E agora, José?
Do padre Orivaldo Robles:
Em 19 de abril de 2005, uma terça-feira, segundo dia de votação, o cardeal chileno José Arturo Medina Esteves veio ao balcão da Basílica de São Pedro e proclamou: Habemus papam. O novo pontífice, chamado José, escolheu o nome de Bento. Era a escolha previsível, apesar de se tratar de um quase octogenário. Não se passaram oito anos. Neste 11 de fevereiro, segunda-feira de Carnaval, o papa de quase 86 anos apresentou sua renúncia. Com Drummond perguntamos: E agora, José?
Este idoso José é um professor universitário, autor de mais de 40 livros, unanimemente reconhecido como o maior teólogo vivo. Continue lendo ›
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“Desde o final dos anos 40, praticamente desde seu nascimento, a cidade de Maringá acostumou-se com o espetáculo de gente indo e vindo em busca de emprego. No início, eram trabalhadores rurais, sem outra qualificação além dos próprios braços, atrás de alguma colocação nas muitas propriedades de café que se abriam com a derrubada do mato. Perambulavam pela cidade e, como não dispunham de dinheiro, também não conseguiam hospedagem nos poucos hotéis existentes. Ao chegar, dom Jaime encontrou funcionando na cidade um “albergue”; na verdade, modesta hospedaria de madeira sem conforto, mantida pelo poder público estadual, onde os necessitados recebiam atendimento sofrível. Condoído dessa parte infeliz do seu rebanho, em 1958 iniciou entendimentos com os responsáveis do FATR – Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, precursor do Funrural, sobre a possibilidade de transferir para a Igreja Católica o cuidado da instituição. 