequentado por traficantes e consumidores de maconha. Charreteiros que faziam ponto na praça central da Vila Marumby, hoje Praça vereador Eurico Vieira Guido, se diziam desanimado com a falta de movimento.
Um deles, em entrevista à Folha de Londrina, em 1975, não poupou críticas à polícia, que teria desistido de fazer plantão no local. “Só continuo trabalhando porque sou velho e não quero ficar parado em casa”, reclamou. “Antigamente, isso aqui era bom para se ganhar dinheiro”.
De acordo com a reportagem da Folha, naquele ano, apenas cinco charreteiros faziam ponto no local contra 32 em anos anteriores. “Isso se deu por falta de policiamento, são raras as noites em que não há assaltos, esfaqueamentos, tiroteios e outros delitos praticados aqui”, complementou outro charreteiro.

Memória

Da Avenida Guaíra à Vila Marumby

Do professor Reginaldo Dias:

Maringá conviveu com a chamada zona do baixo meretrício (ZBM) até meados da década de 1970, quando já contavam mais de 25 anos de fundação, e o período pioneiro convertia-se em monumento da memória. A “zona” – maneira econômica que o povo adotou para se referir ao termo – então se  localizava na Vila Marumby, logo após o limite sul do desenho original do plano de urbanização de Maringá, cuja fronteira, para usar uma referência atual, era a linha que hoje constitui a Avenida JK.
As zonas de prostituição costumam fazer parte da paisagem das áreas de expansão de fronteira, convertendo-se tanto em palco dos lazeres de licitude controversa quanto dos negócios que se proliferam. Até certo momento do processo de urbanização, são vistas com um pouco de romantismo e como problema a ser oportunamente erradicado.Continue lendo ›

Maringá

Manual do Candidato

Será lançado na próxima quarta-feira às 19h30, na Câmara de Maringá, o livro “Eleições 2012 – Manual do Candidato”, de Ulisses Maia Kotsifas, Humberto e Alex Kotsifas. O evento não é oficial, é promovido pela Editora Juruá, embora o convite tenha sido entregue junto com o holerite em pelo menos um órgão do poder público municipal.

Educação

Capes aprova mestrado em Aquicultura

Visita UFPR Palotina
O professor Gilberto Pavanelli. ex-reitor da UEM, foi informado pela Capes-MEC na última sexta-feira que o mestrado em Aquicultura e desenvolvimento sustentável foi aprovado pela agência. Proposto pela UFPR – campus Palotina (a foto é de quando os consultores estiveram lá), o curso iniciará as atividades em agosto e terá dez bolsas para os alunos. A noíicia oficial sairá na página da Capes possivelmente esta semana. O diploma será expedido pela UFPR.

Geral

Empresário será sepultado em Maringá


Será sepultado às 17h de hoje, em Maringá, o empresário Marcelo Gimenes Hila, 46, falecido ontem à tarde em acidente no km 16 da PR-554, perto de São Jorge do Ivaí. Ele seguia com um grupo de trilheiros para um encontro de motociclistas em Cianorte, numa Suzuki Hayabuza de 1.300 cilindradas adquirida há três dois meses,quando numa curva invadiu a outra pista e chocou-se contra um caminhão carregado de soja. Marcelo, empresário em Paranavaí, era filiado desde 2009 à federação estadual de motociclismo (enduro regularidade).
(Foto: Maringá Manchete)

Ivana Veraldo

Novamente, as vagas nas creches

Para resolver o problema da falta de vagas nas creches de Maringá há quem defenda, por exemplo, a parceria entre o poder público e a iniciativa privada; a Prefeitura subvencionando financeiramente instituições particulares para que elas ofertem vagas para suprir a demanda. Esse modelo de parceria já vem sendo adotado em outros municípios, principalmente do Estado de São Paulo. Entre os educadores ele é muito criticado, principalmente por representar um passo para a total privatização da Educação Infantil e pela precariedade dos serviços ofertados. As parcerias geralmente são efetivadas em municípios com baixa tributação e, consequentemente, poucos recursos para serem investidos na educação. Não é esse o caso da nossa cidade, felizmente. Aqui, falta planejamento, gestão adeq uada…
Ivana Veraldo

Verdelírio

Bem lembrado

Ontem, um ex-integrante do PMDB e que já exerceu diversos mandatos, fez uma lembrança importante: “ Será que não estão lançando um novo Antonio Assunção?” Antonio Assunção foi o candidato a prefeito lançado e apoiado pelo saudoso prefeito Silvio Magalhães Barros.Continue lendo ›

Ivana Veraldo

O Proinfância e o déficit de vagas nas creches

A Prefeitura de Maringá, para resolver o problema da falta de vagas nas creches, pode solicitar apoio financeiro do MEC através do Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância). Os recursos do Programa podem ser utilizados para a construção, reforma e aquisição de equipamentos e mobiliário para creches e pré-escolas públicas da educação infantil. O objetivo do Programa é garantir o acesso de crianças a creches e escolas de educação infantil públicas, especialmente em regiões metropolitanas. Como Maringá integra uma região metropolitana é possível solicitar o apoio. O problema é que a condição para o acesso ao ProInfância é a aprovação das contas do município, principalmente na esfera educacional.
Ivana Veraldo

Crônica

Cidade “indormível”

Do padre Orivaldo Robles:
Relato a experiência minha e de muitos outros: há noites em que é impossível dormir. Como esta. Levanto-me e vou escrever. São quatro da madrugada. Desde as duas, estive me virando na cama. Não é insônia. É o ruído que sobe da rua. Como a coisa mais normal do mundo. Vozerio e gargalhadas que furam até janela antirruído. Quem não pode comprar isolamento acústico tem que fugir para o campo? Noites de sexta e de sábado, em especial, são um suplício. Jovens (e não jovens) varam a noite conversando e rindo alto. Danem-se os panacas que tentam descansar como gente normal. Calculo o tormento dos pobres pais de crianças pequenas. “Varam a noite” não é exagero. Quem se levanta às seis da manhã ainda os vê na calçada. Latinhas e garrafas vazias foram descartadas diretamente no passeio ou na sarjeta. Ainda que perto se encontrem cestos de lixo. Para que se preocupar com isso? Nossas calçadas e ruas são tão espaçosas!Continue lendo ›

Brasil

Planalto preocupado

De Lauro Jardim:
O Planalto está preocupado com a evolução do movimento do PMDB no Congresso. A avaliação é que a insatisfação vai eclodir justamente na semana da votação do Código Florestal, tema que não conta com a menor simpatia de boa parte da base governista ligada ao agronegócio.
Olheiros do palácio no Senado também identificaram avanço na crise envolvendo a recondução de Bernardo Figueiredo na ANTT. Roberto Requião já não articula sozinho para derrubar o homem do trem-bala.

Akino

Meu lado mulher

Este foi comentário de Celene Tonela, em postagem recente: “Prezado Rigon, leio seu blog mas raramente me pronuncio. Entretanto, causou-me tamanha indignação a opinião do senhor Akino que resolvi protestar. Luto e acompanho a luta das mulheres por igualdade e por políticas públicas há mais de uma década. Delegacias de Mulheres, Secretarias Municipais, a Secretaria Especial para Mulheres do Governo Federal, os conselhos municipais para mulheres e a Lei Maria da Penha são elementos que se somam nessa luta. São demandas da sociedade. A Secretaria Municipal para as Mulheres é uma conquista de todas nós e não um capricho de um gestor. Gestor, aliás, que é substituído periodicamente por meio de eleições. Se há má utilização do órgão, condene-se o gestor e não a estrutura. Vemos a má utilização de recursos públicos em muitas outras situações, mas ninguém bradando para se eliminar uma secretaria de saúde, por exemplo. Fazendo uso de um ditado popular, o Sr. Akino quer “matar o boi para eliminar o carrapato”. Infeliz pronunciamento próximo à nossa data – o 8 de março.”
Meu comentário: Prezada Celene, agradeço sua manifestação, através da qual presto minhas homenagens às mulheres, que são tão iguais aos homens e esclareço: Continue lendo ›

Geral

Documentos perdidos

Antero Rocha perdeu todos os seus documentos e cartões entre 19h e 19h30 de ontem, na avenida Brasil, entre a Paraná e a Parigot de Souza, em Maringá. Quem achar deve entrar em contato pelo fone 9914-7353.