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Prefeito deve pedir nova licença

Mais uma licença, que incluirá uma nova viagem internacional, deverá ser solicitada pelo prefeito de plantão em Maringá, Silvio Barros II (PP). O blog ficou sabendo que ele encaminhará amanhã, para ser votado em regime de urgência, um pedido para ficar distante da prefeitura por pelo menos 100 dias – até o final de julho, prazo final para que os partidos escolham seus candidatos. Neste período, o vice Carlos Roberto Pupin, pré-candidato a prefeito, volta a esquentar a cadeira; dias atrás Pupin nomeou alguns assessores na tentativa de formar seu próprio secretariado. O pedido de licença, o terceiro nas últimas semanas, acontece depois de uma segunda-feira tensa no escritório do irmão mais novo, Ricardo Barros.
O pedido de licença deve estabelecer que SM SBII irá ficar dez dias em viagem internacional, às custas dos cofres públicos, a partir do final de maio. Ele irá a Kakogawa, cidade-irmã de Maringá no Japão.

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Entenda-se…

Durante a realização da audiência pública contra a usina de incineração de lixo em Maringá, encerrada no início da tarde de hoje na câmara municipal, o representante do IAP informou que a prefeitura havia solicitado a suspensão da licença ambiental para o incinerador. Suspender, como se sabe, é diferente de cancelar e desistir. Além de reafirmar a falta de planejamento da administração, o pedido de suspensão faz a gente pensar: se ia suspender, por que então o prefeito licenciado viajou para a Europa?

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Governo Richa não segue orientação do MP e dá licença ao incinerador

O Instituto Ambiental do Paraná concedeu licença prévia para que a Prefeitura de Maringá realize estudos de impacto ambiental para implantação da usina de incineração de resíduos sólidos, obsessão dos irmãos Barros. O prefeito licenciado Silvio Barros II (PP) teria ido hoje a Curitiba com o propósito de acelerar o processo, que foi movimentado no final da tarde. Nesta quinta-feira ele reassume o cargo, permanece quatro dias, período durante o qual assinará a autorização para os estudos do incinerador, e depois viajará para Portugal e Espanha, pretensamente para tratar do tratamento do lixo. O intervalo de quatro dias, portanto, parece ter sido minuciosamente combinado entre o prefeito e o IAP.
A decisão do governo Beto Richa contraria recomendação do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, emitida no último dia 22. O blog ficou sabendo que a Fox, empresa que há mais de um ano iniciou contato com a administração maringaense para a instalação do incinerador, pagou a viagem de fiscais do IAP à Europa para conhecer seu sistema.

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Vai e volta

Não é fácil explicar, com tanto entra-e-sai, mas vamos lá: o prefeito licenciado Silvio Barros II (PP), que estaria em Curitiba hoje tentando arranjar uma boquinha no governo Beto Richa (ele quer aproveitar a brecha da capenga Lei Ficha Limpa paranaense), retorna ao cargo amanhã, dia 12, quando vence a atual licença. Fica na cadeira por quatro dias, e no dia 16 cai na capoeira internacional, de novo, ficando até o dia 21. A partir daí é especulação e mistério: ele retornaria ao cargo e ficaria até o final do mês, quando, então, finalmente, obedeceria o irmão mais novo e renunciaria ao segundo mandato.

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Renúncia? Só licença…

Uma pergunta ficou sem resposta do prefeito licenciado de Maringá, na reunião de ontem. E partiu de Devanir Almenara, que, aproveitando a deixa de que o prefeito não quer deixar o lixo para seu sucessor, perguntou: “O sr. não vai renunciar não?”.
Silvio Barros II quer ficar licenciado o quanto der. Hoje os vereadores devem votar mais um pedido de licença (a atual vence na quinta-feira), esticando sua folga até o dia 22 próximo. Neste período ele embarca para a Europa, com recursos públicos, ficando dois dias em Portugal para vender a ideia do momento, o Lipor. Na prática, com Pupin no paço municipal e SB II viajando, o bolso do contribuinte maringaense paga a inusitada situação de ter dois prefeitos.