Sismmar se posiciona sobre PAMs

Terceirização de um Pronto Atendimento Municipal tem rejeição do sindicato; secretário da Saúde (foto) esteve na cerimônia de repasse de R$ 17,9 milhões para a área

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) tornou pública em redes sociais seu posicionamento contrário à proposta de terceirização de um dos dois PAM – Pronto Atendimento Municipal -, anunciado pelo prefeito Silvio Barros II (PP), “com base em experiências já vividas em Maringá e em outros municípios do país. Na prática, processos de terceirização têm acumulado problemas, sem gerar economia de recursos públicos ou melhoria efetiva na qualidade dos serviços prestados à população”.

“Em Maringá, exemplos não faltam. A terceirização de serviços básicos em unidades municipais resultou em transtornos recorrentes, especialmente em CMEIs e escolas, com falhas em manutenção, entupimentos, goteiras e danos estruturais. No caso da Parceria Público-Privada da iluminação pública, um relatório da própria Câmara Municipal apontou diversas irregularidades no contrato firmado há dois anos. Há ainda outros casos envolvendo serviços municipais e estaduais, como o Asilo São Vicente de Paulo e a terceirização de operacionais, que reforçam esse alerta. A lista é extensa!

Além disso, a ideia de “testar e comparar modelos” já foi aplicada no Brasil e revela um padrão preocupante. Em muitos casos, a comparação é artificial: escolhe-se uma unidade ou serviço em melhores condições para terceirizar, destina-se mais investimento público e, posteriormente, utiliza-se o resultado para justificar a privatização”. Confira detalhes da posição ao final.

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Autorização de recursos – O governo do estado divulgou queautorizou um pacote de R$ 17,9 milhões em investimentos para fortalecer a saúde de Maringá, para ampliar a capacidade de atendimento, melhorar a estrutura dos serviços e qualificar o cuidado prestado à população usuária do Sistema Único de Saúde.  

Do total de recursos, R$ 14 milhões serão destinados à construção de duas novas unidades de Pronto Atendimento Municipal, nas zonas leste e oeste de Maringá. Cada unidade terá 812,89 metros quadrados de área construída e capacidade estimada de atendimento de 2,1 mil pacientes por mês. As novas estruturas vão reforçar a porta de entrada ao sistema público de saúde, garantindo mais agilidade e resolutividade, especialmente nos casos de urgência e emergência. Na campanha eleitoral de 2024 foram prometidas para os mesmos locais duas UPAs, para as quais há critérios definidos pelo governo federal.

Além das obras, a Sesa vai investir R$ 3,9 milhões na aquisição de 18 veículos para a região, entre ambulâncias, micro-ônibus e vans para o transporte de pacientes.

Reforço – De acordo com a Prefeitura, a implantação dessas duas novas portas de entrada voltadas às demandas de urgência e emergência, a expectativa é de mais agilidade no atendimento e melhor organização dos fluxos assistenciais na rede municipal de saúde, reforçando o serviço já prestado pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) existentes nas zonas sul e norte. “Teremos atendimento 24 horas para a nossa população nessas duas novas Unidades de Pronto Atendimento, que conseguiremos entregar conforme compromisso assumido com a comunidade. Receberemos pacientes de urgência e emergência com ainda mais qualidade e agilidade, graças a essa parceria com o Governo do Estado e apoio dos parlamentares que representam nossa cidade e região”, disse. (C/ Assessorias

Foto: Alessandro Vieira/Sesa