De Wagner Belinato, na Folha de Maringá:
É impossível andar com uma cadeira de rodas pelas calçadas próximas a minha casa, muitas delas simplesmente inexistentes ou, quando existentes, descontínuas e quebradas. Muitas vezes, obrigam-me a andar pelas ruas, mesmo a pé e senhor de meu caminho, dividindo o espaço com os carros. O entulho se acumula nos terrenos baldios, onde cresce vistoso o matagal, me obrigando a dedetizar a casa constantemente e criando espaço onde podem se esconder marginais de toda a espécie. O condomínio em que moro registrou ao menos três assaltos nos últimos tempos, assim como os demais na vizinhança. Alguns de meus amigos já foram assaltados, vários perderam seus relógios, tênis e celulares, levaram o carro de um deles certo tempo atrás. As ruas do entorno, projetadas apenas para a circulação local de veículos, foram transformadas em vias de ligação norte-sul da cidade, recebendo fluxo de veículos muito superior a sua capacidade. As únicas novidades que a rua de casa registra são buracos novos ou maiores. Leia mais.