Meia boca
O prefeito eleito, Roberto Pupin, anunciou ontem a metade do seu secretariado. Pelo anunciado é um secretariado meia boca.Continue lendo ›
O prefeito eleito, Roberto Pupin, anunciou ontem a metade do seu secretariado. Pelo anunciado é um secretariado meia boca.Continue lendo ›
Ainda a respeito dos cerca de 30% do secretariado de Ricardo Barros Carlos Roberto Pupin divulgados hoje, os leitores comentam:
1 – Todos os nomes são técnicos. Afinal, todos os 196 milhões de brasileiros somos técnicos de futebol.
2 – A melhor escolha foi a do prefeito de Munhoz de Mello, Gilmar Silva (PMDB), que é zootecnista e vai cuidar dos animais recursos humanos.
3 – A equipe de colaboradores de Pupin tem tudo para ser conhecida como Secretariado Verão, pois deve durar no máximo até março de 2013.
A primeira parte do secretariado de Carlos Roberto Pupin (PP) não resistiria à Lei Ficha Limpa, do ainda vereador Carlos Eduardo Saboia Gomes (PMN), que está dormindo em alguma gaveta da Câmara de Maringá. Além de pelo menos dois condenados (um deles criminalmente, em segunda instância), agrega em particular um ex-secretário, experiente, e que até o início do processo eleitoral era um dos principais críticos do atual vice-prefeito. Até há algum tempo ele comentava abertamente na Boca Maldita que Pupin não tinha perfil sequer para ser vice de uma cidade como Maringá, que diria prefeito.
Destaca-se, de outro lado, na relação de pessoas cujo salário será pago pelos próximos meses pelo contribuinte maringaense, a presença de um prefeito experiente (Gilmar Silva, de Munhoz de Mello, numa das secretarias que surgiram do esquartejamento da Administração), mantendo a tradição dos Barros de ter alguém da região cuidando da parte administrativa, a de dois ex-candidatos a prefeito e um ex-candidato a vice-prefeito.
O vice-prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) confirmou hoje, na prefeitura, parte de sua grande equipe (ele dobrou o número de cargos comissionados para atender os 18 partidos que o apoiaram no segundo turno). Sâo estes os nomes:
Secretaria de Saneamento – Alberto Abraão Vagner da Rocha (PV), ex-ouvidor na gestão Said Ferreira.
Secretaria de Assuntos Comunitários – Miguel Grillo (PMDB), ex-diretor do Detran e parte do trio que comanda o PMDB.
Secretaria de Meio Ambiente – Umberto Crispim (PMDB), presidente do PMDB.
Secretaria de Recursos Humanos – Gilmar José Benkendorf Silva (PMDB), prefeito de Munhoz de Mello e ex-presidente da Amusep. A assessoria da Prefeitura de Maringá anunciou erroneamente, por duas vezes, que ele está filiado ao PSDB.
Secretaria de Educação – Solange Lopes (PSDB), diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde do Cesumar.
Secretaria de Trânsito e Segurança – Ademar Schiavone (PSD), ex-presidente do PR e ex-secretário nas gestões Ricardo e Silvio Barros II.
Secretaria de Comunicação – Milton Ravagnani, ex-secretário de Comunicação de Ricado Barros, advogado, apresentador de televisão e colunista de O Diário.
Diretoria de Igualdade Racial – Hercules Ananias (PSDC), professor e ex-peemedebista histórico.
Procon – João Luiz Regiani (PSB), advogado, foi candidato a vice de Wilson Quinteiro (PSB).
De William Kayser e Octávio Rossi na Gazeta Maringá:
Carlos Roberto Pupin (PP) tomará posse do cargo com uma pendência jurídica. O TSE entrou em recesso nesta quarta-feira e o caso do político só será julgado após o retorno, em fevereiro do ano que vem. Pupin aguarda decisão do pleno do TSE sobre o deferimento da própria candidatura. A decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Mello anulou a inelegibilidade da candidatura de Pupin, que havia sido decretada pelo TRE-PR. A indefinição pode gerar mudanças no quadro político de Maringá. Segundo o advogado Sergio Jacomini, mestre em Direito e professor da disciplina de Direito Constitucional na UEM, mesmo diplomado, Pupin segue com a incerteza da definição. Continue lendo ›
Três meses depois e Maringá passa a considerar certeiras as palavras da então candidata a prefeita Maria Iraclézia de Araújo (DEM). Foi no debate da TV Tibagi (aqui) que ela perguntou a Carlos Roberto Pupin (PP) se ele, eleito, colocaria Maringá na mesma situação vivida por Londrina no caso Antonio Belinati (PP), que teve anulada pelo TSE a vitória que obteve nas urnas em 2008. Tudo porque, como aparenta ser o caso Pupin, ele não poderia ter concorrido ao cargo. No debate, a pergunta fez o pepista chutar a canela de Rui Babrosa: “Não me ponha na mesma condição”, depois de repetir a ladainha ensinada por advogados da coligação, de que o seu caso é igual ao de Geraldo Alckmin, embora, ao contrário de Mário Covas, Silvio Barros II não tenha finado. Não tivesse Maria Iraclézia anunciado seu apoio ao mesmo Pupin, semanas depois, tudo indica que o julgamento do TSE acabaria por valorizá-la.
O prefeito eleito de Guarapari (ES), que teve o registro cassado por configuração de terceiro mandato, em caso idêntico ao de Pupin, teve negado seguimento em ação cautelar (AC 270), em que tentava ser diplomado. A decisão é do ministro Celso de Melo. Vejam alguns dados do processo: “(Edson Figueiredo Magalhães) adv.(a/s) André Paulino Mattos – adv.(a/s)-Fernando Neves da Silva – réu – 18/12/2012 Negado seguimento. Min. Celso de Mello – Em 18/12/2012: […] nego seguimento à presente “medida cautelar”. Arquivem-se estes autos. Publique-se.”
Meu comentário: No caso de Maringá, salvo engano caberia este mesmo tipo de ação no STF, principalmente depois do julgamento do caso Simões. Parece claro que o diploma de Pupin será cassado e ele não poderia iniciar o terceiro mandato.
Akino Maringá, colaborador

O TSE deu provimento, há poucos minutos, ao recurso contra Edilberto Abdias de Carvalho (PSB), prefeito de Simões (PI), e negou o registro de sua candidatura alegando jurisprudência do tribunal em relação ao terceiro mandato. Edilberto, vice-prefeito de 2005 a 2008, assumiu por um mês no período vetado (seis meses antes das eleições), por motivo de doença do titular, e depois se candidatou a prefeito, no mesmo ano de 2008; este ano, foi o mais votado para o Executivo (56,95% dos votos), mas, com a decisão, perderá o cargo para Valdeir de Carvalho (PDT). O caso foi abordado diversas vezes neste blog, por Akino Maringá, e mobilizou comentários de eleitores de Simões.
Com a decisão, por 5 votos a 2 (apenas Henrique Neves e Marco Aurélio Mello votaram contra a jurisprudência), dá para se prever que, quando for a julgamento o caso envolvendo o vice-prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin, suas chances dificilmente serão diferentes. Pupin assumiu no período vetado em 2008 e foi candidato em 2012, o que leva ao terceiro mandato e se enquadra no princípio que levou o TSE a indeferir o registro de Edilberto.
O projeto aprovado pelos vereadores fez com que as competências do Gabinete do Prefeito fossem esvaziadas, enquanto as da Secretaria de Gestão foram turbidas (confira a atual e a mais recente, aprovada, no afogadilho, na semana passada). A parte mais importante do Gabinete do Prefeito passou para a Sege de Bovo. A prevalecer Pupin no comando, seu gabinete não poderá mais, como ocorre hoje, fazer sequer a recepção, estudo e triagem do expediente encaminhado ao prefeito e a transmissão controle das ordens dele emanadas; a elaboração e encaminhamento dos documentos oficiais a serem assinados pelo prefeito; a organização e controle do arquivo de documentos recebidos e expedidos pelo gabinete; a coordenação das administrações distritais (Floriano e Iguatemi); preparar e expedir a correspondência do prefeito; preparar o registro, publicação e expedição dos atos do prefeito; coordenadar a organização, numeração e manutenção dos originais de leis, decretos, portarias e outros atos normativos pertencentes ao Executivo; controlar os prazos para sanção e veto de leis; e elaborar a mensagem anual do prefeito. Todas essas tarefas, a partir de janeiro de 2013, serão da Sege de Bovo.Continue lendo ›
De acordo com um assessor do prefeito de Maringá, a nova estrutura foi feita para isolar Pupin das decisões mais importantes e mais, digamos, interessantes da administração pública local. Ao esvaziar as competências do Gabinete do Prefeito também levou-se em conta que ali não ficará figura do mesmo nível de outros chefes que por ali passaram; a nomeação de Mário Alexandre, atual chefe, é sinal de que o próximo também vai apenas obedecer ordens de Ricardo Barros. No caso, como se especula, seria um outro Mário – Hossokawa, o vereador, que, apesar do currículo como vereador, vice-prefeito e secretário, seria um mero estafeta numa eventual gestão pepista. Um final de carreira, há que se convir, muito ruim para o peemedebista, escanteado dentro do próprio partido pelos donos da sigla.
Coisa de profissional, é preciso reconhecer. Manobras ardilosas, como a de trocar de advogados e esses novos pedirem vistas do processo, alegando que precisam tomar conhecimento, estão atrasando o julgamento do processo de impugnação do caso Pupin. O último pedido de vistas, datado do último dia 11, está concluso para despacho do ministro. Óbvio que se trata de jogo sujo, cujo único objetivo é impedir que o processo seja julgado até o dia 19, quando começa o recesso no Judiciário. Resta saber como atuarão os advogados da coligação ‘Maringá de toda nossa gente’, que precisariam ser firmes. Se não forem, os adversários passarão os quatro anos do mandato de Pupin, trocando de advogado, sempre que o processo estiver para ser julgado. Coisa de profissional, diria um conhecido profissional da política. Então, caros leitores que esperavam, como eu, que a justiça fosse feita, esqueçamos, julgamento só a partir de fevereiro e aí começa tudo de novo. Sempre que sentirem que o caso pode ser julgado, trocam de advogado, que pede vistas, mais vistas, até o final do mandato. Diferentemente de alguns, penso que caso o diploma seja cassado, Pupin perde imediatamente o mandato, ainda que esteja exercendo e Enio assume. Há quem pense que ele teria direito de recorrer exercendo o cargo. Com a palavra os especialistas.
PS: Uma coisa é certa. Estou plenamente convencido de que não há acordo entre Enio e Ricardo. Se houve, foi quebrado. Agora é guerra declarada. Vão para o pau. Pupin é, provisoriamente, quem assumirá no dia 1º de janeiro de 2013, pelo menos de direito. De fato estará cada vez mais amarrado a Ricardo Barros, que é o grande responsável por ele (Pupin) assumir. Se não rezar pelo seu catecismo, perderá o cargo. Profissional, como é, arrumará até cassação pela Câmara, se for preciso.
Akino Maringá, colaborador
Uma eventual gestão Pupin, nos cálculos de gente do condomínio, levaria Maringá a ter 30 secretarias municipais. O número seria o ideal para acomodar as promessas de nomeações feitas aos 18 partidos que apoiaram o candidato. A se confirmar a previsão, que aconteceria até o terceiro mês de 2013, Maringá será novamente notícia nacional. É que São Paulo, a maior cidade da América Latina, tem 27 secretarias.
… para refazer o seu voto neste caso Pupin? Vejam o trecho final de sua decisão monocrática: “Consignou-se no voto condutor do julgamento (folha 394): Acontece que restou cabalmente comprovado nos autos que o recorrido, atual vice-prefeito do Município de Maringá (mandato de 2008-2012) e também vice-prefeito no mandato de 2004-2008, substituiu o titular nos seis meses que antecediam os pleitos das duas gestões, fato este inclusive não contestado pelo recorrido.Continue lendo ›
Os integrantes do condomínio partidário de Ricardo Barros reuniram-se domingo passado, no famoso escritório da avenida Prudente de Morais. Lá estavam, entre outros, os deputados estadual Evandro Junior (PSDB) e Dr. Batista (PMN), os federais Cida Borgheti (PP) e Luiz Nishimori (PSDB), além do futuro deputado Wilson Quinteiro (PSB) e representantes dos 18 partidos que apoiaram Carlos Roberto Pupin.
Ricardo Barros determinou que o irmão mais velho envie para a câmara municipal a nova estrutura orgânica da prefeitura, para facilitar uma eventual administração Pupin (há um recurso para ser julgado no TSE, que aponta a ocorrência de terceiro mandato). Apesar de o orçamento para 2013 ter sido confeccionado visando a manutenção da atual estrutura, num governo Pupin vai aumentar o número de cargos comissionados, para abrigar todos os indicados dos partidos aliados; especula-se algo em torno de 400 CCs (hoje são 251). Foram prometidos CCs a quase todos os que foram candidatos a vereador pela coligação “A mudança continua”.
O secretário de Estado das Relações com a Comunidade, Rene Pereira da Costa, é candidatíssimo a secretário de Esportes e Lazer na eventualidade de Carlos Roberto Pupin (PP) passar pelo TSE. A secretaria foi oferecida por Ricardo Barros ao PSB, que gostaria de ter a de Segurança Pública. A esposa de Rene, que participou das festas de aniversário dos fratelli, foi candidata a vereadora pelo PSB.
Às vésperas de o TSE julgar o recurso contra o deferimento do registro da candidatura do vice-prefeito Carlos Roberto Pupin a administração municipal (leia-se Ricardo Barros) não manifesta nenhuma preocupação. Tanto que, na prefeitura, já estão trabalhando no desmembramento da Secretaria de Administração num eventual governo Pupin.
A Administração viraria três: Secretaria de Compras (Diretoria de Compras e Abastecimento, com toda a parte de patrimonio e licitação), Secretaria de Recursos Humanos (Departamento de Recursos Humanos e Saúde Ocupacional) e Secretaria de Defesa Social (Guarda Municipal). Em princípio, a tendência seria o encarecimento da máquina pública, pois o número de secretarias pode até dobrar para atender os compromissos de apoio assumidos com 18 partidos e outros cinco candidatos a prefeito.
Não é novidade para quem acompanha com atenção a política em Maringá, o sonho de Ricardo Barros exercer o seu quarto mandato de Prefeito, através de Pupin, de 2013 a 2016. Mas não há certeza que conseguirá. Primeiro porque é bem provável que o registro da candidatura do atual vice seja definitivamente impugnado e segundo porque alguns falam que Pupin, caso assuma, romperia com seu guru e não permitiria que ele fosse o prefeito de fato.
Sobre a segunda hipótese a dúvida é maior.
Akino Maringá, colaborador
Ao contrário do que prometeu numa reunião com representantes da maçonaria, no final do segundo turno, o pecuarista Carlos Roberto Pupin (PP) não está mandando nada na confecção de seu secretariado. Como se esperava, é Ricardo Barros quem está dando as cartas, inclusive na distribuição de secretarias aos aliados.
Barros já decidiu, por exemplo, que não dará “secretaria fechada” para nenhum dos 18 partidos que apoiaram seu candidato. Ou seja, a ideia – no caso do terceiro mandato de Pupin ser validado pelo TSE – é que o irmão mais novo continue mandando. Na prática, seria seu quarto mandato como prefeito de Maringá.
Se prevalecer a tese de Milton Ravagnani de que o cargo de vice não tem relação com o prefeito e Pupin não está inelegível, pode acontecer a seguinte situação: Silvio, depois de um breve descanso de quatro anos, voltaria a ser prefeito em 2016, com Pupin sendo seu vice. Em 2020 eles trocariam de posição e assim sucessivamente, por uns nove mandatos (36 anos), até chegarem à casa dos 90 anos de idade. Durante todo o tempo eles seriam prefeito e vice de direito e Ricardo de fato. Já velhinhos passariam o bastão para filhos e netos e assim as famílias Barros e Pupin administrariam Maringá até o fim dos tempos.Continue lendo ›
Na última eleição se passou a ideia, que foi absorvida por boa parte da população menos esclarecida, de que Silvio e Pupin formavam uma dupla muito afinada administrativamente falando. Mal comparando, uma Pelé e Coutinho, dupla da qual a Messias Mendes deve se lembrar, e que realizava tabelinhas incríveis. Faço esta introdução para desafiar Milton Ravagnani, que entende que Pupin não estará exercendo o terceiro mandato em 2013, caso seja diplomado, já que em 2008 disputou o cargo de vice e não de prefeito. Na minha opinião,upin já foi reeleito e não pode mais, independentemente de ter ou não substituído Silvio nos dois mandatos.Continue lendo ›
Leitor fez o seguinte comentário: “Com respeito ao julgamento no TSE, as últimas notícias na PMM são de que mais de milhão já teria migrado de Mga para o DF. A ideia é de que alguns ministros faltarão no dia D. Pode ser só boato, mas quem comentou tem conhecimento de causa e está mto próximo de todo o trâmite.” (sic)
Meu comentário (Akino): Ouvi de um empresário que tudo estaria acertado para que Pupin seja mesmo diplomado no dia 15. Até lá o processo de impugnação não seria julgado. Enio Verri seria nomeado para uma Diretoria dos Correios (confirmando nota de Ravagnani) e aguardaria 2016, quando Ricardo Barros promete, com a concordância de Pupin, que não lançará nenhum candidato forte, mantendo um ‘apoio branco’ à sua candidatura as prefeito de Maringá. Neste acerto, um grande empresário, que seria sócio Ricardo, e teria ascendência sobre Enio, teria sido o intermediário. Prefiro não acreditar, mas minha fonte garante que tudo está acertado. Se for verdade, só nos resta dizer: “Pare o mundo que eu quero descer”.
PS: O candidato dos Barros, oficialmente, em 2016 seria Hércules Ananias e Ricardo conseguiria unir Quinteiro, Batista, Iraclésia e Alberto Abraão, para apoiarem Enio, que disputaria com Hércules Ananias e Débora Paiva.
Akino Maringá, colaborador
Pouco antes de seguir para os Estados Unidos para aquela descansada básica, o vice-prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) falava sem medo do TSE: pretende nomear seu secretariado no início da segunda quinzena de dezembro. É que o Sr. Avião, Silvio Barros II (PP), deve solicitar a enésima licença do cargo de prefeito no dia 17 de dezembro, dando lugar a Pupin já começar a formar sua equipe.
O “sua” no caso ainda é dúvida, pois dizem que 17 das 23 secretarias serão preenchidas com nomes indicados por Ricardo Barros, aquele da denúncia-crime do MP. A dúvida fica por conta de declarações de Pupin antes da viagem à Flórida. Ele disse textualmente: “Vou poder nomear o meu secretariado”. Ou seja, não é o atual…

Esta é uma das especialidades do Cheesecake Factory, restaurante localizado em Orlando Flórida, onde esteve ontem o casal Carlos Roberto Pupin-Luíza e a filha Mhelody, que descansam já há alguns dias nos Estados Unidos. Ou seja, o candidato de Ricardo Barros (PP) dificilmente estará amanhã na festa do ex-coordenador-geral de campanha e responsável por ter sido o mais votado nas últimas eleições, a tradicional paella, este ano com sabor de surpresa.
O vice-prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) esteve nesta manhã no escritório do chefe de sua campanha, Ricardo Barros. Saíram juntos, acompanhados do super-secretário de Silvio II (e de um eventual governo Pupin), Leopoldo Fiewski.
As contrarrazões do professor Claudio Ferdinandi (PMDB), vice-prefeito de Carlos Roberto Pupin (PP), o mais votado do segundo turno em Maringá, pousou hoje às 11h12 no gabinete do ministro Marco Aurélio Mello, no Tribunal Superior Eleitoral. A defesa de Pupin, feita anteontem, também deve chegar hoje ao mesmo gabinete. O ministro poderá abrir prazo para manifestação do Ministério Público Eleitoral. Depois disso, o assunto deve ir para apreciação do plenário do TSE.
Acabo de assistir, mais uma vez, a gravação do julgamento do caso Guarapari no TSE. Repeti várias vezes para entender o que disse o ministro Marco Aurélio. Disse ele: “Pedi vistas para conferir o precedente mencionado [caso Pupin] O preceito remete realmente não só à sucessão, como também à substituição…” Vejam o que havia escrito na decisão monocrática que liberou o registro da candidatura Pupin: “(…) extrai-se que o vice não sucedeu propriamente o prefeito, ocorrendo simples substituição. Cumpre distinguir a substituição da sucessão do titular. O exercício decorrente de substituição não deságua na ficção jurídica, própria à sucessão, de configurar-se mandato certo período de exercício. 3. Dou provimento a este recurso, para deferir o registro da candidatura de Carlos Roberto Pupin.”
Meu comentário: A meu ver não restam dúvidas que o ministro mudou de posicionamento 26 dias depois de proferir a decisão monocrática. Continue lendo ›
O jornal Gazeta do Povo destacou em sua edição de hoje a pendência eleitoral envolvendo o vice-prefeito de Maringá, candidato mais votado no segundo turno, Carlos Roberto Pupin (PP). “Ele teve a candidatura barrada pelo TRE-PR, que o considerou inelegível por ter substituído o prefeito Silvio Barros (PP) seis meses antes da eleição, como vice-prefeito. No início de outubro, o ministro Marco Aurélio deferiu a candidatura de Pupin. Porém, a pedido da coligação adversária, o caso irá para julgamento no plenário. Mas ainda não está definido o quadro. Como o prazo para a diplomação dos eleitos é 19 de dezembro, a previsão do TSE é que até lá todos os casos sejam julgados. Pupin foi procurado pela reportagem, mas a assessoria do prefeito eleito informou que ele não irá se pronunciar sobre o assunto”, diz a reportagem.
Depois de 14 dias, o recurso especial eleitoral que trata do deferimento da candidatura a prefeito do agropecuarista e vice-prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) registrou movimento, de acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral. Foi há cerca de uma hora, quando o ministro Marco Aurélio Mello emitiu despacho tendo em vista o agravo de instrumento de autoria da coligação “Maringá de toda a nossa gente”. “Ante a garantia constitucional do contraditório, abro vista ao agravado para, querendo, manifestar-se”, diz o texto, que tem data de 26 passado, três dias depois de esgotado o prazo para recurso da Procuradoria-Geral Eleitoral. O despacho é anterior ao julgamento do caso Guarapari (ES), quando o ministro mudou o princípio da sua decisão monocrática, que, em 4 de outubro, havia liberado a candidatura de Pupin, mesmo diante da postura contrária da PGE e do julgamento unânime, do TRE Paraná, pelo indeferimento, por entender tratar-se de terceiro mandato, o que é proibido pela legislação.
PS – Depois de aberto o prazo para a defesa de Pupin, que por sinal nunca negou o fato de ter exercido o cargo de prefeito nos dois mandatos, o processo retornará ao ministro e então será marcada data para apreciação pelo plenário.